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Ana Lúcia de Andrade recebe título de Professora Emérita

Em 15/10/21 12:12. Atualizada em 15/10/21 12:15.

A honraria foi concedida pela atuação com impacto nacional e internacional em epidemiologia 

Texto: Isabela Cintra

Fotos: Reprodução YouTube UFG Oficial

“A trajetória da professora Ana Lúcia na Universidade Federal de Goiás é uma síntese da tríade ensino, pesquisa e extensão. Em cada um desses três pilares, a professora atuou com grande dedicação e competência”, assim ressalta, o professor do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP), Otaliba Libânio de Morais Neto, sobre a vida acadêmica da docente aposentada do mesmo instituto, Ana Lúcia Sampaio Sgambatti de Andrade, homenageada na quarta-feira (13/10), com o título de Professora Emérita da UFG.

Foram quase 40 anos dedicados à educação, extensão e pesquisa na área de epidemiologia de doenças infecciosas e parasitárias. Mestre e doutora em medicina tropical e saúde pública, a professora Ana Lúcia Andrade coordenou diversos projetos de pesquisa que contribuíram para a prevenção, tratamento e controle de doenças transmissíveis na população brasileira.

 

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Solenidade de entrega do título de Professora Emérita 

 

Dentre as contribuições à Universidade e a sociedade, o professor Otaliba de Morais destaca a importância das produções científicas lideradas pela homenageada. “Destaco o estudo clínico-epidemiológico e laboratorial sobre a paracoccidioidomicose linfático-abdominal; os projetos de pesquisa direcionados ao controle da doença de Chagas, utilizando diferentes delineamentos epidemiológicos, de estudo caso-controle, que avaliou os fatores associados à infecção pelo Trypanosoma cruzi em crianças residentes no Estado de Goiás.”. Além desses exemplos, o professor também ressaltou outros artigos produzidos pela professora sobre hepatites, hanseníase, malária, varicela, pertussis, HIV, entre outros.

Reconhecimento internacional

Ainda de acordo com o docente Otaliba de Morais, o impacto das pesquisas conduzidas pela professora Ana Lúcia resultaram no seu reconhecimento no âmbito nacional e internacional. Ele dá um exemplo de quando o relatório técnico dos resultados da pesquisa sobre doença de Chagas, liderado pela professora, foi considerado como um dos cinco melhores relatórios técnicos em todo o mundo nos anos de 1997 e 1998, pelo Tropical Disease Research (TDR) da Organização Mundial da Saúde.

O diretor do IPTSP, José Clecildo Barreto, enfatizou a contribuição da professora Ana Lúcia para a construção da Universidade como uma instituição de ensino de referência no Brasil, além do apoio para a consolidação de programas de pós-graduação na área de saúde. “Nós colegas do IPTSP, principalmente o setor de saúde coletiva, queremos reiterar a contribuição à educação e à ciência de nossa homenageada”, o diretor afirma. Também em nome do instituto, ele ressalta que o trabalho da docente gerou e multiplicou grandes profissionais e pesquisadores e modelos na gestão de saúde do Brasil.

Depois dos relatos e agradecimentos, a docente Ana Lúcia Andrade agradeceu a titulação de Professora Emérita da UFG. “Esse é um momento de muita emoção e alegria por eu poder estar aqui hoje tendo o privilégio de receber esse título de Professora Emérita em vida. Título esse que eu divido com todos que fizeram parte da minha história edificando meu crescimento. Foi uma honra pertencer ao quadro de docência da UFG por quase quatro décadas”.

Disparidade de gênero

Não contendo sua curiosidade epidemiológica, como ela se referiu, durante sua fala, ela trouxe uma análise de dados relacionando gênero com a concessão dos títulos eméritos entre os anos de 2006 e 2021. Segundo o gráfico apresentado durante a cerimônia, a professora concluiu: “Apesar dos números pequenos, há uma aparente tendência no aumento do número de títulos concedidos para as mulheres, o que mostra o reconhecimento das mulheres na produção do conhecimento científico e tecnológico. [Além de] mostrar a UFG avançando na redução da disparidade de gênero na concessão de honrarias”.

 

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Gráfico: média móvel de Professoras e Professores Eméritos na UFG

 

A homenageada também reforçou a importância da ciência e de todos os profissionais que de alguma forma ajudaram e ajudam no combate à pandemia da covid-19. A agilidade e o comprometimento na produção de vacinas contra a covid-19 foram pontos elogiados pela professora, visto que o desenvolvimento, aprovação e implementação delas poderia demorar anos e até décadas.

Porém, a professora Ana Lúcia chamou atenção para algumas lacunas na formação de estudantes da área de saúde. Para ela, algumas disciplinas terão que ser revisadas por conta da pandemia e para diminuir a má conduta médica, científica e ética.

No final de seu discurso, a professora emérita agradeceu a diversos colegas de profissão e do IPTSP, aos seus estudantes, às agências nacionais e internacionais de fomento à pesquisa, ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), à Secretaria de Saúde de Goiânia e de São Paulo, entre outros. Além disso, ela fez um agradecimento especial aos seus pais, aos filhos, aos netos e ao marido.

O reitor da UFG Edward Madureira afirmou que se sente privilegiado em estar na reitoria em um momento em que a Universidade reconhece os profissionais que contribuíram para fazer da UFG uma instituição de referência. Ele completa dizendo: “Quem ganha hoje é a Universidade, que fica maior por ter na galeria de professores eméritos, uma pessoa da sua envergadura”. 

Para assistir à cerimônia de entrega do título de Professora Emérita para Ana Lúcia Sampaio Sgambatti de Andrade, clique aqui.

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Fonte: Secom UFG

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