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Indígenas e quilombolas são diplomados em cursos superiores

Criada em 24/04/15 16:24. Atualizada em 25/04/15 13:36.

Estudantes do Programa UFGInclui são os primeiros no país a se graduarem nos cursos de Química, Relações Públicas e Letras/Espanhol

 

Marciano Alves dos Santos, 29 anos, ingressou em 2009 na UFG no curso de Licenciatura em Química pelo Programa UFGInclui, com cotas reservadas para quilombolas. Oriundo do Quilombo Morro São João, localizado na cidade de Santa Rosa do Tocantins, o estudante se formou no início deste ano e agora é o primeiro professor quilombola graduado em Química no Brasil. “A universidade contribuiu para me formar um cidadão critico reflexivo”, declara.

Atualmente, Marciano Alves dos Santos leciona na rede estadual e particular de ensino em Goiás. Além dele, outras duas estudantes ingressantes na UFG pelo Programa UFGInclui realizaram neste ano o sonho de concluir a graduação em uma universidade pública e de serem uma das primeiras indígenas e quilombolas diplomadas nos cursos de Relações Públicas e Letras/Espanhol.

Apesar das dificuldades financeiras e diferenças culturais, Marta Quintiliano, do Quilombo Vó Rita, na cidade de Trindade, segunda quilombola formada em Relações Públicas no país, acredita que as mudanças vividas pela UFG nos últimos anos foram essenciais para tornar o espaço mais inclusivo e para auxiliar a comunidade acadêmica no acesso às políticas de assistência estudantil. “Fico muito feliz pois nossas reivindicações estão sendo atendidas para que possamos permanecer na universidade e trilhá-la com qualidade de vida”, declara.

A questão financeira também foi um dos obstáculos superados pela estudante indígena Maria de Fátima Karajá, recém-graduada em Letras/Espanhol. A estudante ainda teve que lidar com o fato de ter ingressado na universidade oito anos após ter deixado o ensino médio. Maria de Fátima integra o pequeno número de indígenas diplomados na área. Mesmo com todas as problemáticas enfrentadas ao longo do curso, o suporte oferecido pela UFG com a bolsa permanência em seu último ano foi essencial para que continuasse seus estudos.

A estudante tomou conhecimento das ações de acompanhamento e apoio à permanência dos estudantes do UFGInclui graças às ações desenvolvidas em 2014 pela Coordenação de Permanência e Inclusão. Dentro das iniciativas da coordenação, foram realizadas diversas rodas de conversa em que os alunos do programa puderam estreitar as relações entre si e com a gestão da instituição. A partir dessas conexões, os estudantes formaram um coletivo estudantil, a União dos Estudantes Quilombolas e Indígenas da UFG, e passaram a contribuir para assegurar a permanência desses estudantes, além de possibilitar o esclarecimento sobre a assistência oferecida pela universidade.

 

UFGInclui

Programa UFGInclui contribuiu para a formação de Marciano Alves dos Santos, Maria de Fátima Karajá e Marta Quintiliano

UFGInclui

Desde 2008, o programa UFGInclui tem traçado medidas para garantir a ampliação ao acesso e permanência de estudantes na universidade oriundos de escolas públicas, indígenas, negros provenientes de escolas públicas e quilombolas, com vistas à inclusão social. Além da reserva de vagas nos processos seletivos para esse público, o programa dispõe de diversas ações afirmativas, como cursos de graduação para segmentos sociais específicos, políticas de assistência ao estudante de baixa renda, projetos para formação de professores, entre outras. O programa alcançou evasão próxima a zero de ingressos no processo seletivo deste ano.

Clique aqui e confira mais informações sobre o UFGInclui e as ações desenvolvidas pela Coordenação de Inclusão e Permanência na página: https://www.prograd.ufg.br/p/7351-inclusao-e-permanencia

Fonte: Ascom UFG

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