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Vamos conversar sobre o bosque? Diz aí!

UFG realiza atividades para conversar sobre o bosque Auguste Saint’Hillaire

Por Serena Veloso Gomes. Criada em 20/08/14 16:28. Atualizada em 21/08/14 15:07.

Atividades itinerantes, mostras fotográfica e artística integraram a campanha

Os estudantes da UFG se depararam na manhã de ontem, 20 de agosto, ao caminhar no Bosque Auguste Saint’Hillaire, com uma surpresa: cartazes estavam espalhados pelos pátios, um palco estava montado, além de exposições artísticas, nas proximidades da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC) e do Instituto de Química (IQ). O motivo dos preparativos vão muito além da promoção de atividades culturais na universidade. Discutir as formas como o espaço do bosque é usufruído e proporcionar um diálogo com a comunidade universitária sobre alternativas para minimizar os problemas do local e ampliar a promoção de ações socioambientais, culturais e científicas é o objetivo da campanha “Vamos conversar sobre o bosque? Diz aí!”, realizada nos dias 19 e 20 de agosto.

Além da FIC e do IQ, outros dois pontos da universidade – o Centro de Convivência e o Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação (Cepae) – estão sendo movimentados com atividades diversas para mobilizar os estudantes e servidores a darem sua opinião sobre o bosque. A ação foi proposta por um grupo multidisciplinar composto por servidores das Pró-Reitorias de Assuntos da Comunidade Universitária (Procom) e de Extensão e Cultura (Proec), do Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação (Cepae), da Escola de Música e Artes Cênicas (Emac), das Faculdades de Enfermagem (FEN) e Educação (FE), do Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas sobre Drogas e Outras dependências (Neped), além da Ouvidoria, da Assessoria de Comunicação (Ascom) e da Centro de Gestão do Espaço Físico (Cegef) da UFG.

I Mostra Fotográfica Bosque August Saint'Hillaire

Mostra fotográfica montada no bosque Auguste Saint'Hillaire apresenta os diferentes olhares de alunos, professores e servidores sobre a reserva

Ações ampliam diálogo com a comunidade

Nos dois dias de evento, foram espalhados cartazes e urnas nos quatro pontos, onde todos poderiam deixar sugestões para melhorar a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas que circulam pelo bosque. “Estão sendo realizadas várias ações envolvendo a comunidade universitária que pretendem escutar e conversar sobre o bosque e ver alternativas para seu uso, mas também com respeito a todas as diferentes visões”, ressaltou o coordenador do Neped, Eriberto Belivacqua.

Também foi realizada a Mostra Fotográfica Bosque Saint’Hillaire, que reuniu fotografias com percepções diferenciadas da comunidade universitária sobre o local. No pátio da FIC, estava a exposição de telas Esquadros, com obras da aluna de jornalismo, Alinne Flores. E para despertar a curiosidade de quem passava pelas redondezas e mobilizar a participação do público, um grupo de estudantes de Musicoterapia realizou uma atividade itinerante, circulando pelos quatro pontos da ação, cantando e tocando a música que marcou a campanha. "Estamos participando dessa ação com o objetivo de ir até pessoas, favorecer a elas uma ferramenta para viabilizar o diálogo”, reforçou o estudante e integrante da atividade, José Gomes Fernandes Morais.

Atividade itinerante Diz aí

Itinerância organizada pela Faculdade de Enfermagem e curso de Musicoterapia reuniu e interagiu com alunos de várias unidades acadêmicas

A professora de Biologia do Cepae, Mercês Mendonça, aproveitou a oportunidade para levar os alunos do 7º ano para conhecer o espaço e fazer um passeio pela universidade. “O bosque é uma referência para nós. Os alunos o consideram parte da escola e, como o espaço está tendo alguns problemas, eles ficaram impedidos de frequentá-lo”, comentou, esperando que, com a intervenção, as aulas no bosque sejam retomadas.

Expressão musical

Mas o que atraiu mesmo a atenção dos alunos durante a campanha foram os shows realizados na I Mostra Artística Bosque Auguste Saint’Hillaire. No primeiro dia de evento, dez bandas com os mais diversos estilos musicais, desde o rock n’ roll, MPB aos ritmos africanos, se apresentaram no palco montado ao lado da FIC. A proposta agradou tanto ao público, que a coordenadora geral de cultura da Proec, Flávia Cruvinel, disse ter sido incentivada a realizar outras edições. “A mostra artística foi pensada como uma forma de ocupação de parte do bosque, dando oportunidade para os alunos, professores e servidores mostrarem seus talentos”, afirmou.

I Mostra Artística Bosque Auguste Saint'Hillaire

Ocupação artística foi elogiada pelos alunos, que sugeriram a realização de outras ações culturais 

Melhorias no bosque

Alguns dos principais pontos colocados pelos aluno para serem melhorados foram a iluminação, a revitalização e os cuidados com o lixo. “O evento vai ajudar demais nessa questão da conscientização. Falta colocar lixeiras aqui, não basta as pessoas terem consciência se não têm um lugar para jogar o lixo”, apontou o estudante de Letras, Simião Mendes Júnior, que também se apresentou na mostra artística.

Em relação ao uso de drogas no bosque, alguns dos alunos diziam não se sentir incomodados pelo fato, mas consideraram que a imagem do local não pode estar somente associada à violência ou criminalidade. “É claro que a gente tem que investir para melhorar a aparência, a infraestrutura, iluminação, dar mais segurança, mas o problema é que há uma visão muito distorcida e pejorativa do que é o bosque, não só dentro da universidade como fora”, defendeu o aluno Douglas Pereira Rodrigues, do curso de História.

Fonte : Ascom UFG

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