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Carlos Fernando Filgueiras de Magalhães: homem de múltiplas dedicações

Por Ana Paula. Criada em 10/11/09 10:25.
Médico, poeta, escritor, crítico, dramaturgo e agente cultural foram alguns dos papéis desempenhados por ele em Goiás

A morte de Carlos Fernando Filgueiras de Magalhães (1940-2009) suscita todos os seus feitos nas mais diversas áreas do conhecimento e da cultura. Natural de Paratinga (Bahia), conciliou a carreira médica com sua forte aptidão para as artes. Mudou-se para Goiânia na década de 1960, onde bacharelou-se em Medicina pela UFG e se destacou no meio cultural goiano como personalidade de múltiplos talentos. Profissional dedicado, atuou como médico plantonista no Hospital das Clínicas (HC) entre os anos de 1968 e 1997.

 

Escreveu romances como Via Viagem, obra de 1970 incluída, no ano 2000, entre os dez mais importantes títulos da literatura goiana no século XX em levantamento publicado pelo jornal O Popular. Além disso, foi autor de peças teatrais, volumes de poesia, ensaios críticos e estudos históricos. Também dedicou-se à crítica teatral e cinematográfica. Carlos Fernando Filgueiras de Magalhães é descrito por seus amigos como importante agente cultural em Goiás e proeminente presença cultural do estado. 

 

O pró-reitor de Extensão e Cultura da UFG, Anselmo Pessoa Neto, afirmou que Carlos Fernando desempenhou papel pioneiro na área de cultura na universidade. No reitorado de Joel Pimentel de Ulhôa (1986-1989), Carlos Fernando foi convidado a assumir a direção do recém-criado Núcleo de Coordenação e Apoio às Iniciativas Culturais (NUCAIC), departamento da extinta Pró-reitoria de Planejamento. “Ele incentivava e apoiava as manifestações culturais e foi fundamental para a estruturação e organização dessa área na UFG”, contou Anselmo, que trabalhava como bolsista na equipe de Carlos Fernando à época. A partir do reitorado de Milca Severino Pereira (1998-2006), o NUCAIC foi incorporado à Pró-reitoria de Extensão e Cultura (PROEC).

 

O ex-reitor da UFG, Ary Monteiro do Espírito Santo, lamentou a perda do amigo e ressaltou as qualidades de Carlos Fernando como médico e como intelectual compromissado com a divulgação da cultura goiana. Durante o reitorado de Ary Monteiro (1994-1997), Carlos Fernando Filgueiras de Magalhães continuou à frente do NUCAIC. “Ele se dedicava em tempo integral à universidade. Era plantonista do pronto-socorro do HC e promovia a arte e a cultura na UFG”, afirmou.

 

O designer gráfico da PROEC, Clewerson Souza Netto, acompanhou Carlos Fernando durante os 11 anos em que o médico esteve à frente do NUCAIC e destacou sua aptidão cultural para diferentes áreas, como literatura, teatro, artes plásticas, cinema. “Ele ainda conciliava tudo isso com sua paixão pelas carrancas do Rio São Francisco (esculturas de madeira com forma humana ou animal), seu grande objeto de pesquisa”, lembra o amigo.

 

Reconhecimento – Em 2008, Carlos Fernando Filgueiras de Magalhães foi agraciado com o Troféu Jaburu, a mais importante homenagem da área cultural em Goiás. O prêmio, entregue pelo Conselho Estadual de Cultura, foi atribuído ao médico e poeta por sua incansável atuação como estudioso, pesquisador e produtor de arte. Ele também foi galardoado com o Troféu Tiokô, concedido pela União Brasileira de Escritores – Seção Goiás, e com o Prêmio Jorge de Lima, da Academia Carioca de Letras, pelo livro de poesia X (2002). Carlos Fernando Filgueiras de Magalhães ocupava ainda a cadeira 48 do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás (IHGG).

 

Fonte: Ascom/UFG

Categorias: Homenagem