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UFG realiza a 4ª edição do Programa de Saúde Indígena

Em 01/07/26 13:14.

Ação acolhe e orienta estudantes indígenas e seus familiares

Texto: Caroline Pires

 

Entre os meses de julho e agosto a Universidade Federal de Goiás (UFG) realiza a 4ª edição do projeto Programa de Saúde Indígena Dahöimanadzé. O evento é uma oportunidade para que estudantes indígenas da UFG, e suas famílias, possam receber os mais diversos tipos de atendimento, visando a promoção da saúde. Além de ser uma oportunidade para trocas de saberes, serão realizadas ainda avaliações de saúde e fisioterapia, atendimento oftalmológico, odontológico e laboratorial, vacinação, avaliação pediátrica e muito mais. As ações terão início no dia 10/7, na Unidade Acadêmica Especial Instituto de Formação Superior Indígena Takinahakỹ, no Câmpus Samambaia, e, no dia seguinte, o espaço receberá equipe do Centro de Referência em Oftalmologia da UFG (Cerof) que também realizará atendimento. A programação segue até o dia 7 de agosto e conta com a coordenação da Comissão de Saúde da UFG. 

Segundo a diretora da Faculdade de Enfermagem (FEN) e presidente da Comissão de Saúde da UFG, Heliny Carneiro, todo o evento é pensado de forma coletiva, com o envolvimento de toda a comunidade universitária e sendo coordenada também pelo instituto Takinahakỹ, sempre respeitando a cultura daqueles que são atendidos. “Essa é sem dúvidas uma ação inovadora que nos desafia a enfrentar de frente as dificuldades de acesso à saúde por estudantes indígenas e suas famílias, muitos que vem para a UFG sem nenhum vínculo prévio”, explicou Heliny Carneiro. O projeto surgiu em 2024, quando ela ainda era pró-reitora adjunta de graduação, e nasceu da percepção de que era fundamental zelar pela garantia de acesso à serviços de saúde para colaborar com a permanência daqueles que vinham estudar na UFG. A ação é fruto do trabalho coletivo entre a Comissão de Saúde, Pró-reitoria de Graduação, Cerof, Instituto de Formação Superior Indígena Takinahakỹ e o Hospital das Clínicas.

 

Como surgiu e como funciona o programa?

Trabalhando pela metodologia da Pedagogia da Alternância, os estudantes do Instituto de Formação Superior Indígena Takinahakỹ vão ao Câmpus Samambaia duas vezes ao ano e os professores também atuam nas aldeias indígenas duas vezes ao ano. Muitas vezes viajando por dois ou três dias, eles passam esse período afastados da aldeia e sem contar com a familiaridade da sua região de origem, o que pode resultar em questões de saúde novas ou demandar atenção especial para outras que já são crônicas. “Fazemos uma avaliação geral de saúde de todos os estudantes do Instituto e, após uma triagem eles são direcionados a grupos específicos dentro das especialidades. Desde o primeiro ano da ação, estamos mantendo o projeto, com esse dia D, que neste ano será no dia 10 de julho”, explicou Carlos Bianchi, subchefe do Instituto. Desta maneira, os estudantes, que ficam por 5 semanas na UFG, são encaminhados para o Centro de Saúde Samambaia, e, se necessário, a partir de lá para outras estruturas da UFG, como o Hospital das Clínicas ou serviço de Odontologia, por exemplo. 

Além disso, irão funcionar rodas de conversa para discutir temas como hipertensão, saúde da mulher, nutrição e saúde mental, geralmente no intervalo para o almoço, ao longo das cinco semanas de aulas. Para a realização da ação, o programa recebe o apoio dos cursos de saúde da UFG, que organizam as atividades de maneira mais intensa, com a participação de docentes e estudantes de graduação. A expectativa é que sejam atendidas cerca de 200 pessoas, entre familiares e estudantes indígenas. 

 

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Fonte: Secom/UFG

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