UFG volta à casa rosadaUFG volta à casa rosada

UFG volta à Casa Rosada para celebrar a história

Em 22/06/26 18:37.

Evento no IHGG marca parceria histórica das duas instituições em prol da cultura e memória goiana

Texto: Kharen Stecca

Fotos: Júlia Mariano

O Instituto Histórico e Geográfico de Goiás (IHGG) realizou na segunda, 22 de junho, uma cerimônia especial intitulada “UFG volta à Casa Rosada” para marcar o papel histórico da relação entre Universidade Federal de Goiás e IHGG. O evento celebrou de forma simbólica a reitoria na Casa Rosada,  sede do IHGG, local que abrigou os primeiros órgãos e cursos da universidade na década de 1960. Como marco físico desse reconhecimento, foi inaugurada uma placa na porta da sede do IHGG, na Praça Cívica, eternizando o registro das origens da instituição no coração de Goiânia. Confira o álbum de fotos do evento.

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Placa foi inaugurada na entrada da Casa Rosada

 

A Universidade se soma a outras instituições goianas como a Ordem dos Advogados do Brasil que foram recepcionadas na Casa Rosada em virtude de terem contribuído com a trajetória do instituto que é referência no estado e é responsável por preservar e difundir cultura, memórias e tradições de Goiás. Durante o evento, autoridades celebraram essa união.

UFG volta à casa rosada
Evento foi realizado no dia 22 de junho com a presença de diversos ex-reitores da instituição

 

O presidente do IHGG, Jales Machado, abriu a cerimônia destacando que a Casa Rosada foi a sede originária do IHGG e abrigou o Centro de Estudos Brasileiros (CEB), sob a direção de nomes como Gilberto Mendonça Teles e Bernardo Élis, além de cursos da UFG como o de Ciências Sociais. Jales ressaltou o papel de Colemar Natal e Silva, primeiro reitor da UFG e um dos fundadores do IHGG e seu presidente perpétuo. Ele propôs a criação de uma tradição na qual a UFG retorne anualmente ao IHGG para manter vivo esse vínculo histórico. 

UFG volta à casa rosada
IHGG entregou um certificado do evento à reitora

 

A ex-reitora Milca Severino Pereira expressou sua emoção ao retornar à "casinha de papai", como familiares de Colemar se referiam ao instituto, e enfatizou que a iniciativa é fundamental para que as novas gerações conheçam e valorizem o passado da universidade. O ex-reitor Orlando Afonso Vale do Amaral salientou a importância de preencher as lacunas no registro histórico da UFG e destacou a generosidade de Goiás em acolher gestores de fora - sendo ele um mineiro - e lembrando da trajetória de Juscelino Kubitschek em Goiás, também mineiro e presidente que assinou o decreto de criação da Universidade Federal de Goiás.

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Reitores de diversas gestões participaram do evento

 

Edward Madureira Brasil desafiou a atual gestão a avançar em projetos de memória, como a recuperação do acervo de Orlando de Castro, pioneiro da UFG e reforçou a necessidade de união para que o "Casarão da Rua 20" seja devolvido o quanto antes à UFG. A ex-reitora Angelita Ferreira de Lima pontuou que o zelo pela memória supera o provincianismo e consolidou a força das instituições goianas, defendendo a presença vibrante da UFG no centro de Goiânia por meio da ocupação de prédios históricos.

A atual reitora, Sandramara Matias Chaves, encerrou os discursos aceitando o convite para realizar reuniões anuais do Conselho Universitário no IHGG ou uma reunião de diretores por ano. Ela destacou que a recém-criada Secretaria de Arte e Cultura ampliará a integração com a sociedade, garantindo que a universidade siga sendo, na prática, o "laboratório de cultura" idealizado por Colemar Natal e Silva. Ela afirmou que a UFG faz da memória a sua bússola e que este reencontro reafirma o compromisso da instituição com a identidade goiana e a transformação social. 

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Sandramara Matias Chaves reafirmou o compromisso da UFG com a identidade goiana e a transformação social

 

Apresentações culturais

O membro da Academia Goiana de Letras, Maurício de Castro declamou o poema "Histórias do Brasil", de autoria do poeta paraibano Pompílio Diniz. A pianista Andreia Teixeira, que também é professora da UFG e presidente da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás (FLAG), realizou uma apresentação composta por três peças musicais acompanhada pelo professor Tonico Cardoso no trompete.

Memórias e Resistências

A história da UFG se mistura com a do IHGG desde a década de 1960, pouco depois da fundação da UFG. O IHGG recebeu inicialmente o Centro de Estudos Brasileiros (CEB) que abrigava o curso de graduação de Estudos Brasileiros. O curso foi posteriormente descontinuado e foi criado o Curso de Ciências Sociais, vinculado à  Faculdade  de  Filosofia,  Ciências  e Letras, mas também sediado no IHGG.  O CEB continuou em atividade, ofertando cursos de extensão universitária. Seu diretor era o professor Gilberto Mendonça Teles, que simultaneamente era presidente do IHGG à época. O vice-diretor do Centro era Bernardo Élis.

O CEB foi fechado pela ditadura militar. Em novembro de 1964, o professor Colemar Natal e Silva, fundador e primeiro reitor da UFG, foi afastado do cargo também pelo governo militar. Colemar Natal e Silva, primeiro reitor da UFG é um dos fundadores do IHGG e seu presidente perpétuo, outro ponto de convergência entre as histórias do Instituto e da Universidade. Além de sua contribuição para a preservação histórica e geográfica de Goiás, ele teve um papel central no desenvolvimento cultural e educacional do estado, sendo também um dos fundadores da Academia Goiana de Letras.

Fundado em 1932, na cidade de Goiás, o IHGG está atualmente sediado na Rua 82 no Setor Sul, em Goiânia, e é um ponto turístico da cidade, destacando-se pela arquitetura Art Déco e por sua cor rosa no conjunto de prédios da Praça Cívica. O local funciona como um espaço de guarda e preservação de documentos, publicação de revistas, além de abrir eventos artísticos e culturais. 

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Gestores e comunidade da UFG participaram do evento

 

Fonte: Secom

Categorias: Notícias UFG IHGG Reitoria