Goiânia sedia 2º Simpósio Internacional de Genética e Biologia  de Fungos

Goiânia sedia 2º Simpósio Internacional de Genética e Biologia de Fungos

Em 03/06/26 11:29.

Inscrições estão abertas até 06 de junho

Goiânia sedia 2º Simpósio Internacional de Genética e Biologia  de Fungos

Entre os dias 17 e 19 de junho de 2026, o Auditório da Biblioteca Central da Universidade Federal de Goiás (UFG), no Câmpus Samambaia, será o centro das discussões de vanguarda sobre o Reino Fungi. Organizado por pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas da UFG, o 2nd Symposium on Fungal Genetics and Biology (SFGB) consolida-se como um espaço estratégico para o intercâmbio científico global. O evento tem a coordenação geral da professora Mirelle Garcia Silva Bailão e a vice-coordenação do professor Clayton Borges.

Coordenadora geral do simpósio, explica que a segunda edição do SFGB traz uma programação mais variada em relação à primeira, que ocorreu em 2024. “O idioma oficial do evento é o inglês e isso representa uma oportunidade única para os estudantes das instituições de ensino do Estado de Goiás se aproximarem da ciência no cenário internacional”, ressalta ela. O SFGB reunirá pesquisadores e discentes em um encontro, propositalmente, de pequeno porte. “Neste sentido, busca-se estreitar o contato entre profissionais já consolidados, possibilitando novas parcerias e o fortalecimento das já existentes, e criar um ambiente favorável para a interação mais intensa entre estudantes em formação e pesquisadores consolidados do Brasil e do exterior”, afirma a professora.

Durante os três dias de evento, o foco será concentrado em microrganismos cruciais para a saúde humana, animal, vegetal e para o setor biotecnológico. Neste ano, o 2º SFGB abordará desde o potencial industrial e farmacêutico dos fungos até os desafios globais de saúde pública. Embora representem fontes promissoras de inovação e novos compostos, a biodiversidade fúngica permanece subexplorada, demandando urgência em pesquisas e conservação. Paralelamente, o avanço de infecções fúngicas — muitas vezes negligenciadas e com impacto severo em populações vulneráveis de países em desenvolvimento — ganha destaque nos debates sobre resistência e virulência.

O evento tem como público-alvo estudantes da graduação e pós-graduação, pesquisadores e profissionais da área da biologia, biotecnologia e saúde. Além das palestras e conferências também serão aceitos resumos que serão submetidos à comissão científica. Os trabalhos aprovados serão apresentados na forma de pôster durante o evento. O Simpósio cumpre o papel de conectar a ciência brasileira a redes internacionais. A conferência de abertura, na noite de 17 de junho, será conduzida pelo pesquisador Chad Rappleye, da Ohio State University (EUA), que discutirá a proliferação do fungo patogênico humano Histoplasma dentro de macrófagos.

Nos dias seguintes, a programação trará especialistas da Áustria, África do Sul e Chile, além de nomes de peso das principais universidades e institutos de pesquisa do Brasil. Temas como a taxonomia da microbiota de cavernas brasileiras, o impacto das mudanças ambientais nas interações com hospedeiros e a biotecnologia fúngica ditarão o ritmo das palestras. Mais do que a divulgação de dados, o 2º SFGB atua diretamente no fortalecimento de redes estratégicas, articulando-se com o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Patógenos de Doenças Humanas Negligenciadas (INCT-PDHN) e com a Rede FunBioS (focada na sustentabilidade e oportunidades de espécies fúngicas do Centro-Oeste).

Alinhado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3 da Agenda 2030 da ONU (Saúde e Bem-Estar), o simpósio reafirma o protagonismo da ciência nacional, impulsionando a formação acadêmica de excelência e projetando a pesquisa brasileira no cenário internacional. As inscrições vão ficar abertas até dia 6 de junho, no site do evento, https://sfgb2026.plateia.ufg.br/.

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