Consuni se posiciona em defesa de mulheres vítimas de violências
A reitora apresentou próximos passos da UFG nesse enfrentamento urgente e que exige medidas práticas
Texto: Caroline Pires
O Conselho Universitário (Consuni) aprovou na última sexta-feira, 22/5, uma Carta em Defesa da garantia efetiva da rede de atenção plena às mulheres vítimas de violência em Goiânia. O documento, proposto pela conselheira discente Denise Santos, foi construído em parceria com a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae). O documento manifesta o compromisso e o apoio da Universidade Federal de Goiás (UFG) no enfrentamento a todas as formas de violência contra as mulheres, bem como pelos seus direitos, por sua proteção e por todas as políticas públicas necessárias à sua autonomia, segurança, dignidade e bem-estar. Confira o documento completo.
Na ocasião, a reitora da UFG, Sandramara Matias Chaves, adiantou que em breve será realizado um evento para marcar a entrega de ações concretas realizadas pela Universidade desde o lançamento da campanha permanente UFG pela vida de todas, iniciada em março deste ano. Entre as ações a serem divulgadas, está a retomada dos trabalhos da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral e do Assédio Sexual na UFG, que será presidida pela vice-reitora Camila Cardoso Caixeta, e a disponibilização do Botão SOS no aplicativo Minha UFG. Está previsto ainda o lançamento de um protocolo de atendimento para acolhimento de pessoas com medidas protetivas no âmbito da Universidade.
A reitora destacou que a Universidade tem atuado, de maneira conjunta com outras entidades, com o objetivo de criar uma agenda de defesa das mulheres que seja não somente propositiva, mas que apresente ações efetivas. “Queremos que essa luta extrapole a universidade para que consigamos expandir a luta contra o feminicídio e a violência contra a mulher. O que estamos vivenciando hoje na UFG é o engajamento e a mobilização das pessoas. Queremos que as mulheres sejam cada vez mais encorajadas a denunciar”, defendeu a reitora, lembrando que as unidades acadêmicas abraçaram a campanha e muitas inauguraram bancos vermelhos em seus espaços físicos. A reitora destacou ainda que a Ouvidoria não tem medido esforços para acolher, auxiliar na construção das manifestações e encaminhar todas as denúncias recebidas de maneira ágil e seguindo os trâmites legais.
Reforçando que a UFG deve encabeçar e ser modelo quando se trata de defesa das mulheres, a vice-reitora Camila Cardoso Caixeta entende que o lançamento da campanha em março foi um despertar para a comunidade universitária sobre essa temática e que, agora, não só novas propostas, mas novas entregas devem ser feitas. “Seguiremos com essa pauta extensa, complexa e necessária, que exige de nós não só o engajamento mas também estratégias que consolidem essas questões como políticas públicas”, defendeu.

Fonte: Secom
