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José César Clímaco é novo professor emérito da UFG

Em 16/04/26 15:21.

Trajetória é marcada pelo amor à gravura, às artes e ao ato de ensinar 

Texto: Caroline Pires

Fotos: Carlos Siqueira

 

José César Teatini de Souza Clímaco teve a sua trajetória acadêmica honrada com o recebimento do título de professor emérito. Cercado de familiares e da comunidade da Faculdade de Artes Visuais (FAV), a solenidade foi realizada no dia 15/4 e ressaltou a maneira como o docente conseguia equilibrar a sua atuação na área de docência, gestão e pesquisa. José César Teatini foi o primeiro diretor da FAV, quando houve o desmembramento com a Escola de Música e Artes Cênicas (antiga EMAC e atual Escola de Música). Confira o álbum de fotos do evento.

Lembrando sua história e a forma como nunca se afastou da UFG, José César Teatini se formou pela UFG em 1973 no curso de Ciências Sociais mas, apesar de toda a dedicação nessa graduação, retornou à universidade dois anos depois, para o então Instituto de Artes. “Eu, que nunca quis ser professor de Ciências Sociais, me encantei com a possibilidade de ser professor de gravura”, lembrou. Assim, no início da década de 80, ele começou uma profícua produção em prol da arte “eu nunca separei o artista do professor e tudo isso se complementa. E acredito que isso foi porque as Universidades são, sem dúvida, o maior patrimônio do Brasil, pois é aqui que se pensa o desenvolvimento de uma nação. Ser professor na UFG é um privilégio e um compromisso”, defendeu. Ele conta que de maneira concomitante com as atividades de pesquisa e gestão, também atuou junto a Associação dos Docentes da UFG (ADUFG-Sindicato), quando teve a oportunidade de se envolver e conhecer de maneira aprofundada várias áreas da Universidade. Ao assumir a direção da então criada Faculdade de Artes Visuais, ele conta que trabalhou no sentido de fazer com que todos os cursos tivessem a mesma força e que a comunidade se engajasse no registro de suas pesquisas.

A reitora da UFG, Sandramara Matias Chaves, destacou que a Universidade hoje é altamente dinâmica e estabelece uma relação única com a sociedade, “somos pujante e crescemos exponencialmente e só temos essa força porque somos construída por pessoas que no dia-a-dia fazem essa história”. Destacando Guimarães Rosa ao dizer que aquilo que a vida quer de todos é coragem, a reitora fez um paralelo com a postura de José César diante dos desafios, “a contribuição sua e de pessoas que passaram por essa história é para formar cidadãos que fizeram e farão a diferença na nossa sociedade”. Sandramara Matias Chaves destacou ainda a importância de valorizar a memória de uma instituição e adiantou a expectativa de que o Projeto Memória UFG entreviste mais de 400 pessoas nos próximos anos.

 

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Lembranças e agradecimento permearam o momento da entrega do título de professor emérito

 

Fazendo uma apresentação histórica sobre a xilogravura, o diretor da Faculdade de Artes Visuais, Flávio Gomes de Oliveira, estabeleceu uma comparação entre o ato de entalhar e o ato de ser professor. “Um docente de sucesso é quem sabe contornar os erros e repensar matrizes. Sem dúvida, José César teve que se reinventar várias vezes para ter toda desenvoltura em sua vida”, afirmou. Segundo ele, são poucos os que conseguem conservar o respeito de todos, “e eu posso afirmar que ele é um exemplo de equilíbrio. Para ser professor emérito, José César gravou muitos estudantes com sua ética, respeito e capacidade de se manifestar sempre que é necessário. Obrigado por ser esse exemplo”, afirmou.

Saudando o homenageado, a professora Eliane Chaud lembrou que está na UFG há 30 anos, e que José César esteve na sua banca de concurso. “Fazer esse discurso por um lado é fácil, graças a sua participação e atividade, mas por outro lado é muito difícil achar palavras adequadas para expressar esse momento", iniciou sua fala. Ela compartilhou detalhes da história do professor, que ingressou na UFG como estudante em 1960 e que em 1981 ele se tornou docente efetivo, trabalhando na universidade por 38, em uma dedicação que passou do ensino e alcançou também na pesquisa e na gestão. “Colega, professor, artista e gestor. Admiro por ter conseguido conciliar todas essas vertentes. Eu tive a alegria de conviver com alguém com uma simpatia única. Gravar é sua vocação, então grave hoje em seu coração nosso respeito”, finalizou.

Adriana Mendonça, também docente da FAV, compartilhou que o professor é alguém sempre inquieto e que quer aprender para ensinar. Segundo ela, essa é uma e que essa atitude é algo que ela tenta reproduzir “conjugando a sabedoria das técnicas com a gravura, tudo que fez é permeado pelo pensamento filosófico e poético do mundo. Ele se dedicou à formação de artistas e estimulou a exploração do mundo sensível”, afirmou. Ao final da cerimônia, ela entregou uma obra de arte em homenagem ao professor emérito.

 

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José César Teatini atuou com docente da UFG por 38 anos

 

 

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José César Teatini foi o primeiro diretor da Faculdade de Artes Visuais da UFG

 

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Mesa diretiva da cerimônia com o homenageado

Fonte: Secom UFG

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