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Planejar coletivamente para fazer melhor

In 27/02/26 14:28 .

Reitoria realiza reunião de planejamento para discutir o Plano de Gestão 2026-2030

Texto: Caroline Pires

Fotos: Carlos Siqueira

 

Reunindo pró-reitorias, secretarias, além de diretoras e órgãos administrativos vinculados à elas, a Reitoria da UFG promoveu ontem 26/2, um dia de atividades visando discutir o planejamento da Universidade e reunir sugestões e contribuições para a elaboração do Plano de Gestão 2026-2030, que será apresentado ao Conselho Universitário da UFG no final do mês de março. Durante as atividades, os participantes puderam conhecer, discutir e sugerir mudanças para os grandes eixos temáticos que irão compor o documento.

Destacando que todos os trabalhos devem se pautar na ética, diálogo, acolhimento, transparência e acolhimento, a reitora, Sandramara Matias Chaves, ressaltou que esses princípios precisam nortear grandes e pequenas ações diárias. Com 33 anos de UFG, a reitora compartilhou a sua experiência em cargos de gestão e a necessidade de combate e luta diante das diversas violências contra as mulheres, especialmente em um reitorado composta por duas mulheres. A reitora explicou que houve um enorme cuidado da gestão para compor uma equipe que viesse ao encontro com os objetivos pensados na campanha, zelando por quesitos como formação, campus de origem, perfil, entre outros. “Nossa carta programa foi construída coletivamente, aproximou toda a comunidade e realizamos um debate construtivo. A postura na campanha é a postura que pedimos a todos vocês. Mas a campanha acabou e agora todos nós somos UFG e iremos trabalhar juntos por um objetivo maior”, destacou a reitora. Nesse sentido, o Planejamento Estratégico é fundamental e “eu acredito que estamos com uma equipe muito bem formada, animada e consolidada. Esse é o espírito que nós esperamos de todos, porque assim os desafios serão superados mais facilmente”, compartilhou.

 

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A Reitora da UFG, Sandramara Matias Chaves, elogiou o quadro altamente qualificado de TAEs da UFG e frisou que muitos foram escolhidos para ocupar cargos de gestão em seu mandato

 

A reitora se comprometeu ainda a apresentar os dados relativos ao orçamento de uma maneira muito transparente em sua gestão, assim como desenvolver ações de proximidade com diretores de órgãos administrativos e unidades acadêmicas. “Estamos materializando nosso compromisso de uma gestão dialógica e participativa”, comprometeu-se a reitora. Após a apresentação de todos os presentes, Sandramara Matias Chaves destacou que fez questão de incluir mais técnicos-administrativos na gestão, “tivemos muita atenção e cuidado nesse processo, completamente cientes do quadro altamente capacitados e competentes de nossos TAEs”, finalizou.

Na parte da manhã, a equipe da Secretaria de Planejamento, Avaliação e Informações Institucionais (Secplan) contextualizou os participantes sobre os cenários internos e externos da UFG, bem como potencialidades e dificuldades apontadas pelas avaliações institucionais e ainda expuseram a análise Swot da instituição, apontando forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Já no período da tarde, os gestores foram divididos em grupos menores e trabalharam em revisar e apresentar novas redações, acrescimentos e retiradas nos objetivos estratégicos que irão se tornar o Plano de Gestão desse reitorado.

 

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Grupos discutiram pontualmente os 13 eixos estratégicos que irão compor o Plano de Gestão 2026-2030

 

 

Plano Gestão 2026-2030

Paulo Henrique Cirino, secretário de Planejamento, destacou que o Plano de Gestão é mais do que um documento formal, “é o estabelecimento de diretrizes para enfrentar de frente demandas complexas”. “O Plano de Gestão que defendemos deve integrar estratégias e orçamentos, com metas claras e responsabilidades bem definidas. Falta de planejamento gera dispersão e pode interferir de maneira negativa no desenvolvimento da instituição”, frisou. Já a secretária adjunta da Secplan, Denise Ribeiro, destacou que acredita muito na construção coletiva deste documento e que momentos como esses são fundamentais nesse processo. “Nas suas mais diversas áreas vocês poderão fazer uma análise sistêmica. Que exista um direcionamento para olhar estrategicamente onde queremos chegar, por isso é fundamental a presença dos diretores nesse momento”, ponderou. Explicando a dinâmica que seria realizada na parte da tarde, Paulo Cirno complementou que “a nossa proposta é que o documento seja dinâmico e que ele traduza os movimentos que a Universidade está passando”, complementou Paulo Cirino.

 

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“É o estabelecimento de diretrizes para enfrentar de frente demandas complexas”, frisou Paulo Henrique Cirino, secretário da Secplan

 

 

Análise de contextos para definição de objetivos estratégicos

Liana Jayme, presidente da Comissão Própria de Avaliação (CPA), apresentou um breve diagnóstico do contexto interno da UFG. A professora destacou que Sandramara Chaves foi a primeira coordenadora da Comissão de Avaliação, criada em 1994, pioneira nesse trabalho. Em resumo, ela explicou que a CPA é um instrumento avaliativo estratégico, “que representa um espaço de escuta que mostra onde estamos consolidados e para onde iremos seguir enquanto instituição. Precisamos fortalecer ainda mais essa escuta”. Entre os principais desafios apontados pelos discentes, ela destacou: infraestrutura, assistência estudantil, qualidade didática por parte dos professores e necessidade de maior flexibilidade curricular.

Já analisando o contexto fiscal e orçamentário da UFG, Paulo Henrique Cirino apontou que houve uma perda de 4 bilhões de reais em redução renal de custeio de 2018 a 2023, mesmo diante das recomposições feitas. “Isso representa um impacto direto a nossa infraestrutura, prejudicando ações de inovação, manutenção de laboratórios, entre outros pontos”, ponderou. Segundo ele, esse cenário está longe de atender a robustez das Universidades Federais atualmente. Do ponto de vista institucional, o professor destacou que no último ano a UFG alcançou o IGC na faixa 5, que representa um patamar de excelência que é resultado do trabalho de muitas gestões que passaram pela Universidade, o que colocou a UFG na 18ª posição entre todas as instituições federais de ensino. Para manter esse nível, o secretário reforçou a necessidade de mobilização na realização dos Enade, assim como atenção nas avaliações in loco. “Hoje temos 70% dos nossos cursos de graduação com conceito 4. Isso é fruto de muito trabalho compartilhado”, destacou.
Ainda quanto à graduação, ele apontou que há uma redução no número de ingresso de jovens e aumento de estudantes com mais de 25 anos. Além disso, a diversidade de público dentro da instituição demanda pensar políticas de inclusão e necessidade de abordar equidades e políticas que atendam também questões como a maternidade. “Os objetivos devem ser pensados atentos a essas mudanças sociais que refletem na UFG, passando ainda pela ampliação de necessidades tecnológicas, além de governança e proteção de dados”, exemplificou.

 

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Durantes as discussões, participantes contaram com o apoio e orientações da Secplan para pensar os objetivos estratégicos

Fonte: Secom

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