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Pós-graduação da UFG tem alta de 300% nos programas conceito 6 e 7

Em 12/09/22 17:02. Atualizada em 23/09/22 11:14.

Dos 62 programas que passaram pela avaliação quadrienal da Capes, 8 receberam conceitos 6 ou 7

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou a avaliação dos programas brasileiros de pós-graduação stricto sensu, que já ultrapassa a marca de 7.500. Os números divulgados, ainda preliminares pois cabe recursos das universidades, referem-se à análise dos anos 2017 a 2020. Nesse período, a  pós-graduação na UFG ganhou destaque pelo aumento de 62% em número de programa de pós-graduação com conceito 5 a 7 e pelo crescimento de 300% em número de programas que receberam conceitos de excelência (notas 6 e 7), em relação à avaliação anterior.

Dos 21 programas avaliados com os três últimos níveis da escala, oito receberam conceitos 6 ou 7.

Conceito 7: Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Evolução. 

Conceito 6: Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais, Programa de Pós-Graduação em Física, Programa de Pós-Graduação em Geografia, Programa de Pós-Graduação em História, Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística, Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical e Saúde Pública e Programa de Pós-Graduação em Química. 

Conceito 5: Programa de Pós-Graduação em Agronomia, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Programa de Pós-Graduação em Biologia da Relação Parasito-Hospedeiro, Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal, Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Educação, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Programa de Pós-Graduação em Ensino de História, Programa de Pós-Graduação em Filosofia, Programa de Pós-Graduação em Genética e Melhoramento de Plantas, Programa de Pós-Graduação em Matemática, Programa Multicêntrico em Ciências Fisiológicas e Programa de Pós-Graduação em Odontologia.

 

A avaliação quadrienal da Capes faz parte do processo de avaliação periódica dos programas de pós-graduação stricto sensu no Brasil. Ela avalia a qualidade dos cursos de mestrado e doutorado oferecidos no país. É a partir dos conceitos atribuídos por ela que os programas obtém a renovação do reconhecimento para continuar em funcionamento no período subsequente. A avaliação é feita por meio da atribuição de notas de 1 a 7, e o patamar mínimo para o nível mestrado é 3. Os programas de nota 4 são avaliados como "bom"; o conceito 5 é dado para os programas classificados como consolidados; e os programas que alcançam os conceitos 6 e 7 são considerados de excelência. Esse modelo de avaliação foi implementado em 1998 e é constituído por critérios como "programa", "formação" e "impacto na sociedade".

O pró-reitor de Pós-graduação da UFG, Felipe Terra, atribui o desempenho da Universidade na avaliação quadrienal da Capes 2017-2020 à estruturação organizacional que é conduzida há anos por meio de resoluções, inicialmente na Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-graduação, que foi desmembrada em Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PRPG) e Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (PRPI). Além disso, o pró-reitor credita as notas obtidas na avaliação aos anos de investimento em pesquisa e formação de recursos humanos realizados na Universidade. "A UFG é uma das principais universidades do Brasil com acréscimo nas notas da avaliação da Capes. Além da contribuição dos alunos da iniciação científica que participam das pesquisas, esse desempenho notório se deve também ao trabalho de outras pró-reitorias também, como a Pró-Reitoria de Administração e Finanças (Proad), com aporte financeiro a diversas iniciativas e atividades da pós- graduação; a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Propessoas), com alocação de servidores técnico-administrativos e participação na seleção de docentes qualificados; a PRPI, que tem papel fundamental no fomento à pesquisa", enfatizou Felipe.

Segundo o pró-reitor, a pontuação da Capes reflete a qualidade dos programas. "Não só os conceitos de 5 a 7, mas também programas que passaram de 3 para 4, que mostram uma nítida evolução, vão ser capazes de captar mais recursos financeiros e humanos. Esses programas de qualidade mais alta e os programas em evolução poderão captar melhores alunos e isso vai se tornar um círculo virtuoso dentro do programa de pós-graduação. Em consequência, haverá mais captação de recursos, mais desenvolvimento de pesquisas, maior qualidade e, assim, levando a uma maior perspectiva de aumento de conceito na próxima avaliação quadrienal da Capes. Outro benefício advindo dessa avaliação é o caso dos programas de excelência, onde acontece uma otimização na utilização dos recursos financeiros provenientes da Capes para custeio das atividades dos programas de pós-graduação. "Esse grupo seleto de seis programas que passaram para os conceitos de excelência vão poder usar o recurso de forma mais eficiente, que é permitido exclusivamente aos programas de excelência", pontuou Felipe.

 

 

 

Fonte: Secom, com informações da PRPG

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