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UFG orienta comunidade universitária sobre a Monkeypox

Em 05/08/22 11:45. Atualizada em 08/08/22 07:46.

Em caso de suspeita da doença, busque atendimento médico

Texto: Caroline Pires

Na última semana, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que o surto da Monkeypox é uma emergência de saúde pública. Atenta a este cenário, a Universidade Federal de Goiás (UFG) reforça, junto a toda a sua comunidade, a necessidade de atenção quanto aos sintomas e formas de prevenção, para conter a disseminação do vírus e o aumento de casos da doença. O Comitê Operativo de Emergência da UFG (COE/UFG) e o GT Saúde têm se reunido para discutir a situação no âmbito da universidade e pensar as melhores estratégias de atuação, zelando pela segurança da comunidade universitária. O COE e GT Saúde são compostos por representantes docentes e técnico-administrativos de diversas áreas da instituição, e mantêm contato direto com a Superintendência de Vigilância em Saúde, da Prefeitura de Goiânia.
A profa. Menira Souza, integrante do COE e virologista do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP/UFG), explica que inicialmente a doença apresenta um quadro de sintomas inespecíficos, e que pode ser confundido com outros quadros virais. “Por isso é necessário que ao desenvolver, por exemplo, inchaço de gânglios acompanhado de manchas avermelhadas ou lesões na pele, o indivíduo já procure acompanhamento médico e inicie o isolamento domiciliar”, alertou. Além disso, é preciso estar atento à evolução de sintomas como febre repentina, calafrios, diarreia e fraqueza. O período de incubação do vírus geralmente varia, em média, de 6 a 13 dias, até que se manifestem os sintomas.
Segundo ela, é preciso também quebrar o estigma de que a doença atinge apenas populações específicas ou que provoca o surgimento de dezenas de lesões purulentas pelo corpo. “Em muitos casos, estão sendo identificadas apenas uma ou duas manifestações na pele, em locais não muito expostos, então é preciso estar atento ao aparecimento dessas lesões. Há muitas questões a serem respondidas ainda sobre o surto atual de monkeypox”, concluiu.

O superintendente de Vigilância em saúde da Prefeitura de Goiânia, Yves Ternes, informa que hoje, 5/8, há 31 casos confirmados e 85 suspeitos da monkeypox. Ele reforça ainda que a Prefeitura emite, para conhecimento da população em geral, boletins epidemiológicos sobre a doença, disponíveis  no link

Prevenção é a regra
Depois de mais de dois anos convivendo com a pandemia da Covid-19, a população em geral já está habituada com algumas necessidades de prevenção contra a doença, que devem ser mantidas também para evitar a infecção pelo vírus monkeypox. A Pró-reitora Adjunta da Prograd Heliny Carneiro, professora da Faculdade de Enfermagem da UFG e integrante do GT Saúde, explica que é importante o uso de máscaras em ambientes fechados, e a manutenção dos ambientes sempre ventilados, mas, principalmente, evitar o compartilhamento de objetos ou contatos físicos, especialmente os pele-a-pele ou mucosa-com-mucosa. “Sabemos que às vezes é impossível evitar o contato com algumas superfícies, como por exemplo dentro do transporte público. Por isso a orientação é para a higienização das mãos com água e sabão ou uso do álcool à 70% imediatamente após tocar em áreas potencialmente contaminadas”, frisou.

Macacos não transmitem
O primeiro registro da doença entre macacos foi em 1958, conforme explica Larissa Matuda Macedo, membro do GT Saúde e diretora geral de pós-graduação Lato Sensu da PRPG/UFG. “Apesar disto, deve ser constantemente repetido que o cenário epidemiológico atual não tem qualquer relação com essa espécie. Além disso, os sintomas são mais leves e não tem relação com a varíola humana, que foi erradicada graças a vacinação”, explicou.
Já a profa. Menira Souza reforça ainda que o vírus monkeypox foi primeiramente detectado em primatas, daí a origem do nome do vírus e da doença é considerada uma zoonose. Segundo ela, o primeiro caso em humanos foi registrado em 1970, contudo, em maio deste ano, começaram a ser observados surtos da doença, inicialmente, entre pessoas com histórico de viagem pela Europa e América do Norte. E desde então têm se disseminado por países do mundo. Diante deste cenário, medidas estão sendo tomadas em todo o mundo para conter a disseminação do vírus que, apesar de ter baixa letalidade na população em geral, pode causar preocupação quando alcança grupos como crianças, idosos e imunossuprimidos.

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Fonte: Secom/UFG

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