_UFG4108.jpg

Pós-graduação em Genética e Biologia Molecular faz 10 anos

Em 06/05/22 14:44. Atualizada em 09/05/22 10:12.

PPGBM é referência na produção científica com excelência na média de publicação de artigos

Texto: Kharen Stecca

Fotos: Júlia Barros

O Programa de Pós-graduação em Genética e Biologia Molecular (PPGBM), do Instituto de Ciências Biológicas, comemorou 10 anos de criação reforçando o poder transformador do conhecimento na sociedade. O PPGBM nasceu do trabalho de jovens professores doutores que ingressaram na UFG pelo REUNI, e que tinham o ideal de estabelecer um programa de ponta e promover grande impacto na área noCentro-Oeste e para além desta região.

O pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da UFG, Felipe Terra, iniciou sua fala lembrando que aos 17 anos, quando ingressou na universidade para cursar sua graduação, foi especialmente incentivado por um professor do ensino médio que lhes apresentou o projeto Genoma. "É uma honra que hoje, 20 anos depois, eu esteja aqui exercendo essa função destacando o papel da ciência e especificamente da biologia molecular que vem deixando suas marcas no mundo. O professor lembrou ainda que a UFG conta hoje com 63 cursos de pós-graduação, sendo 13 deles de grande destaque, e que vem crescendo a cada dia na qualidade e impacto na produção acadêmica. 

 _UFG4097.jpg

Discentes do PPGBM participaram no evento

 

Na linha de lembrar o impacto da área e da criação do programa de pós-graduação, o vice-reitor o Instituto de Ciências Biológicas, Rones de Deus Paranhos, recordou que quando tinha acabado de ingressar no cargo de docente, viu o PPGBM nascer com conceito 4 e já com a indicação de abertura de vagas para o doutorado. "Nesses 10 anos vemos o desdobramento do esforço coletivo de produção científica. A criação deste programa foi mérito dos 44 anos de história que o ICB tinha", destacou. Rones Paranhos lembrou ainda que a linha de Toxicologia, criada em 2021, abriu uma nova frente de atuação que poderá logo em breve fornecer muitos frutos. Além disto, o professor lembrou que dos 88 alunos matriculados, 67 são mulheres e que dos 22 docentes, 12 também são mulheres. "Este dado explicita a força da inserção da mulher na área da Biologia Molecular e o impacto feito por elas nas pesquisas de biologia molecular", afirmou. Por fim, Rones Paranhos lembrou aos estudantes presentes que cursar um mestrado ou doutorado não deve ser visto apenas no viés de retorno profissional, mas também no impacto que cada pesquisa promove no dia a dia da humanidade. "Nesses quase 4 anos como vice diretor do ICB eu me orgulho de hoje estar aqui com vocês comemorando a resistência e a persistência de todos", concluiu.

Já o coordenador atual do PPGBM, Alexandre Melo Bailão, destacou os excelentes números que o programa apresenta atualmente, com publicação de 339 artigos em Qualis A1, no ano de 2021, e uma produção de artigos científicos de docentes muito acima da média nacional dos programas Capes 5. "Além disto, 55% dos discentes seguiram no Programa de Pós-graduação e 45% ingressaram no mercado de trabalho após passagem pelo PPGBM.

Pós-graduação no Brasil hoje

O professor Carlos Menck, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, foi o convidado para realizar uma palestra sobre a importância da pós-graduação no Brasil hoje. Atualmente, a pós-graduação no país conta com mais de 7 mil programas e 300 mil estudantes. Neste sentido, o professor defendeu que a permanente avaliação desses programas visando garantir a qualidade na formação e na produção científica. "É muito interessante perceber, que o Centro-Oeste e o Norte passam por um momento de franco crescimento, inclusive com notas 6 e 7 que possuem reconhecimento internacional. Acredito que em breve teremos resultados ainda mais surpreendentes", apresentou. Contudo, explicou o professor, é preciso que exista um incremento nos valores das bolsas que são oferecidas e também na oferta. "As bolsas pos doc são essenciais para segurar os nossos doutores no país, contudo, infelizmente houve um decréscimo enorme após 2015. Quando olhamos os gráficos vemos quase um escorregador de recursos e investimentos em todas as áreas", apontou. 

 Captura de tela 2022-05-06 150443.png

Professor apresentou dados gerais sobre a pós-graduação no Brasil e as suas dificuldades atuais.

Seguindo seu raciocínio, o professor destacou o prejuízo que a pós-graduação brasileira tem enfrentado atualmente por não ter um coordenador na Capes que seja responsável pela importante necessidade de avaliação dos programas vigentes atualmente. "Apesar de todas os desafios estamos trabalhando para garantir a correta avaliação quadrienal, pois somos interessados em um trabalho para manter a qualidade, apesar de todos os problemas que temos. Quem ganha com uma avaliação de qualidade são os próprios programas e as universidades brasileiros. Entendo esse processo como meu dever cívico", defendeu. Por fim, Carlos Menck lamentou o período atual de desmonte que a CAPES vive. "Toda crise passa, precisamos perseverar e manter as instituições visando vencer passo a passo as injustiças sociais desse país", concluiu. 

Categorias: NOTÍCIA ICB Notícias