Luiz Gustavo Araújo Gardinassi

UFG é contemplada em chamada pública do Instituto Serrapilheira

Em 21/07/21 12:06. Atualizada em 21/07/21 13:09.

Pesquisa relaciona microbioma intestinal com tolerância à malária, utilizando tecnologias ômicas

Texto: Versanna Carvalho

O professor do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da Universidade Federal de Goiás  (IPTSP UFG), Luiz Gustavo Araújo Gardinassi, e um grupo de sete pesquisadores de Goiás e do Amazonas, foi contemplado pela 4ª chamada pública de apoio à ciência do Instituto Serrapilheira. A entidade selecionou 12 jovens cientistas de um total de 505 inscritos e 47 pré-selecionados. Os pesquisadores classificados devem receber até R$ 700 mil, dentro de um recurso total de R$ 6,6 milhões. A UFG foi a única instituição de ensino superior classificada da região Centro-Oeste.

O projeto foi inscrito no campo de ciências naturais (ciência da vida) e intitulado "The gut microbiome as an integrative hub for imprinting tolerance to malaria", que pode ser traduzido como "O microbioma intestinal como um eixo integrativo no desenvolvimento de tolerância à malária". A pesquisa tem por objetivo testar a hipótese de que microrganismos presentes no intestino humano promovem mecanismos de proteção em pacientes infectados por Plasmodium vivax, o principal agente causador da malária no Brasil. A expectativa é identificar comunidades microbianas, assim como produtos derivados de microrganismos que tenham atividade biológica sobre a resposta imune e metabólica do hospedeiro, levando a proteção contra agravamento da malária.

A chamada pública do Instituto Serrapilheira enfatiza que pretende apoiar projetos originais e ousados, mesmo que envolvam estratégias de risco. Segundo Luiz Gustavo, "o projeto é inovador pois utilizará uma diversidade de tecnologias ômicas, como metagenômica, transcriptômica, metabolômica e epigenômica, que geram um volume enorme de dados, que por sua vez serão analisados e integrados por meio de métodos de estado-da-arte da biologia de sistemas computacional".

Equipe

Luiz Gustavo explica que o projeto é multi-institucional, envolvendo oito pesquisadores da UFG, da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado, da Universidade do Estado do Amazonas e do Instituto Leônidas & Maria Deane da Fundação Oswaldo Cruz (ILMD/Fiocruz Amazônia). A equipe de pesquisadores é composta por Luiz Gustavo Araújo Gardinassi (IPTSP/UFG), Simone Gonçalves da Fonseca (IPTSP/UFG), Andréa Rodrigues Chaves, do Laboratório de Cromatografia e Espectrometria de Massas do Instituto de Química (Lacem/IQ/UFG), Boniek Gontijo Vaz (Lacem/IQ/UFG), Rosineide Costa Simas (Lacem/IQ/UFG), Wuelton Marcelo Monteiro, da  Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado e Universidade do Estado do Amazonas (FMT-HVD e UEA), Marcus Vinicius Guimarães de Lacerda (FMT-HVD e Fiocruz  Amazônia) e Pritesh Jaychand Lalwani (Fiocruz  Amazônia).

O cronograma inicial do projeto é de três anos, com início oficial em agosto de 2021 e término em julho de 2024, com a possibilidade de renovação. "Porém estas informações ainda são estimadas, visto que o contrato ainda está sendo preparado", explica o pesquisador do IPTSP. Foram aprovados R$ 697 mil para os três anos de projeto.

Luiz Gustavo Gardinassi comenta que "ao longo do desenvolvimento da pesquisa serão elaborados relatórios de progresso, e ao decorrer e final do projeto iremos publicar artigos derivados dos resultados obtidos no período de execução".

Fonte: Secom UFG

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