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HC, UFG e Prefeitura de Goiânia abrem 100 leitos para pacientes com covid

Em 03/03/21 18:02. Atualizada em 04/03/21 08:43.

Aumento de 50 leitos de UTI e 50 leitos de enfermaria ocorre a partir de segunda-feira (8/3)

Texto: Thalizia Ferreira (HC-UFG/Ebserh)

O Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), e a prefeitura de Goiânia firmaram, na manhã desta quarta-feira (03/03), um convênio para a abertura de 100 leitos exclusivos para a Covid-19. O acordo foi feito após uma reunião realizada no HC entre o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, e o secretário de saúde do Município, Durval Ferreira Fonseca Pedroso, com o superintendente do HC, José Garcia Neto, e o reitor da UFG, Edward Madureira Brasil, em busca de uma solução para o colapso na rede de saúde da capital diante da grave crise sanitária que acomete o país devido ao alto número de casos de Covid-19.

Em coletiva de imprensa após a reunião, o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, afirmou que o convênio prevê 50 leitos de UTI e 50 de enfermaria. “Estes leitos serão abertos para que possamos trazer condições de segurança para a nossa população”, afirmou. Segundo o prefeito, os leitos serão abertos gradativamente para que o município tenha tempo suficiente de montar as equipes de profissionais necessárias para trabalharem nestes leitos. Os profissionais serão contratados por meio de convênio da prefeitura de Goiânia com a Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas da UFG (Fundahc).

HC, UFG e Prefeitura de Goiânia firmam parceria para abertura de 100 leitos exclusivos para pacientes com Covid-19 2
Prefeito de Goiânia, Rogério Cruz. Foto: Salvio Farias

 

O superintendente do Hospital das Clínicas, José Garcia Neto, afirmou que a abertura destes leitos trará um pouco mais de tranquilidade à população de Goiânia, que terá o melhor tratamento possível para a Covid-19. “Esse é um convênio macro, pois irá atender o Sistema Único de Saúde e, por sermos um hospital escola, um hospital da Universidade, temos a capacidade ampliada de ajudar na formação de profissionais da área da saúde”. Segundo José Garcia, o HC possui capacidade para abrir, de imediato, de 10 a 20 novos leitos, sendo que, destes, nove são leitos de UTI. “Contamos com uma área física nova, que foi inaugurad no final do ano passado. Nosso espaço físico já está sendo preparado para receber os pacientes mais graves. Estamos dependendo agora da Fundahc para fazer as contratações”, disse.

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O reitor da UFG, Edward Madureira, o prefeito e sua comitiva de secretários visitaram o 12º andar do novo prédio do HC para conhecer o espaço onde serão instalados os novos leitos

 

O reitor da UFG, Edward Madureira Brasil, destacou como “fundamental” o entendimento entre as partes envolvidas nesse acordo – UFG, prefeitura de Goiânia, HC-UFG/Ebserh e Fundahc - na busca por uma solução para um problema gravíssimo que ameaça os goianos, o Brasil e o mundo. “Felizmente a UFG tem condições de contribuir de maneira muito efetiva neste momento, pois temos um hospital recém-inaugurado, com uma estrutura física extraordinária e, mais do que isso, temos aqui pessoas que, além de muito capacitadas, são muito conscientes de seu papel nesse momento de crise”, destacou.

Após a reunião, o prefeito e sua comitiva de secretários visitaram o 12º andar do novo prédio do HC para conhecer o espaço onde serão instalados os novos leitos.

 

Importância das medidas preventivas

Segundo o prefeito Rogério Cruz, a abertura de leitos de UTI é importante nesse momento crítico, em que a necessidade de leitos é uma situação que preocupa a todos, mas não resolverá o problema da pandemia. “Para mim é uma grande alegria fazer parte desse momento, uma vez que nós assumimos, em 1º de janeiro, com 136 leitos de UTI e, somente hoje, podemos abrir mais 50 leitos de UTI. Porém, é importante lembrar a todos que a abertura de leitos de UTI não resolverá o problema da pandemia. Temos dito desde o início da pandemia sobre a importância de as pessoas usarem máscaras, lavarem as mãos, passarem álcool em gel e só saírem de casa se realmente for necessário para reduzir a transmissão do vírus”, afirmou.

José Garcia Neto também destacou a importância dos cuidados com a prevenção. “A presença dos leitos não é segurança para que haja algum êxito na redução da transmissão da doença. Ela vai garantir que a população será atendida e que não fique desamparada, no entanto a evolução da doença é muito grave e já sabemos que as melhores medidas para evitar a circulação do vírus é evitar aglomerações”.

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Superintendente do HC, José Garcia Neto. Foto: Salvio Farias

 

Edward também frisou que os leitos de enfermaria e de UTI que serão abertos não resolvem o problema definitivamente. “Se a postura da população não passar por um entendimento da gravidade da situação e as pessoas realmente evitarem a disseminação do vírus, não haverá estrutura capaz de comportar um agravamento sem medidas da pandemia”, finalizou.

O prefeito lembrou que Goiânia não está em lockdown, mas apenas com restrições de circulação, e que uma flexibilização do atual decreto só será possível se a taxa de ocupação dos leitos de UTI chegar a 70% e caso haja uma redução na propagação do vírus. Hoje a taxa de ocupação dos leitos de UTI está em 89% e dos leitos de enfermaria em 91%, segundo o prefeito.

“Neste momento estamos avaliando e vendo que essa segunda onda da Covid-19 tem sido muito crescente. Mais de três mil pessoas já foram testadas na região da Rua 44 e quase 400 testaram positivo e estavam nas ruas, porque estavam assintomáticas. Então, essa é a nossa preocupação: a pessoa pode estar em casa e não estar sentindo nada. A partir do momento que ela sai de casa, ela terá contato com outras pessoas e isso aumenta o risco de propagar o vírus”, afirmou.

Fonte: HC-UFG/Ebserh

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