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IPTSP inaugura Centro Multiusuário de Pesquisa de Bioinsumos

Em 17/12/20 15:37. Atualizada em 17/12/20 16:02.

Prédio foi financiado com recursos da Finep e possui 1.500 m² de área  

Versanna Carvalho

A Universidade Federal de Goiás (UFG) inaugurou nesta quinta-feira (17/12) o Centro Multiusuário de Pesquisa de Bioinsumos e Tecnologias em Saúde (CMBiotecs) no Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP), no Câmpus Colemar Natal e Silva, Setor Universitário. O Centro abriga diversos laboratórios nos quais é possível desenvolver atividades de pesquisa em bioinformática, bioquímica, biologia molecular, vacinas e biotecnologia.

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Descerramento da placa do CMBiotec (Fotos: Versanna Carvalho/Secom UFG)

 

O edifício de quatro pavimentos ocupa uma área de 1.500 metros quadrados (m²). Para construí-lo foram investidos R$ 3.200.205,10. Dos quais R$ 2.494.621,35 vieram da Financiadora de Estudos e Projetos, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações  (Finep/MCTI) e os outros R$ 705.583,75  da UFG. Também foram captados R$ 1,2 milhão reais para equipamentos, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape).

A mesa diretiva do evento foi composta pelo reitor da UFG, Edward Madureira, a vice-reitora, Sandramara Matias Chaves, o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da UFG, Jesiel Freitas, o diretor do IPTSP, José Clecildo Barreto Bezerra, o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), Robson Domingos Vieira, o diretor executivo da Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape) e ex-reitor da UFG, Orlando Afonso Valle Amaral, a ex-diretora do IPTSP, Flávia Aparecida de Oliveira, a técnica administrativa do IPTSP, Elaine Jacob da Silva Carmo, e vice-presidente do Centro Acadêmico de Biotecnologia e representante dos discentes, Ana Carolina de Oliveira Carvalho.

A abertura da solenidade foi marcada pela apresentação cultural do professor Jonathas Xavier do IPTSP. O encerramento contou com uma homenagem da professora Flávia Aparecida aos ex-diretores do Instituto.

Formação

Em sua fala a representante dos discentes, Ana Carolina de Oliveira Carvalho, destacou a importância do novo espaço para a formação acadêmica dos estudantes da graduação em Biotecnologia e também dos egressos. "A inauguração do novo prédio é um grande avanço para os alunos de graduação e futuros empresários, que passarão a contar com uma estrutura adequada para o desenvolvimento de pesquisas científicas tendo como base o apoio de profissionais e professores altamente qualificados. Além da oportunidade de desenvolver a parte empresarial que vai ser trabalhada no Centro".

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Gestores da UFG durante solenidade de inauguração

 

A servidora técnica-administrativa do IPTSP, Eliane Jacob da Silva Carmos, falou em nome dos colegas e observou que um dos diferenciais do CMBiotecs é o fato de ele poder ser utilizado por qualquer aluno de qualquer unidade acadêmica da UFG ou de outra instituição. "Com uma estrutura como essa, mesmo o estudante poderá cumprir os prazos de sua pesquisa. Já os docentes terão um ambiente quase perfeito para o desenvolvimento de suas pesquisas", diz. 

Captação

O professor Clecildo destaca que o caráter multiusuário do CMBiotecs, que pode ser utilizado por diferentes unidades acadêmicas e até mesmo por diferentes instituições, viabiliza a captação de projetos e parcerias com diversas instituições e empresas para a produção de bioinsumos (reagentes, enzimas, meios de cultura, kits diagnósticos, especialmente para doenças infecciosas e parasitárias). "A ação multiusuária tem sido estabelecida na UFG nos últimos anos e é uma condição da Finep para novos financiamentos".

Ao enumerar as potencialidades do Centro, o professor Clecildo contou algumas novidades como a proposta de um projeto para o desenvolvimento de teste rápido para hanseníase, que está em andamento, e a aprovação, na semana passada, de um projeto de mais de R$ 700 mil de apoio ao combate à covid-19 da Fapeg para a UFG. "Nesta semana, está acontecendo uma conversa com um diretor da Merck Brasil, interessado em alguns produtos que vão sair deste prédio", afirma.

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Equipe IPTSP

 

Responsabilidade

O diretor executivo da Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape) e ex-reitor da UFG, Orlando Afonso Valle Amaral, comentou que para chegar até a data de hoje houve uma verdadeira saga. "É dia de celebrar a batalha e a paciência que resultaram nesta grande conquista".

"Como não se apaixonar por um centro que tem a formação, a pós-graduação e também a inovação já focada em entregar produtos para a sociedade", pergunta o diretor da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), Robson Domingos Vieira, para quem uma conquista como a inauguração do CMBiotecs aumenta a responsabilidade da Fapeg. "Para não apenas dar suporte em situações de emergência, mas também para lançar editais que ajudem a fomentar a ciência e tecnologia no Estado", complementa.  

O pró-reitor de Pesquisa e Inovação da UFG, Jesiel Freitas Carvalho, comentou sobre o grande privilégio de participar de uma obra da envergadura do prédio do CMBiotecs do IPTSP, que para ser concretizada passou por três reitorados e três diretorias. 

Autonomia universitária

O reitor Edward Madureira complementou afirmando que na UFG as coisas têm continuidade, independentemente das pessoas que estejam à frente da gestão. "Isso acontece porque temos compromisso com a Universidade e com a sociedade e por isto também é que a autonomia universitária se faz tão importante. Aqui as decisões são tomadas de forma muito séria, baseadas em decisões do Conselho Universitário e dos colegiados. A autonomia universitária é um valor que é construído no coletivo e deixa a instituição extraordinariamente forte". 

Edward Madureira observou ainda que o CMBiotecs é a última obra de uma dezena da época do Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni UFG) que estava para ser entregue. "Conseguimos entregar muita coisa como o prédio da Engenharia Mecânica. Apesar de toda adversidade, a Universidade não tem uma obra parada sequer e ainda está ousando iniciar algumas, fruto de projetos que são a única fonte que sobra para a gente hoje. Infelizmente o recurso para expansão não existe mais, mas mesmo assim a Universidade não para. A competência instalada aqui faz com que continuemos avançando", conclui.

 

Fonte: Secom UFG

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