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UFG e Administração Penitenciária se unem no combate à Covid-19

Em 01/04/20 06:54. Atualizada em 01/04/20 13:25.

A expectativa é atender a rede pública de saúde com máscaras e aventais

Texto: Caroline Pires e Flora Ribeiro
Fotos: Flora Ribeiro
A partir desta semana mão de obra carcerária irá produzir máscaras e aventais para proteção de profissionais de saúde durante a pandemia do novo coronavírus. A confecção do material é resultado de parceria entre a Universidade Federal de Goiás (UFG), a  Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), a Organização dos Voluntários de Goiás (OVG), entre outras instituições colaboradoras. A expectativa é que sejam produzidas 200 mil máscaras e 6 mil aventais para atender a rede pública de saúde do Estado de Goiás pelos próximos meses. A produção é realizada no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, que já fabrica Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), a partir de outras parcerias. 
No último sábado, 28/3, os reeducandos foram capacitados por uma equipe da UFG para a produção do material.  “Temos tido várias parcerias nas doações dos insumos e isso ensejou a necessidade de suporte técnico na costura das máscaras e aventais. Nesse sentido, procuramos a DGAP para que possamos firmar essa união de esforços para o bem social, nesse momento tão emergencial no enfrentamento contra o coronavirus”, explicou a vice-diretora da Faculdade de Enfermagem da UFG, Luana Ribeiro.
Para o diretor-geral de Administração Penitenciária, coronel Agnaldo Augusto da Cruz, as parcerias que estão sendo formadas para o momento, assim como esta com a UFG, reforçam o caráter da ressocialização no sistema penitenciário. “A procura da UFG nos anima muito, bem como as várias outras que temos, no sentido de ocuparmos o custodiado com uma atividade que vai lhe beneficiar com qualificação profissional, ocupar o tempo dele no cárcere e ainda atender as necessidades emergenciais desse momento tão difícil para o mundo todo no enfrentamento à Covid-19”, afirmou ele. 
A fabricação de máscaras de uso de proteção individual para controle e prevenção contra o coronavírus, com a utilização de mão de obra carcerária, está ocorrendo em várias unidades prisionais da DGAP no interior do Estado, onde foram realizadas parcerias locais, e também já têm polos fabris com atividades de ressocialização de presos que recebem o benefício da remição da pena (um dia a menos para cada três trabalhados) e remuneração paga pelo Estado.
A iniciativa, que responde às diretrizes do Governo de Goiás para a ressocialização das pessoas presas, resulta em qualificação profissional de mão de obra carcerária e no atendimento às necessidades emergenciais da sociedade diante da pandemia do novo coronavírus.  
Parcerias

Além da Organização dos Voluntários de Goiás (OVG) e da Secretaria de Indústria e Comércio do Estado de Goiás, contribuíram também com o projeto CEPALGO, MAX Descartes, COSPLATI, SAMAQ, Petmarket Solutions e Herbal Prime. O projeto tem também parceria do Sindicato dos Auditores Fiscais do Estado de Goiás (Sindfesgo), Sociedade de Terapia Intensiva do Estado de Goiás (Sotiego) e a iniciativa Projeto UniãoGO.  
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Reunião selou parceria entre a UFG e a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária do Estado de Goiás
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Na reunião, ficou acertado que mão de obra carcerária irá produzir Equipamentos de Proteção Individual

Fonte: Secom/UFG

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