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UFG está entre as melhores do Brasil no Ranking de Shangai

Criada em 21/02/20 15:06. Atualizada em 28/02/20 11:59.

Universidade passou a integrar a classificação a partir de 2018 e se destacou na avaliação de 2019

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Versanna Carvalho

A Universidade Federal de Goiás (UFG) figura na faixa entre 8ª-11ª das instituições brasileiras, na Classificação Acadêmica das Universidades do Mundo, também conhecida como Ranking de Shangai. A UFG aparece com a mesma pontuação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

A classificação, feita em 2019, coloca a UFG à frente de universidades consideradas importantes no Brasil como a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal do Ceará (UFC) e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

No topo da lista estão, Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Top 1000

A UFG passou a integrar a classificação em 2018, quando o ranking passou a divulgar as mil melhores universidades do mundo. Até então, eram listadas as 500 melhores. Em 2018, a UFG ficou na faixa entre a 801ª-900ª colocação e subiu para a 601ª-700ª em 2019. No recorte brasileiro do Ranking de Shangai, a UFG passou da faixa entre 15-20 em 2018 para a 8-11 no ano passado.

O secretário de Planejamento, Avaliação e Informação Institucional da UFG (Seplan UFG), Vicente da Rocha Soares Ferreira, observa que os critérios de avaliação são “muito interessantes” e explicam como a UFG atingiu a 8ª colocação. 

“No critério de trabalhos altamente citados a UFG tem nota igual à Unicamp. Atrás apenas da USP. Já no quesito trabalhos publicados nas revistas Nature e Science, a UFG obteve nota maior do que a UFMG e Unesp”, afirma Vicente. 

No cenário mundial, que engloba mil universidades, a UFG ocupa a posição 601 a mesma pontuação das já mencionadas co-irmãs brasileiras e das estrangeiras Universidade de Trieste (Itália), Universidade de Salamanca (Espanha), Universidade de Quebec em Montreal (Canadá), Universidade de Johannesburgo (África do Sul), Universidade de Camberra (Austrália), dentre outras. A lista das World Top 1000 Universities é encabeçada pela Universidade de Harvard (EUA), Universidade de Stanford (EUA) e Universidade de Cambridge (UK), respectivamente. 

Influência

Segundo o portal da instituição, o Ranking Acadêmico das Universidades do Mundo de 2019 (ARWU) é divulgado pela Shanghai Ranking Consultancy. Desde 2003, a ARWU apresenta anualmente as melhores universidades do mundo. Foi reconhecido como um dos precursores dos rankings universitários globais. O Ranking de Shangai é tido ainda como um dos mais influentes, juntamente com o Times Higher Education World University Rankings, no qual a UFG está na 20ª posição entre as brasileiras, e os rankings da editora QS World Universities Ranking

Para o reitor da UFG, Edward Madureira, fazer parte de um ranking produzido por um dos países que mais investem em ciência e que conseguiu a melhor colocação no Pisa [Programa Internacional de Avaliação de Estudantes], é uma conquista que deve ser celebrada.

“Sinaliza que, mesmo diante de um cenário interno de muitos desafios para o sistema de universidades federais brasileiras, os nossos esforços estão valendo a pena e os resultados, estão sendo vistos no ocidente e no oriente”, comemora. 

Metodologia

De acordo com informações do site da ARWU, o ranking considera todas as universidades que possuem prêmios Nobel, Medalha Fields, pesquisadores altamente citados ou trabalhos publicados em Nature ou Science. Além disso, universidades com uma quantidade significativa de trabalhos indexados pelo Science Citation Index-Expanded (SCIE) e Social Science Citation Index (SSCI) também estão incluídas. No total, mais de 1.800 universidades são realmente classificadas e as melhores 1.000 são publicadas.

O portal da ARWU traz ainda explicações sobre a metodologia adotada pela ARWU. As universidades são classificadas por vários indicadores de desempenho acadêmico ou de pesquisa, incluindo ex-alunos e funcionários vencedores de prêmios Nobel e medalhas de campo, pesquisadores altamente citados, trabalhos publicados em Nature and Science, trabalhos indexados nos principais índices de citação e desempenho acadêmico per capita de uma instituição. Para cada indicador, a instituição de maior pontuação recebe uma pontuação de 100 e outras instituições são calculadas como uma porcentagem da pontuação máxima. A distribuição dos dados para cada indicador é examinada quanto a qualquer efeito de distorção significativo; técnicas estatísticas padrão são usadas para ajustar o indicador, se necessário. A classificação de uma instituição reflete o número de instituições que se situam acima dela.

 

Fonte: Secom UFG

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