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Seminário Inovação

Universidade tem papel decisivo na formação empreendedora

Por Luiz Felipe Fernandes Neves. Criada em 30/10/18 12:24.

Tema foi abordado pelo professor Cândido Borges em palestra do Programa Diálogos em Pesquisa e Inovação

Texto: Luiz Felipe Fernandes

Fotos: Carlos Siqueira

Qual o papel da universidade no desenvolvimento do empreendedorismo? A questão foi respondida na palestra desta terça-feira (30/10) do Programa Diálogos em Pesquisa e Inovação, ministrada pelo professor Cândido Borges no auditório da Biblioteca Central, no Câmpus Samambaia. O professor da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Ciências Econômicas da Universidade Federal de Goiás (Face/UFG) abordou a importância das instituições de ensino superior na formação empreendedora, destacando iniciativas da UFG nesta área.

Um primeiro aspecto é o de sensibilizar, motivar e criar credibilidade para a carreira empreendedora. "Estamos falando de criar a cultura do empreendedorismo", reforçou Cândido. Na UFG os exemplos são a Olimpíada de Empreendedorismo, o Programa de Formação em Inovação, o Prêmio UFG de Empreendedorismo e o Desafio Inovação na Borracha. Tais ações foram concebidas justamente para estimular essa alternativa profissional.

O professor também apontou o papel da universidade na preparação para a carreira empreendedora, por meio de cursos e disciplinas. Entre as necessidades do ponto de vista da formação estão a identificação de oportunidades, modelagem de negócios, vender e assumir riscos e o trabalho em equipe. "A universidade deve criar oportunidades para a vivência profissional na área do empreendedorismo", ressaltou.

Outra importante contribuição é o apoio à criação de novos empreendimentos, função exercida pelas incubadoras de empresa, programas de mentoria, entre outros. Na UFG, essa estrutura de apoio é composta por projetos como o Centro de Empreendedorismo e Inovação (CEI), a Incubadora Social e a Agência UFG de Inovação. Tais iniciativas, segundo Cândido, possibilitam experiências e maximizam o aprendizado.

Por fim, a universidade é responsável por fornecer tecnologias e empreendedores à comunidade. O professor destacou que, para isso, os pilares ensino, pesquisa e extensão devem ser constantemente fortalecidos. "Além de formação para o empreendedorismo, é preciso ter uma boa formação técnica na área profissional de atuação. Além disso, a pesquisa de qualidade é o que vai gerar as tecnologias demandas pelo mercado", explicou.

Demanda por inovação

O empreendedorismo está ligado à criação de novas empresas, de novos negócios em empresas existentes ou de organizações e ações sociais e ambientais. Trata-se, como afirmou o professor, de uma alternativa de carreira profissional diante de um futuro aberto e imprevisível, do aumento da concorrência, de públicos mais exigentes e da escassez de recursos. "O contexto atual demanda inovação", disse.

Para Cândido, o empreendedorismo deve estar na agenda das universidades porque é mais um caminho de geração de emprego e renda para estudantes que, depois de formados, encontram obstáculos no mercado de trabalho. Além disso, a inovação tem participação importante no desenvolvimento regional. O professor citou os exemplos do Porto Digital de Recife (PE) e do Vale da Eletrônica de Santa Rita do Sapucaí (MG).

Por fim, as soluções inovadoras desenvolvidas nas universidades contribuem para a transferência tecnológica para as empresas. "O uso dessa tecnologia por outras empresas é mais facilitado, o que gera empregos, renda e difusão de inovações para a região", concluiu o professor.

Fonte : Secom/UFG

Categorias : Notícias PRPI

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