Weby shortcut
Bandeira Reino Unido
Youtube da UFG
Instagram da UFG
Picasa da UFG
Radio universitária
TV UFG
Seminário permanência nas IPES

Seminário debate permanência e êxito em instituições públicas

Por Mariza Fernandes Santos. Criada em 30/08/18 16:31.

Evento reúne gestores para debater os principais desafios em relação à permanência no ensino superior

Texto: Comunicação Social IFG

Fotos: Adriano Justiano

Ocorre nesta quinta-feira (30), o I Seminário de Permanência e Êxito das instituições públicas de educação superior em Goiás (IPES). O evento reúne gestores dessas instituições para debater, de forma integrada, as causas, o panorama e as possíveis ações para uma das temáticas mais desafiadoras do ensino superior: como fazer com que os alunos permaneçam até o final do curso, concluindo-o com êxito e, com isso, as universidades e os institutos atinjam maior eficiência nessa formação

A vice-reitora da Universidade Federal de Goiás (UFG), Sandramara Matias Chaves, representou a instituição no evento, que é realizado de forma conjunta entre os institutos federais de Goiás (IFG) e Goiano (IF Goiano) e as universidades Federal de Goiás (UFG) e Estadual de Goiás (UEG).

Sandramara Chaves Seminário permanência nas IPES

“É um conjunto de razões que causam a desistência de estudantes no ensino superior. É um desafio para nós, garantir que eles possam percorrer toda trajetória de formação com êxito e que possamos cumprir nossa função social, que é colocar na sociedade profissionais com qualidade”, pontuou a vice-reitora sobre o tema do seminário.

Um desses desafios, segundo Sandramara, é o comprometimento do orçamento. “Por exemplo, caso a gente receba 100% do orçamento destinado à UFG pra este ano, só conseguimos chegar com as atividades básicas até setembro. É um momento que requer da comunidade e da sociedade, como um todo, a defesa destas instituições como um todo. Precisamos nos unir para defender estas instituições, afirmou.

Professor e reitor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Paulo Sérgio Wolff, iniciou sua fala destacando: “Não adianta a gente se iludir, por mais que a gente consiga achar as causas da evasão, precisamos de recursos, precisamos investir em funcionários e ações para conter isso. E falo que esse investimento será muito menor que o investimento em criação de vagas e curso nas instituições”, ressalta o professor. Ele falou ainda da importância de inserir essa discussão dentro de outros segmentos, a sociedade em geral e o governo.

Tipos e causas

Dados importantes sobre evasão foram apresentados pela pró-reitora de Graduação da Unioeste, Elenita Conegero Pastor Manchope, como os três tipos de evasão dos alunos: o primeiro, que segundo ela é o menos preocupante, é aquele em que os estudantes saem de um curso, mas vão pra outro dentro da mesma instituição. O segundo tipo seria o de mudar de instituição para realizar outro curso, “o que já é uma preocupação pra nós, mas não pra todos porque ele continua matriculado no sistema superior”, diz. E o terceiro, “que é o preocupante”, é o que o aluno sai e não conclui o ensino superior, saindo assim do sistema.

Entre os possíveis fatores dessa evasão e que aparecem nas pesquisas, segundo Elenita, estão as características individuais dos estudantes: “como eles se comportam diante do trabalho de estudar, considerando a diferença que eles sentem ao passar do ensino médio para a universidade”; fatores decorrentes da sua formação escolar, escolha precoce da profissão, incompatibilidade da vida acadêmica com o mundo do trabalho e também a desinformação deles a respeito dos cursos. “São fatores que dificilmente a instituição tem como interferir”, aponta.

Seminário permanência nas IPES

Existem também, segundo a professora, os fatores da instituição, que também interferem nesse contexto: “a própria produção do conhecimento e a disseminação desse conhecimento é muito diferente hoje, temos a internet, várias fontes de pesquisa. Como que nós estamos olhando pra isso, pra essa questão que é peculiar à questão acadêmica? E aí a gente pensa e tem que dosar: o que é prioridade para compor a carga horária do curso, qual o principal objetivo do curso, que tipo de aluno quero formar, o que faz diferença na vida dele?”, questiona.

Outra discussão apontada pela pró-reitora diz respeito aos pré-requisitos, “o que é essencial nisso, o conhecimento é linear ou age de uma forma mais holística? Essa rigidez que temos, precisamos acalmar, temos nosso trabalho, nossa formação, precisamos saber como organizar isso com o nosso aluno”, diz. Ponto importante também refere-se à avaliação didático-pedagógica: “essa é muito difícil, é o grande nó! Nessa relação pedagógica, podemos pensar.... o que é ministrar uma boa aula e o que é estabelecer uma relação pedagógica entre professor – aluno e conhecimento, considerando o ensino, a aprendizagem e a troca de conhecimento?”, indaga. Nesse aspecto, conta, aparece aquele estudante que se forma em uma área e no percurso dele, mesmo com a realização de mestrado e doutorado, ele “não adquire o saber científico de ser professor. E aí ele mesmo pede o curso de formação pedagógica e temos que oferecer esse apoio”, afirma.

O terceiro grupo de fatores que contribuem para o alto índice de evasão engloba os fatores externos, segundo Elenita, ao citar: relação do curso com mercado de trabalho, a economia, questões sociais, o que interfere diretamente na qualidade dos cursos das instituições, a desvalorização do professor, “então sofremos muita evasão nas licenciaturas, a qualidade da educação básica influi muito, a necessidade de fazer inclusão pedagógica”, conclui.

Fonte : Comunicação Social IFG

Categorias : Institucional

Listar Todas Voltar