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Reitoria da UFG recebe muda de mogno do casarão da Rua 20

Por Versanna Carvalho . Criada em 07/06/18 08:59. Atualizada em 07/06/18 14:21.

Solenidade de plantio da nova árvore reúne diferentes gerações da universidade e simboliza a luta pela preservação ambiental e da história da instituição

Texto: Versanna Carvalho

Fotos: Carlos Siqueira


O segundo dia de atividades em comemoração à Semana do Meio Ambiente na Universidade Federal de Goiás (UFG), que neste ano tem o slogan “A UFG se importa. E você?” foi marcado por memórias. O plantio de uma muda de mogno proveniente da árvore que está localizada na Rua 20, número 19, no Centro de Goiânia. Um local repleto de histórias dos primeiros anos de Goiânia e que foi a primeira sede da Universidade Federal de Goiás, durante o mandato do primeiro reitor da instituição, Colemar Natal e Silva.

A muda de mogno foi plantada em um canteiro, em frente ao prédio da atual reitoria da Universidade, no Câmpus Samambaia, pelo reitor, Edward Madureira, nesta quarta-feira (06/06). O gestor da Universidade destacou a emoção e o simbolismo daquela cerimônia simples. “Esse plantio do mogno se mistura com a história da UFG, mas o casarão da Rua 20, se mistura também com a história de Goiânia. Naquela casa se instalou a primeira residência oficial do governador do Estado [Pedro Ludovico Teixeira]”, comenta.

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Iris Rezende e Edward Madureira plantam o mogno


O reitor fez questão de demonstrar a importância do casarão da Rua 20 para a memória da UFG. “A gente não esconde de ninguém, nem da Justiça Federal [órgão ao qual o espaço está vinculado atualmente e que o compartilha com a UFG], que temos a intenção de ocupar aquela casa, que tem que voltar a ser da UFG. Nós vamos trabalhar duramente para que isso aconteça. Eu falo isso há 12 anos, quando assumi a reitoria pela primeira vez. A Justiça, o Patrimônio da União sabem disso, mas agora, finalmente, a Justiça conseguiu um terreno para fazer a licitação da nova sede da Justiça Federal, na área do Park Lozandes, e aquela casa vai poder voltar a ser da UFG”, acredita.


Preservação da memória

O objetivo é transformar o espaço em uma grande casa de preservação da memória da UFG. “Já colocamos o pezinho lá. Temos duas salas na casa, a Justiça também a usa como espaço de exposição, temos uma visitação significativa no local. A história da UFG é muito recente. Somos uma universidade que está completando 58 anos agora, apesar de a Faculdade de Direito, estar fazendo 120 anos neste ano, a Universidade ainda não tem 60 anos”, observa Madureira.

A iniciativa de fazer o plantio da árvore jovem foi da Casa da Memória, que funciona no casarão da Rua 20, ligada ao Centro de Informação, Documentação e Arquivo (Cidarq), o órgão responsável pelo planejamento e desenvolvimento da gestão técnica da informação e de documentos de valor administrativo, acadêmico ou histórico no âmbito da Universidade Federal de Goiás. O gesto tem para eles um duplo significado: celebrar a Semana Mundial do Meio Ambiente e a 2ª Semana Nacional de Arquivos.

 

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O plantio da árvore é uma homenagem à geração dos universitários goianos do final da década de 50

 

Protesto estudantil

A primeira árvore de mogno foi plantada no dia 11 de maio de 1959, na antiga Faculdade de Direito, depois convertida na primeira sede da Universidade Federal de Goiás (UFG), na Rua 20. A iniciativa partiu de um grupo de jovens estudantes, como uma forma de protesto pela derrubada de árvores de mogno que vinha ocorrendo no norte do Estado, hoje Tocantins. A madeira em questão despertava grande interesse do mercado norte-americano, em meados da década de 1950. Naquela época, a espécie já estava ameaçada de extinção. O que ainda ocorre nos dias atuais, devido à extração clandestina. Desde 25 de setembro de 1987, a árvore do casarão da Rua 20 é tombada pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF).


Personalidades presentes

A solenidade foi marcada pela presença do prefeito de Goiânia, Íris Rezende Machado, a secretária Municipal de Políticas para Mulheres (SMPM), Célia Valadão, o presidente da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), Gilberto Marques Neto, o secretário Municipal de Educação e Esporte (SME), Marcelo Ferreira da Costa, o secretário Municipal de Governo (Segov), Paulo Ortegal, além de antigos ex-alunos que estudaram na instituição na década de 1950, e lutaram pela criação da Universidade Federal de Goiás, e familiares de ex-alunos, que já morreram, mas que marcaram a história da UFG. O evento contou ainda com a presença da escritora Moema de Castro e Silva Olival, filha de Colemar Natal e Silva.

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Professor Orlando Ferreira de Castro discursa durante a cerimônia


O prefeito recorda-se ter participado dessa turma como estudante de Direito e como presidente da Câmara Municipal de Goiânia. Segundo Rezende, naquela época, os Estados Unidos da América descobriram que o mogno da região amazônica possuía qualidade incomparável para a fabricação de móveis e outros objetos, inclusive navios. Os Americanos então constituíram uma empresa para promover a compra dessa madeira em regiões distante da Amazônia no País. “Aqui em Goiás, estavam derrubando árvores e mais árvores, de uma forma desvairada até. Nesse mesmo período, criou-se na Faculdade de Direito, um movimento de jovens e professores que defendiam os interesses nacionais. O plantio daquela muda [do casarão, em 1659] simbolizava o interesse da juventude daquela época pela manutenção do mogno”.

Fonte : Secom UFG

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