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Adolescentes têm dificuldade no controle do diabetes

Por Angélica Queiroz. Criada em 13/11/17 13:16. Atualizada em 14/11/17 09:37.

Estudo demonstra que a vulnerabilidade social é fator desencadeante da complicação do diabetes tipo 1

diabetes

Texto: Caroline Pires

O dia 14 de novembro é instituído pela Organização Mundial de Saúde como uma data para lembrar a necessidade do combate e prevenção ao diabetes. No Brasil, estima-se que oito milhões de pessoas sofram com a doença e dessas, de 5% a 10% são acometidas pelo diabetes tipo 1, o mais comum na infância e adolescência. Um estudo realizado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) analisou justamente esta população jovem e concluiu que a vulnerabilidade social dificulta a adesão desse grupo ao tratamento, aumentando assim o risco de morte. O estudo também apresentou caminhos para superação desse problema.

O levantamento feito pela Faculdade de Nutrição da UFG constatou que 78% dos diabéticos jovens com as maiores alterações laboratoriais são de famílias de baixa renda e que não realizam atividades físicas. Outro dado é que quase 70% dos pais das crianças portadoras da doença tem baixa escolaridade, com até oito anos de estudo. Segundo a  coordenadora da pesquisa, professora Rosana Marques, esses dados se refletem no pobre controle metabólico, na pouca participação dos pais e no inadequado manejo da doença identificado entre os diabéticos jovens.

O estudo foi realizado com 71 adolescentes, entre 10 e 19 anos, atendidos no ambulatório de endocrinologia do Hospital das Clínicas da UFG. A pesquisa também identificou que entre o grupo é alto o número de adolescentes classificados como sedentários ou somente executando atividade leve, principalmente entre os que estão com controle glicêmico inadequado. A formação de grupos de apoio, constituídos por profissionais multidisciplinares, que auxiliem esses pacientes com atividades assistenciais e educativas, pode ser uma alternativa para que essas crianças e adolescentes alcancem maior expectativa de vida.

Soluções

Para a pesquisadora Rosana, o contexto demonstra a necessidade de um maior planejamento da aplicação das recomendações do controle da doença de acordo com as características individuais de cada paciente. “Podemos afirmar que a vulnerabilidade social pode dificultar a adesão ao tratamento, além da compreensão da gravidade do diabetes e os seus procedimentos de controle”, afirmou.

Ela destaca também a importância de, além da prevenção, ocorrerem procedimentos de incentivo ao controle da doença entre as crianças e adolescentes. “Essa atenção é fundamental para prevenir a ocorrência de episódios agudos de manifestação do diabetes, bem como impedir ou retardar o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, obesidade ou nefropatias”, destacou.

Fonte : Ascom UFG

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