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Espanha

Quer estudar na Espanha?

Por Aline Borges. Criada em 06/11/18 16:32. Atualizada em 06/11/18 17:11.

Assessora da embaixada espanhola dá dicas para os estudantes que sonham em viver uma experiência além fronteiras

Texto: Aline Borges

Fotos: Natália Cruz

Num mundo globalizado, viajar, conhecer outras culturas, aprender uma nova língua, é um diferencial tanto para o crescimento profissional quanto para o amadurecimento pessoal de todo indivíduo. A graduação é um período ideal para viver experiências assim e um intercâmbio pode ser uma das melhores e mais intensas formas de imersão e aprendizagem. A Faculdade de Letras realizou nesta segunda-feira (05/11) a palestra “Estude na Espanha”, ministrada pela Assessora Técnica do Conselho de Educação da Embaixada da Espanha no Brasil, Isabel Blaecua Sánchez.

Ao decidir estudar em outro país, seja antes, durante ou depois da graduação, uma série de questões devem ser levadas em consideração. Clima, idioma, período que deseja viajar, o que quer aprender fora do país, qual seria o custo de vida e, sobretudo, como aquela experiência pode influenciar no futuro. Neste sentido, a palestrante explicou o por quê escolher a Espanha na hora de realizar seu intercâmbio, deu dicas sobre vistos, instituições que disponibilizam bolsas de estudos, além de contar um pouco sobre como o sistema educacional espanhol funciona.

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Estudantes e professores atentos às dicas da assessora Isabel Blaecua

Destino promissor

Para Isabel, no sentido profissional o país europeu é um destino ideal. “As relações comerciais entre Espanha e Brasil são muito fortes, por isso, muitas vezes, para conseguir um trabalho vão pedir o espanhol. De acordo com a Catho Empresas, uma pessoa fluente no idioma tende a ganhar até 54% a mais”, explicou a palestrante, ressaltando a importância de aprender a língua utilizada em 22 países do mundo. “Até 2050, aproximadamente 750 milhões de pessoas no mundo vão falar espanhol”, completa.

Se o objetivo é uma sólida formação acadêmica, a Espanha possui 84 universidades distribuídas entre os seus 505.990 km², sendo 50 públicas e 34 particulares, as instituições de ensino do país entram nas listas das mais bem conceituadas do mundo, de acordo com a QS World University Ranking, além disso, a Espanha é o 10º país do mundo em produção científica e são pioneiros em desenvolvimento sustentável. Ademais, para aqueles que têm interesse em uma pós-graduação voltada para os negócios, lá estão concentrados alguns dos melhores cursos de MBA.

Isabel destacou também o potencial turístico daquela parte da Europa. “Nós somos o terceiro país do mundo em número de monumentos declarados Patrimônio da Humanidade pela Unesco”, conta, “estamos acostumados a receber pessoas de fora e, geralmente, somos muito hospitaleiros”, explica a assessora acentuando o caráter receptivo de um dos países mais abertos à diversidade no mundo.

Tirando o intercâmbio do papel

Para o professor da Faculdade de Letras (FL), Francisco José Quaresma, estudar fora é uma oportunidade para se conhecer melhor. “Você só se percebe diferente quando entra em contato com o outro, então, é uma forma de descobrir o que é ser brasileiro, o que é ser brasileiro no mundo, aprender uma nova língua, aprender novas culturas. É uma experiência enriquecedora para qualquer aluno, principalmente para um aluno de graduação", comenta.

Entretanto, os custos de um intercâmbio não são baratos ou acessíveis e, mesmo com todas as certezas de que esta é uma grande oportunidade e com o fato do custo de vida ser baixo, estudar fora do país é apenas um sonho distante para uma parcela considerável de estudantes. Sobretudo quando todo o ensino superior é pago, mesmo para aqueles que optarem estudar em uma universidade pública.

Neste sentido, tanto Francisco quanto Isabel apontam a importância do aluno estar sempre atento a editais e sites de organizações que oferecem bolsas de estudo. “Há vários intercâmbios por meio de convênios, lançamos vários editais. Os alunos têm de estar atentos aos editais por meio do site e redes sociais da UFG”, explica o professor da FL. Isabel, por sua vez, indica que os estudantes acompanhem sites como Sepie, Study in Spain, Fundación Carolina, Universia, Santander, que além de darem dicas sobre estudos e viagens, ajudam a treinar o idioma e também abrem editais para bolsas de diversas modalidades de estudo.

Resolvida a questão financeira, é hora de pensar no visto. Na Espanha, é proibido estudar com visto de turismo. Caso o curso seja de rápida duração (até 90 dias), o documento é dispensado. Para períodos maiores de três meses, é necessário que o estudante entre em contato com qualquer embaixada da Espanha no Brasil para providenciar sua aprovação. Um outro ponto positivo, que afeta diretamente a questão financeira, é que, caso o visto de estudante seja emitido para mais de seis meses, o intercambista terá o direito de trabalhar legalmente no país apenas com visto de estudante, desde que as jornadas não ultrapassem as 20h semanais.

Por fim, Isabel reforçou a importância de viajar, sobretudo na graduação, quando se é jovem e com um futuro inteiro pela frente. “Eu acho que essa é uma oportunidade para os alunos brasileiros conhecerem outro país e também para os nossos alunos conviverem com pessoas de outros países, além do que isso produz ligações entre países que depois no futuro quem sabe… o mundo agora é globalizado", sorri ao mencionar as oportunidades de networking que um intercâmbio pode oferecer, "a juventude é feita para sair, para viajar, para conhecer coisas novas. A Espanha é um país muito seguro. Não temos problemas em termos de segurança. O normal é ter uma experiência boa”, finalizou.

Fonte : Secom UFG

Categorias : notícias intercâmbio Espanha

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