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UFG debate Currículo e Formação

Em 14/07/22 10:11. Atualizada em 14/07/22 18:34.

Série de encontros visa subsidiar os conselhos deliberativos da Universidade e promove momentos de discussão para a melhoria do Ensino na instituição

Texto: Caroline Pires

Fotos: Carlos Siqueira 

 

Tendo como alvo sempre melhorar o ensino oferecido pela UFG, foi realizado na manhã de hoje, 14/07, o primeiro encontro do Ciclo de Debates, promovido pela Pró-reitoria de Graduação. Como ponto de partida para os próximo debates foi discutido o tema com o tema Projeto pedagógico: currículo e formação. O objetivo da pró-reitoria é realizar uma série de discussões sobre o RGCG da Universidade, que é do ano de 2017, em paralelo com a reformulação dos PCCs dos cursos de graduação. Entre os principais desafios apontados para a área do Ensino na UFG estão a diminuição da evasão dos cursos de graduação, a valorização docentes e as adequações necessárias nos atuais regulamentos.

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Vice-reitor da UFG, prof. Jesiel Carvalho, defendeu que o ensino deve ser priorizado e discutido na UFG de forma contínua

 

O pro-reitor de Graduação, Israel Trindade, abriu o evento afirmando que em meio às mudanças culturais e tecnológicas é necessário que a temática do ensino, basilar na Universidade, seja constantemente revista, visando garantir a qualidade e a efetividade da formação conferida pela instituição. "O queremos nesse momento é debater e discutir, fomentando a construção de um cenário que posteriormente possa ser apresentado para deliberação das instâncias necessárias", afirmou o professor.

Também na abertura do evento, o vice-reitor da UFG, prof. Jesiel Carvalho, reforçou a importância desse ciclo de debates, o qual traz a tona uma temática que deve ser atualizada e retomada de forma permanente, por ser estruturante para a base de formação dos estudantes da graduação. "Nós estamos atrelados à uma série de normativas do Ministério da Educação e dos conselhos de classe profissionais, mas não podemos abrir mão da nossa autonomia didático pedagógica, prevista na constituição, e fazer isso atrelado ao nosso conhecimento e criatividade", pontou. Ainda segundo o vice-reitor, todos são convidados para debater os diversos pontos para que seja possível avançar nas reformulações necessárias. "Nosso foco central é sempre a qualidade na formação dos nossos estudantes", concluiu.

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Pró-reitor de Graduação, prof. Israel Trindade, frisou que o momento é de ouvir e debater para que sejam apresentadas as melhores propostas para o futuro da graduação da UFG

 

Diversas visões para formar 

Iniciando os trabalhos da manhã, o estudante do 9º período de Engenharia Ambiental e representante estudantil no Conselho Universitária, Thyago Paixão, defendeu a aproximação cada vez maior entre a UFG e os conselhos de classe. "Eu li recente o PPC do meu curso e sem dúvidas no papel é muito bonito e estruturado. Mas é preciso pensar formas dele ser mais interdisciplinar e evitar que a graduação fique muito engessada", defendeu. Ele destacou ainda a necessidade de que a inovação e o empreendedorismo sejam temas prioritários também pela graduação, visto que essa postura é cada vez mais fundamental na sociedade. "Por fim, quero defender a importância dos núcleos livres na formação humanística dos graduandos. É uma experiência única e que nos difere de outras instituições", concluiu. 

Já Chaiane Rosa, técnica educacional e diretora pedagógica do Instituto Verbena, enalteceu a iniciativa da pró-reitoria de Graduação por ter convida e ouvido as também neste processo técnicos administrativos, que  possuem plenas condições de colaborar com o debate. Segundo ela, no dia-a-dia das unidades acadêmicas é comum os estudantes terem mais liberdade de apresentar suas demandas e necessidades quanto ao currículo. "Os docentes e a direção dos cursos devem entender esse papel essencial dos técnicos em assuntos educacionais na universidade", defendeu.

A servidora frisou ainda a necessidade de uma visão ampliada sobre os currículos. "Não podemos perder de vista que mais de 70% dos estudantes da UFG estão em vulnerabilidade social. Nesse sentido, essa situação deve ser colocada em pauta para uma vez que os projetos pedagógicos devem contemplar também esse cenário", defendeu. Por fim, Chaiane Medeiros lembrou que a formação estudantil se dá não só na sala de aula, mas em todos os âmbitos da academia. "O currículo não é fixo. Devemos estar atentos para garantir que o currículo seja socialmente situado", concluiu.

Dando continuidade as discussões da manhã, Profa. Adda Daniela Echalar, do Instituto de Ciências Biológicas, falou do coletivo que forma o Fórum de Licenciatura, e que é essencial para se pensar a educação no estado de Goiás. Destacando que mesmo a atividade docente sendo feita com amor, é preciso uma abordagem técnica para que as atividades sejam feitas com a estrutura necessária que permita a boa formação discente. Além disto, ela defendeu que a participação efetiva dos estudantes na extensão e nas atividades complementares. "Em meio a tantos desafios, o que posso afirmar é: vamos seguir resistindo", finalizou.

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Prof. Arthur Mascioli/EVZ, defendeu que a oferta de Núcleos Livre seja facultativa pelas Unidades Acadêmicas da UFG

 

Concluindo as falas, antes da abertura do debate entre os presentes, o professor Arthur Mascioli, da Escola de Veterinária e Zootecnia, defendeu que as discussões sobre o tema sejam céleres, especialmente porque vários cursos estão em processo de formação dos seus PCCs. "É algo que precisamos quebrar a perceptível estratificação que separa os docentes que trabalham com pesquisa daqueles que atuam na extensão", afirmou. Uma outra situação apresentada por ele, é a dificuldade de retomar os Núcleos Livres nesse momento de retomada após a pandemia e com as limitações de espaço físico. "Sugiro que seja facultado aos cursos a oferta ou não das 128h de núcleos livres. Isso porque eu acredito que o investimento na extensão pode suprir essa lacuna dentro dos cursos de graduação", sugeriu. 

Após as apresentações iniciais, os participantes puderam apresentar também seus pontos de vista, visando a construção de uma discussão sólida sobre o tema. A mediação das apresentações iniciais e dos debates foi feita pela professora Fernanda Costa Nunes, do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP/UFG). 

 

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Profa. Adda Daniela Echalar/ICB defendeu a importância das atividades de extensão, mas frisou que elas devem perder o viés assistencialista

 

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"Os técnicos muitas vezes são os ouvidos dos estudantes no dia a dia da unidade acadêmica e têm plena condições de colaborar neste processo", afirmou Chaiane Medeiros, que é técnica em assuntos educacionais e diretora de Ações Pedagógicas do Instituto Verbena, antigo Centro de Seleção da UFG

 

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Público foi composto por docentes, técnico-administrativos e representantes do corpo discente

 

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