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Virada Ambiental defende percepção ampla da preservação

Em 21/06/22 10:59. Atualizada em 27/06/22 09:44.

Evento reúne representantes de diversas organizações para a defesa coletiva da biodiversidade

Texto: Caroline Pires - Secom

Fotos: Henrique Moreira - Reitoria Digital

 

Zelando pela preservação ambiental e a atuação de todos em defesa do meio ambiente, foi realizada na manhã de hoje, 21/6, a Virada Ambiental 2022. Este é o quarto ano que o projeto de extensão reúne diversas instituições do estado com o objetivo de incentivar o plantio de árvores nativas do cerrado, visando o resgate da biodiversidade da vegetação não só de Goiás, mas de todo o mundo. A cerimônia de abertura foi realizada na Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater) e contou com a participação da gestão da UFG e representantes do setor público e privado.

O presidente da Emater, Pedro Leonardo Rezende, reafirmou a importância da realização da Virada Ambiental e dos frutos que são gerados a partir dela. "O evento é uma oportunidade para colocar a agência, que está capilarizada por todo o estado, a serviço de prestar uma assistência técnica consciente da necessidade de levar as informar e reforçar a agenda de sustentabilidade", afirmou. Segundo ele, além de sediar o evento, a Emater é a responsável por avaliar e selecionar os locais onde serão feitos os plantios das espécies nativas, através da identificação de nascentes, margens ou mananciais que estão desprotegidos, visando à recuperação destas áreas.

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Presidente da Emater, Pedro Leonardo Rezende, é egresso da UFG

 

Ressaltando a presença de vários egressos da UFG participando do evento, a reitora da universidade, Angelita Pereira de Lima, destacou a importância da instituição também cumprir também o seu papel ambiental. "Este é o maior projeto de extensão da UFG que está presente em 7 estados brasileiros, 4 países, além das dezenas de parceiros e em quase na totalidade de municípios goianos. Esse alcance é expressivo", apresentou. Segundo ela, a capacidade de mobilização do projeto "faz da Virada Ambiental mais do que um projeto anual, mas um projeto de futuro". Por fim, a reitora colocou ainda a UFG à disposição para colaborar em diversos outros projetos que visem a preservação e a valorização da fauna e flora brasileira.

 

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Reitora colocou a UFG à disposição para outros projetos em parceria com os municípios

 

Durante a abertura, discursou ainda o prof. Jônatas Silva, que lembrou que o evento e o seu comprometimento com a questão ambiental  nasceu de um almoço no qual o professor Emiliano Godói expressou o entusiasmo em realizar um evento. "Nas mãos do Emiliano, esse evento cresceu e tomou essa proporção enorme que tem hoje. É preciso ter amor ao que se faz, isso falta muito em vários locais no Brasil, não aqui. Emiliano é um apóstolo do meio ambiente", afirmou. 

Ainda durante a cerimônia de abertura, foi realizada a apresentação do coral da Saneago. Estiveram presentes ainda o vice reitor da UFG, Jesiel Carvalho e a pró reitora de Extensão e Cultura, Luana Ribeiro.

Crescimento 

Ao final da abertura, o coordenador da Virada Ambiental, Emiliano Godói iniciou sua fala lembrando a frase da poetisa Cora Coralina, que afirmou "só se muda uma pessoa, quando se toca o coração dela". Segundo o professor, depois de um tempo tão drástico que foi a pandemia, esse momento presencial é um lançamento de um projeto que é formado por todos os participantes. "Por todos nós, venho aqui demonstrar a minha gratidão, especialmente nesta sensação de estar em casa na Emater", destacou.

Emiliano Godói lembrou que a ideia inicial do projeto se limitava ao reflorestamento, pela valorização da vegetação, contudo, desde 2021 o evento passou a adentrar a frente de capacitação dos gestores ambientais. "É fundamental que essa troca se dê de forma intensa especialmente nos municípios, porque são neles que tudo acontece, não é na União ou no estado. Acreditamos que uma árvore plantada demonstra um sentimento forte de ação coletiva que gera efeitos duradouros e transformadores", frisou. Assim, de acordo com o professor, o projeto que nasceu com a expectativa de plantar 1000 mudas, tem crescido ao longo dos anos, impactando, acima de tudo, as mentalidades das pessoas. Um outro fator de orgulho, fruto dessa alteração de percepção no que se refere a preservação ambiental, é o alcance do projeto que altera a percepção de que o estado de Goiás é referência em devastação, mas que passa a ser conhecido também pela suas ações de resgate da biodiversidade. 

Além disso, o professor lembrou que a economia e a ecologia não são antagônicos, e que as empresas privadas podem colaborar com ação na área de neutralização de carbono. "Assim saímos do conflito, tão comum na história passada, e rompemos a lógica para uma perspectiva que todos podem ganhar com a preservação do meio ambiente", concluiu.  Para encerrar, Emiliano Godói compartilhou o seu sonho de plantar 5.570 milhões de mudas no Brasil, sendo 1 milhão para cada município. "A essência de tudo isso que estamos vivendo aqui é transformar todas as falas em pequenos atos, pois eles estão sendo observados e podem mudar o futuro. A questão ambiental não é plantar árvore, é nos preservar e nos ajudar coletivamente enquanto seres humanos", concluiu. 

 

Fonte: Secom, com informações da EMATER

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