Reino Unido
Hackathon Yale 1 (Foto: arquivo pessoal)

Estudantes da UFG vencem Hackathon da Universidade de Yale

Criada em 07/02/20 12:42. Atualizada em 07/02/20 12:44.

Equipe conquista prêmio e a oportunidade de ingressar em incubadora da instituição americana

Hackathon Yale 1 (Foto: arquivo pessoal)
Equipe Cisterna com o prêmio de US$ 1 mil (Fotos: acervo pessoal)

 

Texto: Equipe Portal UFG*

Fotos: acervo pessoal

Dois estudantes da Universidade Federal de Goiás (UFG) integram equipe premiada no 7º Hackathon Anual de Saúde do Centro Biomédico para Inovação e Tecnologia da Universidade de Yale (EUA). O grupo, formado por Graziele Gabriel, Júnior da Mata (UFG) e Shalon Santos, Lucas Shepard e Murilo Dorion (Universidade de Yale), recebeu US$ 1 mil como premiação. O trabalho também obteve o reconhecimento como “a solução de maior impacto global na competição”.

A equipe conquistou ainda a oportunidade de incubação no Instituto de Tecnologias Biomédicas da Universidade de Yale, que conta com o financiamento dos investidores do evento como a Phillips Healthcare e algumas empresas do Vale do Silício.

A competição, que ocorreu de 24 à 26 de janeiro de 2020, teve a participação de 150 competidores mundiais de grandes universidades, dentre eles estudantes universitários, especialistas da saúde e pacientes, organizados em 16 grupos divididos por área de atuação: negócios, desenvolvedor, design e saúde. 

“Nós cinco pretendemos incubar o projeto dentro da Universidade de Yale em parceria com o Centro de Empreendedorismo e Incubação (CEI) da Universidade Federal de Goiás. Uma com o desenvolvimento tecnológico e outra com a implementação do projeto. Dessa forma, conseguimos universalizar a solução num impacto global”, confirma Júnior da Mata.

O programa

O projeto, nomeado de Cisterna, consiste em um biossensor que detecta doenças na urina e nas fezes, e leva dados de anomalia por meio de um sistema de alarme e alerta, para o Sistema Único de Saúde (SUS). A solução tem a finalidade de permitir que o sistema de saúde nos países em desenvolvimento consigam detectar e possivelmente conter as epidemias antes que elas se espalhem. Dessa forma, fornece informação aos agentes de saúde para possíveis alertas de epidemias às comunidades locais.

O objetivo do projeto é contribuir para a melhoria de vida das populações afetadas pela falta de saneamento básico. O controle de epidemias mundiais, que hoje é considerado um dos desafios do século XXI pela Organização Mundial de Saúde (OMS), esbarra justamente na insalubridade das moradias e, principalmente, no falta de tratamento do esgoto, fatores que facilitam o espalhamento de doenças.

Hackathon Yale 2 (Foto: arquivo pessoal)
Grupo também vai participar da Assembléia Jovens Líderes, na ONU

 

Jovens líderes

Graziele Gabriel e Júnior da Mata, do curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Artes Visuais (FAV/UFG) e Shalon Santos, que faz Publicidade e Propaganda na  PUC-GO, já haviam sido selecionados para a 25ª Sessão da Assembleia da Juventude, na cidade de Nova York, de 14 a 16 de fevereiro de 2020. O evento é realizado pela Friendship Ambassadors Foundation, organização sem fins lucrativos, ligada à Organização das Nações Unidas. 

Na reunião, o grupo vai apresentar o aplicativo ReFormula, que tem a proposta de criar um ambiente virtual onde os estudantes que enfrentam dificuldades em alguma matéria específica, possam receber auxílio de diferentes professores cadastrados na ferramenta.  

O trio antecipou a viagem para participar das maratonas de tecnologia nos Estados Unidos. Ao conhecerem outros dois estudantes brasileiros na Universidade de Yale, Lucas Shepard e Murilo Dorion - que também haviam sido selecionados para o 7º Hackathon de Saúde da Universidade no Hospital de New Haven - formaram a equipe brasileira do Hackathon. Alguns membros do grupo já receberam, com outras equipes, outros dois prêmios no Brasil no ano passado: o  1º lugar no Nasa Space Challenge em Goiânia (Graziele Gabriel) e o 1º lugar no Hackathon de Saúde Pública da UFG (Júnior da Mata).

Júnior destaca que o projeto apresentado no Nasa Space Challenge é diferente  do Cisterna. No primeiro, os participantes desenvolveram uma membrana feita de tecido reciclado e resina plástica, capaz de substituir os tijolos, tornando a construção de uma casa mais barata e viável. “Essa mesma alvenaria será aplicada como estrutura de wetland, que é o sistema de tratamento de esgoto por zonas de raízes proposto no Hackathon da Saúde Pública, prevista no Cisterna. Dessa forma, associamos as duas propostas e avançamos na coleta e análise de informações da saúde das pessoas que vivem nesses espaços”, observa o estudante de Arquitetura e Urbanismo.

O graduando ressalta que a equipe Cisterna é multidisciplinar, transitando entre saberes e competências relacionadas à educação, saúde, moradia, sustentabilidade e tecnologias. “Muito mais do que expertises essas questões são dores que sentimos diariamente ao longo de nossa vida, e é esse o nosso principal objetivo: uma solução que transforme a realidade de pessoas como nós”, afirma.

Yale

A Universidade de Yale, situada em Connecticut nos Estados Unidos, está entre as seis melhores do mundo. O hospital de Yale, New Haven, é referência mundial em pesquisas e desenvolvimento de biotecnologia. Anualmente realizam uma das maiores competições de ideias para soluções globais relacionadas a saúde pública.

O processo de seleção para o Hackathon, que é uma maratona de programação para o desenvolvimento de soluções (softwares), começa no ano anterior e, para participar, é necessário enviar um currículo e uma ideia prévia da pesquisa desenvolvida; os concorrentes precisam ser necessariamente profissionais médicos, enfermeiros, engenheiros, pacientes, designers ou da área de negócios. 

Os estudantes criaram uma “vaquinha on-line” para levantar recursos necessários para a viagem aos Estados Unidos. “Ainda estamos pedindo ajuda das pessoas para nos manter aqui durante esses poucos dias que restam, pois o dinheiro arrecadado com a venda dos brigadeiros e a ajuda dos familiares já foi utilizado nessa primeira metade da viagem”, finaliza Júnior.

(*) com informações Júnior da Mata, Graziele Gabriel e Cátia Baldoíno (FAV/UFG)

Fonte: Secom / UFG

Categorias: Notícias destaque FAV Orgulho de ser UFG