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Saúde mental

Professores debatem saúde mental na universidade

Criada em 12/08/19 18:23. Atualizada em 12/08/19 18:32.

Atividade de planejamento acadêmico dos professores destacou a necessidade de criar uma cultura de cuidado

Kharen Stecca

Pensar o ambiente da universidade e entender que é preciso mapear ações que auxiliem a criar uma cultura de cuidado na instituição foram algumas das ideias discutidas no debate sobre saúde mental na comunidade universitária. O evento realizado no dia 12 de agosto é parte das atividades de planejamento acadêmico do semestre, proposto pela Pró-reitoria de Assuntos Estudantis e Pró-reitoria de Graduação. 

Saúde mental

Iniciaram o evento a pró-reitora de graduação, Jaqueline Araújo Civardi, a pró-reitora Maísa Miralva da Silva e a vice-reitora, Sandramara Matias Chaves. Jaqueline destacou que esse tema foi recorrente nas várias visitas feitas às unidades acadêmicas e por isso resolveram iniciar o planejamento com a discussão dessa temática. Maísa ressaltou a necessidade de tratar desse assunto de forma preventiva e a professora Sandramara reiterou a necessidade de pensar juntos formas de evitar o adoecimento mental, que também é uma das causas da evasão, embora não a única. 

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O decano de assuntos comunitários da Universidade de Brasília, Ileno Izídio da Costa, foi um dos convidados do debate. Ele destacou que nessa área ninguém trabalha sozinho, é preciso pensar em rede e criar ações de saúde mental. No entanto, ressaltou que a responsabilidade de cuidados em saúde mental é do estado e que a universidade pode e deve auxiliar, mas não deve tornar-se responsável sob pena de não conseguir suprir essa demanda. Por outro lado, destacou que não é possível pensar em soluções minimalistas para um problema tão complexo. Ele destacou que precisamos nos preparar para dar conta das adversidades da vida e que, para isso, é preciso agir em diversos âmbitos como na dimensão relacional - pois não somos seres isolados - e espiritual - no sentido daquilo que transcende o próprio ser humano. Destacou também ações necessárias como estudos epidemiológicos e mapeamento de ações existentes.  Por fim, disse que precisamos cada vez mais construir pontes e não destruir caminhos.

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A professora da Faculdade de Letras, Alba Cristhiane Santana, que trabalha com psicologia escolar ressaltou dados de pesquisa tanto da educação básica quanto do ensino superior que mostram que os estudantes estão apresentando cada vez mais problemas como insônia, sentimento de humilhação e ideações suicidas. Por outro lado, dados mostram que os professores também não estão conseguindo manter sua saúde emocional. Outra questão é a padronização de ritmos imposta pelas escolas "se um estudante não consegue acompanhar o restante da turma, logo é caracterizado como anormal, simplesmente porque o ritmo é diferente da maioria e isso em um momento em que se fala tanto em diversidade". Para ela é preciso entender que devemos qualificar o ambiente escolar e melhorá-lo. 

A Diretora da Atenção Estudantil na Pró-reitoria de Assuntos Estudantis da UFG, Camila Caixeta, ressaltou que o caos é o terreno mais fértil para as mudanças: "Hoje o auditório está lotado, talvez em outro momento não estivesse", afirmou a professora, ressaltando a preocupação constante com a saúde mental encontrada nas visitas às unidades acadêmicas. Ela contou que nos últimos meses fizeram um mapeamento de ações em saúde mental na UFG e foram encontradas 22 ações em andamento. "Nós queremos unir essas ações para que as pessoas que as iniciam não se sintam como ilhas e possam auxiliar umas às outras".

Fonte: Secom UFG

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