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Regional Jataí discute a problemática do assédio

Por Luiz Felipe Fernandes Neves. Criada em 25/09/17 12:31.

Capacitação e disciplinas estão entre as atividades propostas para toda a comunidade universitária

Com o objetivo de construir caminhos para evitar a prática do assédio moral, sexual, organizacional e atitudes de preconceito e discriminação no trabalho e envolver a comunidade no sentido de evitá-las, a Regional Jataí está realizando, durante o segundo semestre de 2017, uma série de ações de enfrentamento ao preconceito e ao assédio. Durante o planejamento pedagógico dos cursos, duas palestras foram realizadas – uma sobre Transtorno do Espectro Autista, com a professora Lorena Prado, e outra sobre atitudes em sala de aula que evitem assédio moral e sexual, coordenada pela professora Carmem Lúcia Costa.

Dentro do curso de docência no ensino superior da Regional Jataí, realizado com professores recentemente empossados, em um módulo específico discutiu-se assédio e relações humanas no trabalho e postura e o papel do servidor público. Para os técnicos administrativos será realizado um módulo sobre qualidade de vida no trabalho e relacionamento interpessoal no trabalho. Esses módulos possuem como objetivo tornar explícitos os princípios e normas éticas que regem a conduta dos servidores e da instituição.

Para os estudantes também será oferecido um Núcleo Livre intitulado Relações de Gênero e Interdisciplinariedades, com 64 horas. Em novembro será realizada a segunda edição do evento Vivendo Sem Violência, com uma programação que envolverá debates de temas como a violência contra as mulheres, violência de gênero e violência contra a população LGBTTTI.

A intenção das ações é promover o diálogo e a conscientização da comunidade com relação ao tema e institucionalizar políticas na Regional que mudem as práticas e contribuam para estabelecer um ambiente de igualdade, respeito e sem preconceitos.

Resolução
O Conselho Universitário (Consuni) aprovou no primeiro semestre a resolução que institui normas e procedimentos a serem adotados pela instituição em casos de assédio moral, sexual e qualquer forma de preconceito.

A resolução nº 12/2017 estabelece definições para os diferentes tipos de assédio e as situações que os caracterizam. O documento também orienta sobre os procedimentos a serem adotados por quem sofrer algum tipo de assédio e os meios disponibilizados pela UFG para a formalização de denúncias. Outro procedimento previsto na resolução e que já vem sendo adotado pela gestão da Universidade é o encaminhamento imediato das denúncias desta natureza ao gabinete do reitor para abertura de sindicância ou processo administrativo disciplinar.

Audiência
Em junho o Ministério Público Federal (MPF) realizou audiência pública na Regional Jataí para abordar o tema do assédio organizacional. Para o procurador Jorge Luiz de Medeiros, que convocou a audiência, é necessário que a comunidade discuta a questão, que se configura não apenas pela postura ativa de instituições em promovê-lo, mas também por sua omissão no combate efetivo dessa prática.

Pesquisa
Para o diretor da Regional Jataí, Alessandro Martins, estudos produzidos na Universidade também contribuem para a conscientização e a reflexão da comunidade. A estudante de Psicologia da Regional Jataí, Nayra Mendonça, por exemplo, realizou recentemente uma pesquisa vinculada ao Programa Institucional de Iniciação Científica da UFG (Pibic), intitulada Violência contra a mulher no meio acadêmico. Ela entrevistou professores buscando conhecer a percepção deles sobre o tema.

Entre as conclusões, ela reforça o desconhecimento do que realmente é a violência de gênero, o que gera a invisibilidade do problema e dificulta a tomada de posicionamento, bem como a adoção de práticas machistas e excludentes em campos de estágio, pesquisa e extensão. Para ela, as formas de enfrentamento do problema na universidade passam pela criação de ações institucionalizadas para o enfrentamento da violência e a inserção de atividades que discutam a temática no processo de formação profissional de todos os cursos. "Essa é uma temática transversal e não apenas da área de humanas, por exemplo", afirma a estudante.

Fonte : Ascom/UFG

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