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UFG abre Semana de Museus com ocupação e Hip Hop

Por Patricia Veiga. Criada em 17/05/17 15:54. Atualizada em 17/05/17 17:42.

Até sexta-feira (19/5) o Museu Antropológico tem programação especial para "dizer o indizível"

Texto e fotos: Patrícia da Veiga

"Ocupe o seu museu" foi tema de roda de conversa realizada na noite desta terça-feira (16/5) no Museu Antropológico. A atividade, que abriu a 15ª Semana Nacional de Museus na UFG, teve como objetivo discutir como esse espaço pode se abrir às demandas populares e como pode produzir narrativas mais questionadoras da realidade social. Para tanto, foram convidados a falar três estudantes que também atuam como ativistas e artistas: Nutyelly Cena de Oliveira, do curso de Museologia, Wilton Escafandrista, da História, e Kesley Rocha Dias, das Artes Cênicas.

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Estudantes da UFG na mesa de abertura da 15ª Semana Nacional de Museus no Museu Antropológico

Os três participaram das ocupações estudantis realizadas em 2016 contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do teto de gastos públicos e foram atores importantes para a tomada do Museu Antropológico. Na roda de conversa, eles relataram suas vivências na única ocupação feita em museu do país e descreveram as atividades organizadas durante 23 dias: cineclube, saraus, debates, oficinas de cartazes e ritmos populares, aulas públicas, apresentações culturais, visitas guiadas etc.

“Conseguimos trazer a população para o Museu e isso foi o que mais nos motivou”, disse Wilton Escafandrista, lembrando que muita gente vinha de longe, até mesmo de outros municípios, para participar dos encontros propostos pelo grupo. “Também nos aproximamos muito das pessoas que trabalham aqui, na segurança e na limpeza. Elas se identificaram”, comentou Nutyelly Oliveira.

Para Camila Moraes, professora do curso de Museologia e mediadora do debate, a ocupação do Museu Antropológico fez emergir questionamentos e direcionamentos que até então não faziam parte do espectro de ação da unidade. “Por que, no dia a dia, não conseguimos atrair as pessoas para nossas atividades? Temos que aprender com isso”, propôs. Respondendo ao questionamento de Camila – e a outros semelhantes que surgiram entre a plateia – Kesley Rocha, que edita a revista cultural Marginal Mente, reforçou: “A população busca um dinamismo de horários e também de conteúdo. Nós abrimos à noite, para o trabalhador que não pode frequentar o Museu durante o dia, e articulamos temas da cultura popular”. Ao final da conversa, foi realizada uma batalha de MCs. 

Programação

Falar sobre a ruptura operada pelas ocupações estudantis, sobretudo pela ocupação feita no Museu Antropológico, foi o modo encontrado para abrir um evento que acontece simultaneamente em mais de 450 cidades de todo o país e em 2017 tem como mote geral: “museus e histórias controversas – dizer o indizível”. “Não haveria outra forma de abrir a Semana de Museus”, declarou Adelino Adilson de Carvalho, coordenador de intercâmbio cultural da unidade.

Nos próximos dias, o Museu Antropológico seguirá “dizendo o indizível” – ou discutindo temas que não costumam entrar na pauta dos museus – com a realização do III Seminário Internacional e Intercultural de Museologia. Nesta quarta-feira (17/5), às 19h, haverá debate sobre gênero e sexualidade e quinta e sexta, no mesmo horário, haverá roda de conversa sobre gênero e etnicidades com quilombolas e indígenas.

Quem quiser visitar a exposição permanente Lavras e Louvores, terá também a opção de conferi-la no período noturno, até às 22h. A 15a. Semana Nacional de Museus na UFG vai até sexta-feira (19/5).

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Até sexta-feira, Museu Antropológico vai discutir temas como gênero, sexualidade e etnicidade

Fonte : Ascom/UFG

Categorias : Última hora museu antropológico Cultura Educação

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