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Uma imersão nas memórias do movimento

Por Patricia Veiga. Criada em 10/05/17 14:07. Atualizada em 11/05/17 10:11.

Galeria do Centro Cultural UFG recebe exposição multimídia sobre as trajetórias da dança cênica em Goiânia

Texto: Patrícia da Veiga

Fotos: Ana Fortunato

 

Ao avistarem aquele retrato, sorriram. “Como passou rápido!”, admiraram. Os corpos dispostos na imagem faziam brotar várias histórias: “esse se mudou; aquele morreu jovem; estas somos nós”. Lenir Miguel de Lima, Conceição Viana de Fátima e Jandernaide Resende Lemos estavam diante da fotografia do espetáculo Brasil Afro que encenaram juntas, em 1973, quando o Grupo de Dança Univérsica (GDU) realizava suas primeiras experimentações. “Fazíamos tudo com muito estudo e dedicação, mas não imaginávamos que um dia estaríamos aqui, lembrando daquele momento”, suspirou Jandernaide. Ao lado, uma cena de 1977 trouxe à tona as reflexões provocadas por Senzala, outra produção do mesmo grupo. “Quebramos muitos preconceitos nessa época”, disse Lenir, professora na Escola Superior de Educação Física e Fisioterapia do Estado de Goiás (Eseffego), que foi coreógrafa e diretora do GDU.

Assim como essas mulheres, diversos profissionais das artes se reencontraram e reverberaram suas vivências na noite desta terça-feira (9/5), quando foi aberta no Centro Cultural UFG a exposição Olhares pra Dança - histórias e afetos da dança cênica goianiense - 1970 a 2000. Com gestão artística de Lu Celestino e curadoria de Luciana Ribeiro e Valéria Figueiredo, a mostra reúne 31 imagens acompanhadas por depoimentos de artistas locais. O resultado é uma cartografia que permite captar tanto os universos particulares e afetivos dos sujeitos quanto o esforço coletivo de construir uma cena profissional e inovadora na capital, sobretudo no que diz respeito às estéticas moderna e contemporânea.

 

Olhares Pra Dança_Lenir, Conceição e Jandernaide

As pioneiras Lenir, Conceição e Jandernaide reencontram suas lembranças de 1973 

 

Olhares Pra Dança é uma experiência para todos os corpos. Construída em camadas, assim como a própria memória, a exposição sobrepõe imagem, texto e som para produzir novos sentidos e, quiçá, outras versões do passado. A dança, assim, pode ser percebida no instante da fruição. “A equipe mergulhou em cada material aqui exposto, fomos além de nós”, definiu Lu Celestino. “É um projeto de muita gente, colaboradores especiais. Demandou anos de estudos sobre história da dança em Goiás”, complementou Valéria, que também é professora do curso de dança da UFG.

 

Olhares Pra Dança_expo

Centro Cultural UFG, que já foi um galpão ocupado por artistas, é palco de imersão na dança até 30/5

Antigo Galpão

Recordar é movimento. Em outro espaço do salão, a voz da bailarina Maria Fernanda Miranda saía de um fone de ouvido. Suas palavras retomavam os tempos em que aquele mesmo local era ocupado por artistas. “Muitos de nós passamos por aqui e só me dou conta disso agora”, disse, em gravação feita especialmente para a exposição. Ela se referia ao antigo galpão da UFG, que na década de 1990 foi ocupado por grupos como Quasar e Solo. Sua voz fazia composição com um texto assinado pelo bailarino Rodrigo Cruz e por uma fotografia de Cristiano Borges para o espetáculo Preto no Preto, dirigido por Luciana Caetano.

Programação 

A atividade faz parte de um projeto cultural aprovado no edital de Patrimônio Imaterial do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás. Além da exposição multimídia, está prevista a constituição de um acervo no site www.olharespradanca.art.br. As visitas à galeria podem ser feitas de segunda a sexta, entre 10h e 18h, até 30/5. Nos dias 16 e 18, às 10h e 19h30, respectivamente, haverá visita guiada, seguida de debate, com a equipe do projeto.

 

Olhares  Pra Dança

 

Olhares Pra Dança_curadoras

Lu Celestino, Luciana Ribeiro e Valéria Figueiredo conceberam a exposição

Fonte : Ascom/UFG

Categorias : última hora Dança CCUFG

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