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11º Encontro da Política de Comunicação

Encontro discutiu a produção audiovisual em Goiás

Por Kharen Stecca. Criada em 20/10/16 11:14. Atualizada em 20/10/16 12:43.

O papel das instituições de ensino e os dados sobre a produção no estado foram assuntos da discussão

Texto: Kharen Stecca

Fotos: Adriana Silva

Após 11 encontros foi encerrada mais uma etapa da construção da Política de Comunicação da UFG. Com o tema Produção Audiovisual e Economia Criativa, o encontro realizado no dia 19/10 no auditório da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC/UFG) foi coordenado pelo Diretor da TV UFG, Michael Valim e reuniu diversas pessoas envolvidas com o tema. Representando o Observatório Brasileiro de Economia Criativa, Eloá Ribeiro, Danielle do Carmo e Laise Barbosa Cavalcante iniciaram o encontro falando sobre os dados levantados no mapeamento do audiovisual em Goiás. Entre as informações levantadas estão os eventos do audiovisual que ocorrem em Goiás e a cadeia produtiva do audiovisual que vai do fornecimento, processamento até a distribuição e difusão. Elas apresentaram o BitBooks, um aplicativo que mostra o levantamento de forma clara no setor audiovisual. Elas explicaram que até agora só foi levantado o número formal, mas ainda não aparece o mercado informal que é grande em Goiás. “Os dados mapeados ainda são brutos, mas são importantes para analisar esse mercado”, afirma Danielle do Carmo.

11º Encontro da Política de Comunicação auditório

Participantes do Observatório Brasileiro de Economia Criativa mostraram dados sobre a produção audiovisual de Goiás

Na segunda parte do debate participou o professor Júlio Vann, do Instituto Federal de Goiás. Ele, que sempre trabalhou com teatro, ressaltou a importância do coletivo e do criativo na área das artes e, consequentemente, no audiovisual. Ele falou da problemática do financiamento da produção artística, por parte do governo. “Nós que temos um pensamento mais social estamos perdendo o tempo todo nesse processo”, explicou. Ele também destacou a necessidade de parcerias entre as instituições de ensino como Instituto Federal de Goiás, Instituto Federal Goiano, Universidade Estadual de Goiás e Universidade Federal de Goiás. Júlio explica que, para ele, seu patrão é o público e não o governo, e a ele é que o trabalho do servidor público tem que servir.

Júlio Vann também criticou o alcance das ações da economia criativa: “Vemos vários projetos produzidos pelas instituições públicas que têm pouco alcance. É preciso fazer com que as coisas aconteçam, sair da teoria e dos documentos. Mais do que escrever documentos é preciso lê-los! Da mesma forma que construímos nossas teses e colocamos na biblioteca.”

 Debate do 11 encontro da política de comunicação

Após a palestra foi realizado um debate com os participantes sobre o tema

Para finalizar, o professor apresentou várias questões que precisam ser pensadas na produção audiovisual: “Porque não temos editais para produção de filmes nas instituições de ensino? Para que servem as pesquisas? Para contar pontos na carreira ou para trazer conhecimento à sociedade? Somos criativos, mas talvez nos falte um pouco de disciplina e, parece engraçado, mas talvez nos falte comunicação”.

Se você não participou do evento e tem interesse em conhecer as discussões, as gravações dos encontros temáticos da Política estão disponíveis no site da Política de Comunicação.

Fonte : Ascom UFG

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