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Pesquisadores de todo o Brasil discutem a comunicação

Por Camila Godoy. Criada em 08/06/16 09:55. Atualizada em 08/06/16 10:49.

Universidade sedia encontro da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação

Texto: Camila Godoy

Fotos: Ana Furtado

De carro, ônibus ou avião. Os meios utilizados foram muitos, mas o destino era um só: a abertura do 25º Encontro Nacional da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação (Compós), que reuniu pesquisadores de todo o Brasil e do exterior no Centro de Cultura e Eventos Professor Ricardo Freua Bufáiçal, da UFG, na noite desta terça-feira (7/6). A conferência com o professor mexicano Guillermo Orozco sobre estudos contemporâneos de comunicação abriu o evento, que segue com programação até o final da semana, com debates, apresentações de trabalhos e atividades culturais.

Na ocasião, Guillermo Orozco fez uma reflexão sobre a evolução das audiências ao longo dos anos. Ele explicou que, apesar do termo ser muito vinculado à televisão, as audiências não nasceram com esse veículo. “Elas sempre existiram, seja no teatro, no cinema ou no rádio. No entanto, a TV inaugurou um novo tipo de audiência, uma que não tinha a possibilidade de responder às mensagens que recebia. A televisão eliminou a possibilidade do público protestar”, afirmou.

Para o professor, ainda que os espectadores não protestassem diretamente, a televisão interferiu na sociedade ao construir acontecimentos. Segundo ele, esse veículo nasceu com o objetivo de mostrar as coisas como elas realmente eram, porém, foi a ficção que transformou o público, ao deixar os espectadores completarem histórias fragmentadas ou se emocionarem. “Na América Latina nós gostamos de comentar o que assistimos. Muitas das nossas conversas partem da ficção”, disse.

Compós

Professor Guillermo Orozco abordou a evolução das audiências com o advento da televisão

Guillermo Orozco também aproveitou o momento para se posicionar quanto ao suposto fim da televisão. Segundo ele, o televisor está perdendo para o móbile e as pessoas estão migrando de um aparelho para outro, no entanto a televisão e sua maneira de criar permanecerá, mesmo que sofra mudanças. Além disso, o professor sugeriu temas a serem explorados pelos pesquisadores. “Nós abandonamos alguns rituais e criamos outros. Isso vale a pena ser estudado”, completou.

Solenidade

O reitor da UFG, Orlando Amaral, o pró-reitor de Pós-graduação, José Alexandre Diniz, o pró-reitor de graduação, Luiz Mello, e o diretor da Faculdade de Informação e Comunicação da UFG, Magno Medeiros, prestigiaram a abertura do encontro e receberam os pesquisadores. A solenidade também teve a presença do presidente da Compós, Edson Fernando Dalmonte, que fez a entrega do Prêmio Compós de Dissertações e Teses 2015, e da coordenadora do evento, professora Ana Carolina Temer, que falou sobre as expectativas com o encontro.

Compós

Representantes da UFG e organizadores do evento recebem pesquisadores de todo o Brasil e do exterior

Compós

A Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação é uma sociedade civil, sem fins lucrativos, que atua principalmente no fortalecimento e qualificação das pós-graduações em Comunicação no país, estimulando o desenvolvimento teórico-científico e tecnológico na área da Comunicação.



Fonte : Ascom UFG

Categorias : Comunicação Pós-graduação Compós Fic Última Hora

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