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Conferência discute lugar do idoso na sociedade

Por Angélica Queiroz. Criada em 28/09/15 14:05. Atualizada em 28/09/15 16:15.

Palestrante abordou como o envelhecimento tem sido visto ao longo dos anos 

Texto: Italo Wolff
Fotos: Camila Caetano

Para abrir a programação do primeiro Seminário sobre Envelhecimento Social, realizado no Auditório da Faculdade de Ciências Sociais (FCS) da UFG, Câmpus Samambaia, a  professora da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), Isolda Belo da Fonte, ministrou a conferência Envelhecimento – uma geração em emergência, na manhã desta segunda-feira (28/09). Na ocasião, a conferencista tratou das mudanças de perspectivas sobre o idoso em uma sociedade cada vez mais envelhecida.

Segundo Isolda Belo da Fonte, é bastante comum que o envelhecimento seja apresentado de forma descontextualizada, como sendo totalmente positivo ou negativo, a depender do momento econômico e social. Para ela, são poucas e recentes as pesquisas sobre o envelhecimento que sejam de fato científicas. “As teorias sociais clássicas que tratam do idoso são usadas para definir o tipo de pessoa que se quer na sociedade”, afirmou. De acordo com a professora, as próprias definições de velhice são tendenciosas. Para exemplificar, Isolda Belo da Fonte citou uma definição de velhice utilizada na década de 1970: “‘Teóricos diziam que a velhice está ligada ao desinteresse, ao humor irritadiço, à desconfiança no futuro e ao desamor ao trabalho. Como se essas características não fossem também apresentadas por adolescentes”.

A professora declarou também que, no passado, as políticas públicas do Brasil foram norteadas por teorias preconceituosas. A Teoria do Desengajamento, segundo ela, legitimou a criação de clínicas geriátricas nos anos 1980, nas quais o idoso ficava confinado. A Teoria da Atividade foi a responsável pelo afastamento do idoso através de atividades sem valor social. Já a Teoria da Modernização ditava que idosos não conseguiam acompanhar a evolução da tecnologia. Para Isolda Belo da Fonte, essas teorias validam um comportamento instintivo, mas que pode ser combatido – o de afastar o idoso do grupo social em situações de falta de recursos.

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A conferência foi a abertura do primeiro Seminário Sobre Envelhecimento Social.

Preconceitos

Segundo uma pesquisa conduzida pela própria professora, 80% das pessoas internadas em clínicas geriátricas tem saúde suficiente para continuar em casa, entretanto, é comum a família alegar que se deve “aproveitar a melhor idade” afastado e sem preocupações. “O discurso de proteção à paz do idoso pode ser novo, mas a prática de afastá-lo é antiga” afirmou a professora.

Isolda Belo da Fonte reiterou a importância de debates sobre o envelhecimento, pois são parte fundamental da luta pela individualidade do idoso. Para ela, a sociedade não pode exigir homogeneidade de nenhum grupo e deve respeitar os idosos que pretendem continuar se relacionando, praticando atividades físicas e intelectuais. “Estamos muito acostumados a termos papéis definidos. É época de aprendermos a ser singulares dentro do plural”, concluiu. 

 

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Isolda Belo da Fonte apontou a resistência da sociedade ao idoso que quer continuar socialmente ativo

 

Clique aqui e confira a programação do Seminário

Fonte : Ascom UFG

Categorias : idoso Conferência envelhecimento

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