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Abertura Mostra de Filmes Mexicanos

Mostra de filmes mergulha na cultura mexicana

Por Serena Veloso Gomes. Criada em 18/08/15 10:29. Atualizada em 21/08/15 16:37.

Abertura do evento teve a participação de representante da Embaixada do México no Brasil

Em mais de 100 anos de história, o cinema mexicano passou por momentos de ápice e declínio, reflexos do próprio contexto político, social e econômico de um país que vivenciou durante esse período grandes transições. As marcas das Temporalidades, Memórias e Devaneios no Cinema Mexicano poderão ser conferidas pelo público nas produções exibidas na Mostra de Filmes Mexicanos, que está sendo realizada no Cine UFG até o dia 21 de agosto. A abertura do evento ocorreu nesta segunda-feira (17/8), com uma conferência com o segundo secretário da Embaixada do México no Brasil, Rafael Barceló Durazo, e o professor da UFG, além de curador da mostra, Luis Felipe Kojima Hirano.

Realizada em uma parceria entre UFG e Embaixada, a mostra integra o Ciclo de Cinema Mexicano, com programação em várias cidades do Brasil. Segundo um dos curadores do evento na UFG, Luis Felipe Kojima Hirano, a ideia do evento é aproximar o público da cinematografia daquele país, além de fortalecer os laços entre ambas as instituições. Já para o segundo secretário da Embaixada do México no Brasil, Rafael Barceló Durazo, a oportunidade é de conhecer um pouco mais da cultura mexicana por meio do cinema. “O cinema tem sido um espaço privilegiado para perguntar coisas e imaginar. Ele possibilita diversas formas de enxergar o mundo”, acredita ele, que trouxe durante a abertura um breve panorama do cinema no país latino-americano em décadas de história.

Abertura Mostra de Filmes Mexicanos

Rafael Barceló Durazo falou sobre a relação entre a história do cinema mexicano e transformações políticas e sociais do país

Para Rafael Barceló Durazo, os filmes de cada época expressam as próprias mudanças no contexto cultural em que foram produzidos. Um exemplo é o período denominado Época Ouro, que durou da década de 1940 a 1970, no qual as produções, além de ultrapassarem em número as de Hollywood, espelharam os avanços econômicos e transformações nos códigos e valores da sociedade com o processo de urbanização do país. “O cinema da Época de Ouro nos ajuda a entender as tensas dicotomias entre as tradições rurais e o progresso urbano. A sociedade mexicana, como em outros países da América Latina, começava a ficar muito mais diversa e complexa”, argumentou.

Da mesma forma, ele apontou a relação entre a crise estética instituída nos filmes comerciais das décadas de 1970 e 1980 e o próprio declínio político vivenciado no período. No entanto, foi justamente tais dificuldades que também motivaram o surgimento obras críticas, o que veio a impulsionar anos depois o renascimento do cinema mexicano, que se voltou a temas de relevância social como as influências dos avanços da modernidade, as mudanças comportamentais, o individualismo e as diferenças sociais. São abordagens que foram resgatados nas produções atuais, porém reformulados segundo os novos valores sociais, além de privilegiarem assuntos introspectivos. " Essa é a maior contribuição do cinema: conseguirmos achar um pedaço de nós nas histórias dos outros", finalizou Rafael Barceló Durazo.

A mostra continua até o dia 21 de agosto. Confira a programação.

 

Abertura Mostra de Filmes Mexicanos

Público debateu com representante da Embaixada do México no Brasil sobre assuntos do cinema mexicano

 

Ciclo de Cinema Mexicano

Durante a mostra, cinco filmes serão exibidos no Cine UFG, em sessões ao meio dia e às 17h30. O curador Luis Felipe Kojima Hirano explica que a escolha dos filmes para a passagem do Ciclo em Goiânia levou em conta as grandes produções das décadas de 1970 e contemporâneas sob o viés político, mas, sobretudo unidas pelo tema central da mostra. “A temporalidade, a memória e o devaneio são elementos que unem a cinematografia brasileira e a mexicana, cinemas que buscaram pensar os dilemas e potencialidades, utopias e memórias, silenciadas diante de sucessivas crises políticas e econômicas”, destacou durante a abertura do evento. A mostra também tem curadoria do professor do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (Ppgas) da UFG, Roberto Lima.

Além de Goiânia, durante todo o ano o Ciclo de Cinema Mexicano passará por oito cidades no Brasil, cada uma com seleções de filmes diferenciadas. São elas: Brasília, Salvador, Belém, Ceilândia, Gama, Taguatinga, Rio de Janeiro, Manaus e Curitiba. Em entrevista ao Portal UFG, o segundo secretário da Embaixada do México no Brasil, Rafael Barceló Durazo explicou como se deu o processo de elaboração do Ciclo e a importância do evento na divulgação do cinema produzido em seu país.

Confira a entrevista com Rafael Barceló Durazo sobre o Ciclo de Cinema Mexicano.

Abertura Mostra de Filmes Mexicanos

Após a conferência, foi exibido o documentário Intimidades de Shakespeare e Victor Hugo, da diretora Yulene Olaizola

Fonte : Ascom UFG

Categorias : mostra de cinema Embaixada México Cine UFG

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