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Situação das instituições que apreendem menores infratores é discutida em evento da UFG

Especialistas discutem realidade de instituições que apreendem menores infratores

Por Wanessa Olímpio. Criada em 19/06/15 17:59. Atualizada em 22/06/15 08:22.

Evento da Faculdade de Educação debateu desafios do sistema socioeducativo em Goiás

Texto: Wanessa Olímpio

Foto: Adriana Silva

Desafios e perspectivas para o Sistema Socioeducativo em Goiás foram discutidos em mesa-redonda na UFG. A atividade, que fazia parte da programação do I Encontro Socioeducativo do Estado de Goiás, reuniu representantes de diversos órgãos e instituições do Estado para debaterem os problemas enfrentados pelas instituições goianas que apreendem menores infratores. Segundo os participantes, os problemas são históricos e a reinserção dos adolescentes e jovens que cometeram infrações é o principal desafio para o Estado. O encontro ocorreu na tarde da última quinta-feira, 18/06, na Faculdade de Direito da UFG.  

O representante do Núcleo de Estudos sobre Criminalidade e Violência (Necrivi) da UFG, Dione de Carvalho Santinabes, destacou que o sistema socioeducativo goiano tem priorizado manter os adolescentes infratores em regime fechado, em vez de trabalhar a reinserção dos menores em meio aberto. “Nos temos observado que estamos mantendo um tipo de regime para adolescentes que cometeram atos infracionais muito parecidos com os que eram praticados no Brasil no século XIX e no início do século XX”, disse.

De acordo com Santinabes, os adolescentes encontrados em centros socioeducativos têm um perfil socioeconômico parecido. Segundo ele, geralmente os adolescentes são de famílias de baixa renda. “De acordo com o nosso levantamento, considerando só os de meio aberto, 86% deles são de família com uma renda de até três salários mínimos. Além disso, a maioria dos jovens que estão no centro de internação é de adolescentes não brancos, pretos e pardos. Esse perfil é o mesmo de um século atrás”, enfatizou.

O representante do Necrive também afirmou que o sistema prisional é pior do que o socioeducativo e por isso não existem motivos para optar pelo primeiro: “Não há o porquê se empenhar e se esforçar em um sistema que já se mostrou ineficiente ao longo dos anos”.

 

Participantes debatem as perspectivas para o Sistema Socioeducativo

Participaram também do debate, o promotor de justiça do Ministério Público de Goiás, Wesley Branquinho, o psicólogo do Centro de internação Provisória Socioeducativo, Rogério Lourenço de Morais,  o sociólogo do Grupo Executivo de Apoio a Crianças e Adolescentes (Gecria), Rogério de Araújo, e a psicóloga da Superintendência Especial do Governo de Goiás, Camila Trajano.

 

Participantes conhecem dados sobre o sistema em Goiás

Para a servidora do Gecria, Juliana Chagas, que estava prestigiando a discussão, o evento é uma oportunidade para encontrar caminhos e soluções para o sistema socioeducativo no Estado.“Com pessoas de diversos órgãos expondo diferentes olhares, o debate se torna bastante proveitoso. Precisamos da articulação desses órgãos para encontrarmos medidas tanto em meio aberto quanto em meio fechado", defendeu.

 

 

 

Fonte : Ascom UFG

Categorias : destaque redução da maioridade penal socioeducação

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