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Unindo o passado e o presente, Ateliê Tipográfico é inaugurado na UFG

Por Caroline Pires. Criada em 08/12/14 08:39. Atualizada em 08/12/14 12:50.

Evento teve o lançamento do primeiro livro produzido tipograficamente pelo Cegraf

Texto: Caroline Almeida

Fotos: Carlos Siqueira

A primeira tipografia reativada em Goiás começou a funcionar na Universidade Federal de Goiás (UFG). Inaugurado na última quinta-feira (04/12), o Ateliê Tipográfico do Centro Editorial e Gráfico (Cegraf) da UFG recebeu os primeiros visitantes, que puderam ver de perto as máquinas que estão sendo utilizadas no processo de renascimento da tipografia em Goiás. Impressoras tipográficas e linotipos, que estão na Universidade desde a década de 1960, quando pertenciam à Imprensa Universitária da UFG, foram utilizadas para a produção do primeiro livro tipográfico do Ateliê, lançado no dia da inauguração. Orchideas, da goiana Leodegária de Jesus, foi a obra escolhida para estrear o processo. A cerimônia de inauguração foi realizada na gráfica da UFG, que recebeu grande público.

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Reitor em exercício e pró-reitor de Graduação da UFG, Luiz Mello, e o diretor do Cegraf, Antón Corbacho Quintela, realizam descerramento de placa no Ateliê Tipográfico

Segundo o diretor do Cegraf, Antón Corbacho Quintela, a quantidade de pessoas que prestigiaram a inauguração traduziu o interesse por esta forma distinta de criação. “Isso demonstra que as pessoas se interessam e gostam dos velhos processos artesanais, que ajudam a reviver um pouco da história”, explicou. Para ele, a participação do público reforça o objetivo do Ateliê que pretende também reavivar a Imprensa Universitária da UFG e preservar a história das artes gráficas da Universidade. “Nossa missão é colocar a tipografia a serviço da comunidade da UFG, com portas abertas para visitação e com a produção voltada para essa comunidade”, acrescentou Antón Corbacho.

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Parceria entre a Cidade de Goiás e o Cegraf deu origem à Coleção Cidade de Goiás. Diretor do Cegraf, Antón Corbacho Quintela, ao lado da prefeita da Cidade de Goiás, Selma Bastos, da diretora da Regional Goiás, Maria Meire de Carvalho, e da secretária de Cultura da Prefeitura da Cidade de Goiás, Goiandira de Fátima Ortiz de Camargo

“Sinceramente, eu pensava que a tipografia seria algo guardado apenas na minha memória”, disse, saudosamente, o tipógrafo Paulo César Silva, que expressou orgulho pela participação na produção de Orchideas. “Achava que nunca mais iria trabalhar com isso e tive a oportunidade de resgatar toda aquela arte. Estou muito satisfeito por estar junto ao Cegraf e ao Ateliê Tipográfico, que estão resgatando um trabalho muito interessante”, completou.

Entre os componentes da mesa diretiva simbólica, estiveram o reitor em exercício e pró-reitor de Graduação da UFG, Luiz Mello; a prefeita da Cidade de Goiás, Selma Bastos; a diretora da Regional Goiás, Maria Meire de Carvalho; a secretária de Cultura da Prefeitura da Cidade de Goiás e professora da Faculdade de Letras (FL/UFG), Goiandira de Fátima Ortiz de Camargo; a professora da Faculdade de Ciências Sociais (FCS/UFG) e diretora do Cegraf no período de 1998 a 2000, Nei Clara de Lima; o professor da Faculdade de Educação (FE/UFG) e diretor do Cegraf no período de 2000 a 2006, Adão José Peixoto; o juiz de direito do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás e coordenador-geral da Imprensa Universitária no período de 1978 a 1981, Carlos Roberto Fávaro, e a autora do estudo crítico introdutório do livro Orchideas, Darcy França Denófrio.

Orchideas

Escrito em 1928, o livro Orchideas, de Leodegária de Jesus, inaugura a série “Coleção Cidade de Goiás”, lançado em parceria entre o Cegraf, a Regional Goiás da UFG e a Prefeitura da Cidade de Goiás, por meio da Secretaria de Cultura. Segundo o diretor do Cegraf, a obra foi escolhida pelo pioneirismo da autora, que foi a primeira mulher a publicar um livro em Goiás.

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Lançado em 1928, livro de Leodegária de Jesus foi escolhido para a estreia do Ateliê Tipográfico

A autora do estudo crítico introdutório do livro Orchideas, Darcy França Denófrio, explicou que Leodegária de Jesus foi pioneira em vários sentidos. “Em uma época em que a mulher vivia praticamente em prisão domiciliar, ela havia aprendido até latim, que lhe foi ensinado pelo pai. Ela foi uma pessoa que se preparou muito”, disse.

Site

No evento, também foi apresentado o site do Ateliê Tipográfico, que possui arquivos históricos da Universidade. Entre eles, o catálogo, em reconstrução, das publicações da Imprensa Universitária da UFG, da sua fundação, em 1963, até a fundação da Editora UFG, em 1978, além de plantas das fachadas da primeira sede, fotos e documentos simbólicos da Imprensa Universitária e do Cegraf.

Fonte : Ascom/UFG

Categorias : Cegraf última hora

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