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Universidade discute avanços de suas ações de acessibilidade

Universidade discute avanços de suas ações de acessibilidade

Por Camila Godoy. Criada em 23/09/14 16:08. Atualizada em 26/09/14 16:46.

I Seminário de Acessibilidade da UFG discute desafios para o meio acadêmico 

Permeando o Dia Nacional de Luta da Pessoa Deficiente, comemorado no último domingo, 21/09, a Universidade Federal de Goiás (UFG) tem promovido o I Seminário de Acessibilidade da UFG. Na semana passada, o encontro aconteceu no Auditório da Escola de Engenharia, da Regional Goiânia. Nesta terça-feira, 23/09, o evento está sendo realizado na Regional Cidade de Goiás, na quarta-feira, 24/09, será na Regional Catalão, e dia 30/09, na Regional Jataí.

Tradução

Os deficientes auditivos puderam contar com a tradução simultânea, por meio da linguagem de sinais

O propósito do seminário é que toda a instituição amplie a discussão sobre acessibilidade no Ensino Superior, tanto do ponto de vista conceitual, quanto pela busca de soluções às dificuldades de efetivação de ações. As questões legais e suas possibilidades também serão discutidas no evento. Em cada regional da UFG será implantado um núcleo de acessibilidade e esses estarão ligados ao Sistema dos Núcleos de Acessibilidade (Sinace). A criação do sistema está na pauta da próxima reunião do Conselho Universitário (Consuni).

 “O tema acessibilidade entrou na agenda dos governos e das instituições, de maneira muito forte. Na UFG, essa é uma preocupação presente há, pelo menos, duas gestões”, explicou reitor da UFG, Orlando Amaral, durante o I Seminário sobre Acessibilidade, realizado na Regional Goiânia.

Orlando acessibilidade

Reitor da UFG afirmou que ser referência em acessibilidade é uma prioridade para a UFG

Orlando Amaral também lembrou o quanto a universidade avançou com a implantação de ações, como a criação do Núcleo de Acessibilidade (NA), mas, destacou que ainda há muito para crescer. “Queremos ser referência nesta discussão e nas práticas de acessibilidade, não só em prol da acolhida aos necessitados especiais, mas com ações institucionais, curriculares”, afirmou o reitor.

Organizado pelo Núcleo de Acessibilidade da UFG, ligado à Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), em parceria com o Departamento de Desenvolvimento de Recursos Humanos (DDRH), ligado à Pró-Reitoria de Desenvolvimento Institucional e Recursos Humanos (Prodirh), o I Seminário de Acessibilidade, realizado em Goiânia, contou ainda com as presenças dos pró-reitores Geci José Pereira da Silva (Prodirh), Luiz Mello (Prograd), Elson Ferreira, da Pró-reitoria de Assuntos da Comunidade Universitária (Procom), bem como dirigentes da Biblioteca Central e do Centro de Gestão do Espaço Físico (Cegef).

Publico

Diversos portadores de necessidades especiais, integrados à comunidade acadêmica, também participaram do evento

Mesas-redondas

 As discussões foram pontuadas em dois momentos. A primeira mesa-redonda abordou sobre “Marcos políticos, legais e pedagógicos da acessibilidade no ensino superior. Programa Incluir na UFG e a criação do Núcleo de Acessibilidade”, oportunidade em que o professor Ricardo Antônio Gonçalves Teixeira, ex-diretor do NA, fez uma retrospectiva da legislação referente à acessibilidade e sobre a evolução das ações na UFG e dos recursos do governo federal.

Ricardo Antonio

O professor Ricardo Antônio Gonçalves Teixeira, ex-diretor do Núcleo de Acessibilidade, fez uma retrospectiva da legislação e das ações da UFG referentes à acessibilidade

A segunda mesa-redonda abordou o tema “A realidade da UFG e Perspectivas de Acessibilidade”, sob mediação do diretor do NA, Régis Henrique dos Reis Silva, com a participação do psicólogo e mestre em Antropologia, Jorge Antônio Monteiro de Lima, que falou sobre pesquisas que relatam experiências dos portadores de necessidades especiais, e da diretora dos Sistemas de Bibliotecas (Sibi), Maria Silvério da Silva Siqueira, que falou sobre as ações de acessibilidade à informação em prática pelo Sibi.

Jorge Antônio

Mesa-redonda discutiu sobre a acessibilidade do ponto de vista do portador de necessidade especial

 

Consenso social x práticas de acessibilidade

O pró-reitor de graduação, Luiz Mello, ressaltou que “os direitos do deficiente encontram consenso na sociedade, mas falta o respaldo prático, as condições objetivas, para que a presença dessas pessoas seja legítima”. E reforçou: “Toda pessoa que chega à universidade tem de encontrar condições para participar das atividades, desde as atividades acadêmicas a um show cultural e essa é uma questão que diz respeito a toda comunidade acadêmica”.

Luiz Mello citou algumas iniciativas vigentes na UFG, como as rodas de conversas específicas com estudantes com deficiência e a criação de uma bolsa inédita de pós-graduação, para esse segmento, que visam acolher os portadores de necessidades especiais e colher subsídios para a política de acessibilidade da instituição.

O pró-reitor de graduação também ponderou que é preciso conseguir recursos para corrigir problemas históricos de acessibilidade na universidade e sugeriu a busca de parcerias, com a iniciativa privada e com ex-alunos. Ele elogiou a iniciativa de realização do evento na Escola de Engenharia “uma forma de envolver e de sensibilizar mais os futuros engenheiros sobre as questões que envolvem essa temática”, disse.

Geci José da Silva, pró-reitor de Desenvolvimento Institucional e Recursos Humanos, fez um retrospecto das ações de acessibilidade da UFG, especialmente a partir da criação do Núcleo de Acessibilidade, em 2007, “o início do trabalho que visa proporcionar a todos qualidade de vida na universidade, que diz respeito a toda a comunidade e que é permanente. Devemos estar focados: entender, planejar e replanejar, a fim de contemplar a acessibilidade.

Inclusão

 O reitor Orlando Amaral citou algumas das ações que contribuem para a construção da política de inclusão da UFG, como a adesão ao programa de cotas, as turmas especiais de Direito (Regional Cidade de Goiás) e de Pedagogia (Regional Cidade de Goiânia) para Assentados da Reforma Agrária, a implantação dos cursos de Licenciatura Intercultural Indígena e de Libras, na Regional Goiânia, do curso Educação para o Campo, nas Regionais Catalão e Cidade de Goiás, entre outras.

Sobre as ações a acessibilidade, os representantes do Cegef, Paulo Menezes e Leonardo Dimitry, falaram do envolvimento do órgão, especialmente nas adequações dos espaços físicos. Eles citaram as principais reformas realizadas e a concepção dos novos projetos arquitetônicos que já contemplam a acessibilidade.

Bolsa de pós-graduação

Entre as novidades anunciadas durante o I Seminário de Acessibilidade está o lançamento do edital, esta semana, que contempla com bolsas de mestrado pessoa com deficiência, indígena e quilombola. Nesse primeiro edital do Programa Afirmativo Institucional de Bolsas de Pós-Graduação são oferecidas três bolsas de R$ 1.500,00, uma para cada categoria. O período de inscrição é de 22 a 30 de setembro. A iniciativa é ligada à Coordenadoria de Ações Afirmativas da Prograd. 

Fonte: Ascom

Categorias: última hora Acessibilidade seminário