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Profissionais da saúde conhecendo o aplicativo

UFG e Secretaria Municipal de Saúde lançam RADDAR

Por Camila Godoy. Criada em 10/06/14 13:03. Atualizada em 21/08/14 11:47.

Aplicativo possibilitará rápida identificação para tratamento de casos de doenças transmissíveis

Texto: Camila Godoy

Fotos: Carlos Cirqueira

A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, em parceria com o Grupo Integrado de Ações Contra a Dengue (Giad) da UFG, lançou na manhã desta terça-feira, 10/06, a Rede Avançada para Detecção e Diagnóstico de Agravos para Resposta (RADDAR), que faz parte do programa "Médico Sentinela", desenvolvido pela Diretoria de Vigilância em Saúde do município. O evento reuniu membros da secretaria de saúde e equipe da universidade envolvidos no desenvolvimento da rede.

A RADDAR funcionará com o uso de um aplicativo, de mesmo nome, para smartphones, que possibilitará o monitoramento dos atendimentos feitos pelos médicos das redes pública e privada de Goiânia. Uma vez por semana, o aplicativo alertará os profissionais para repassarem as informações sobre detectação e tratamento de doenças endêmicas, como dengue, influenza e pneumonia. O software possibilitará uma rápida identificação e tratamento dos casos de doenças transmissíveis.

Para o coordenador do projeto, professor João Bosco Siqueira Júnior, do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP) da UFG, o aplicativo é simples e objetivo: "É uma ferramenta que os médicos usarão por um minuto, mas que permitirá a verificação de doenças novas e remanescentes de forma oportuna".

Professor João Bosco Siqueira Junior e diretora de Vigilância em Saúde de Goiânia, Flúvia Amorim apresentam o projeto

Professor João Bosco Siqueira Júnior e diretora de Vigilância em Saúde de Goiânia, Flúvia Amorim, apresentam o projeto 

O software também fornecerá aos profissionais um relatório sobre informações coletadas. "Normalmente os médicos preenchem muitos papéis, mas não o retorno das informações. Agora, o aplicativo devolverá informações a quem as fornece", explicou João Bosco.

Além dos profissionais da área da Saúde, que poderão acessar o aplicativo, a rede também fornecerá uma página eletrônica na internet que poderá ser acessada pela população e que fornecerá dados e informações coletados pelos médicos.

DESAFIO

Agora, o grande desafio, de acordo com o secretário de Saúde de Goiânia, Fernando Machado, é a difusão do aplicativo entre os profissionais da rede privada. Para tanto, será utilizada a estratégia de contactar médicos, "pessoas chaves", que entrarão em contato com outros profissionais, explicando o uso do aplicativo e estabelecendo uma espécie de rede. Hoje, já são 15 médicos infectologistas da rede privada que confirmaram o uso do aplicativo.

Profissionais da saúde conhecendo o aplicativo

Profissionais da área da Saúde conhecendo o aplicativo RADDAR

A UFG E O APLICATIVO

O reitor da UFG, Orlando Amaral, destacou a importância da parceria entre a universidade e a Secretaria Municipal de Saúde. "Há pouco tempo, a UFG ficava confinada atrás de seus muros, agora, com o surgimento de um aplicativo como o RADDAR, a instituição mostra que seus estudos podem ter uma grande repercussão na sociedade", afirmou.

Reitor Orlando Amaral fala sobre parceria da UFG com Secretaria de Saúde

Reitor Orlando Amaral falou sobre parceria da UFG com a Secretaria Municipal de Saúde

Sob o aparato da Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PRPG), a UFG vem trabalhando na prevenção contra a dengue há cerca de quatro anos. Desde então, professores do IPTSP e do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) se uniram para pensar em ações conjuntas de prevenção, extensão e interdisciplinaridade.

A coordenadora do Grupo Integrado de Ações Contra a Dengue da UFG, Ellen Synthia de Oliveira, explicou que o grupo monitora criadouros do mosquito Aedes aegypti dentro da universidade. No entanto, o Giad percebeu a necessidade de aliar o uso da tecnologia em seus trabalhos.

Foi então que o professor Fábio Costa, do Instituto de Informática (INF), foi convidado para desenvolver o aplicativo. Ele comentou que na mesma época tinha um orientando que queria desenvolver um software como trabalho de conclusão de curso. “Foi uma feliz coincidência”, avaliou. Assim, desde agosto de 2013, o RADDAR vem sendo desenvolvido e aperfeiçoado.

Ellen Synthia de Oliveira destacou ainda que já está sendo desenvolvido outro aplicativo que auxiliará os participantes dos trabalhos do Giad a relatarem os locais de criadouros do mosquito transmissor da dengue. A ideia é que o projeto seja ampliado para todo o município.

Equipe de profissionais da universidade que participaram do desenvolvimento do aplicativo

Equipe de profissionais da universidade que participaram do desenvolvimento do aplicativo

Categorias : lançamento RADDAR última hora

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