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Universidade, Ci_ncia e Socied

Por Administrador do. Criada em 19/05/04 08:04.
2_ Mostra Cultural Milton Santos

Data: 25 a 28 de maio de 2004

Locais:
UFG Para a Sociedade (Araguaia Shopping - Rodovi_ria Central)
UFG Para a Escola (Campus II - Samambaia)
Debates (Campus I - Pra_a Universit_ria / Campus II - Samambaia)
Caf_ de Id_ias (Complexo Cultural Chafariz - Pra_a Universit_ria)
Apresenta__es Art_sticas (Complexo Cultural Chafariz - Pra_a Universit_ria / Campus II - Samambaia / Araguaia Shopping - Rodovi_ria Central)
Exposi__o Fotogr_fica (Complexo Cultural Chafariz - Pra_a Universit_ria)

Sobre Milton Santos

VIDA
Milton Santos nasceu em Brotas de Maca_bas, no interior da Bahia, em 1926. Os pais, professores prim_rios, o alfabetizaram em casa. Aos 8 anos, j_ havia conclu_do o equivalente ao curso prim_rio. Neto de escravos por parte de pai, foi incentivado a estudar sempre e muito.
Dos 8 aos 10 anos, por exemplo, quando vivia em Alcoba_a, aprendeu franc_s e boas maneiras, sempre em casa, enquanto aguardava o tempo para ingressar no ginasial.

Os benef_cios de sua aplica__o nos estudos o pa_s nunca poder_ negar, mas o ge_grafo confessava uma frustra__o: embora Alcoba_a seja um peda_o de terra entre o Oceano Atl_ntico e um rio, Milton, sempre _s voltas com livros, nunca aprendeu a nadar. Da mesma forma, nunca participou das peladas e jamais entrou num est_dio de futebol.

J_ em Salvador, custeava suas aulas no col_gio lecionando Geografia na pr_pria escola aos alunos do que seria atualmente o ensino m_dio. Depois, incentivado por um tio advogado, cursou Direito. Diplomado, n_o chegou a exercer a profiss_o; prestou concurso p_blico para professor secund_rio e foi lecionar Geografia em Ilh_us. Iniciou, ent_o, carreira repleta de desafios, n_o raro impostos pela sua condi__o de negro.
Rodou o mundo, estudando e lecionando, numa trajet_ria impressionante. Aprendeu e ensinou na Europa, Am_ricas e _frica. Fez trabalhar em seu favor o doloroso ex_lio que a ditadura militar lhe imp_s por treze anos.

Foi professor visitante da Universidade de Stanford, na C_tedra de Joaquim Nabuco (97-98). Foi Diretor de Estudos em Ci_ncias Sociais, Escola de Altos Estudos em Ci_ncias Sociais (Paris 1998). Consultor das Na__es Unidas, OIT, OEA e UNESCO. Consultor junto aos governos da Arg_lia e Guin_ Bissau. Consultor junto ao Senado Federal da Venezuela para quest_es metropolitanas. Membro do comit_ assessor do CNPq e ex-coordenador da Comiss_o de Coordena__o dos Comit_s Assessores do CNPq (82-85). Coordenador da _rea de Arquitetura e Urbanismo da FAPESP (Funda__o para o Amparo a Pesquisa no Estado de S_o Paulo, 91-94). Membro da Comiss_o de Alto n_vel do Minist_rio da Educa__o, encarregada de estudar a situa__o de ensino no pais (98-90). Membro da comiss_o especial da Assembl_ia Constituinte do estado da Bahia, encarregado de redigir um ante-projeto de Constitui__o Estadual (89). Presidente da Associa__o Nacional de P_s-gradua__o e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ANPUR 91-93). Presidente da Associa__o de P_s-gradua__o e Pesquisa em Geografia (ANPEGE 93-95).
Em 1994, recebeu o Pr_mio Internacional Vautrin Lud, correspondente ao Nobel da Geografia, tendo como proponente o professor Jorge Gaspar, da Universidade de Lisboa. Costumava dizer que, a partir desse pr_mio, a m_dia brasileira lhe abrira as portas. Recebeu-o na pequena cidade de Saint-Di_ des Vosges, coincidentemente na regi_o da cidade de Strasbourg onde havia defendido, na d_cada de 50, o seu doutorado. Pela primeira vez na hist_ria desse pr_mio, ele era outorgado a um ge_grafo que n_o era nem franc_s nem norte-americano.

O professor em_rito da Universidade de S_o Paulo, USP, tinha como uma de suas convic__es que os pobres, por conhecerem a _experi_ncia da escassez_, t_m de ser necessariamente criativos para sobreviver. Por esse racioc_nio, Milton Santos via nos exclu_dos os leg_timos portadores da _vis_o do real e do futuro_, pois sentem cotidianamente na pele as mazelas da globaliza__o e do neoliberalismo. Identificava neles os protagonistas de uma grande virada nesse jogo e, no Brasil, pa_s que ostenta uma das piores distribui__es de renda do mundo, um palco privilegiado para a guinada. N_o _ toa, nutria grande simpatia por movimentos como o MST.

Milton Santos escreveu mais de quarenta livros em diversas l_nguas, sendo Por Uma Outra Globaliza__o, A Natureza do Espa_o, A Urbaniza__o Brasileira, Metamorfoses do Espa_o Habitado, Novos Rumos da Geografia Brasileira e O Trabalho do Ge_grafo no Terceiro Mundo algumas das obras mais importantes desse autor, considerado um dos intelectuais brasileiros de maior reconhecimento no exterior. Sua obra _ uma refer_ncia para todos aqueles que pretendem compreender de maneira cr_tica o mundo atual. Via a geografia n_o apenas como t_cnica, mas como reflex_o. Um pensador otimista, antes de mais nada, que conseguiu distinguir o novo da novidade, conceitos que ele diferenciava radicalmente.
Um ge_grafo s_rio e combativo. N_o poupou ningu_m de suas severas cr_ticas. Pol_ticos, intelectuais, colegas de departamento e at_ mesmo seus alunos mais fi_is. Faleceu em junho de 2001, v_tima de c_ncer, em S_o Paulo.

Fonte : ADUFG ; Portal Milton Santos ; Rabisco

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