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Lapig/UFG lança ferramenta em prol da preservação do Cerrado

Em 10/11/20 16:43. Atualizada em 11/11/20 11:03.

A Plataforma de Conhecimento do Cerrado convida instituições de todo o país a colaborar com dados, evitando a duplicidade de esforços

Texto: Caroline Pires

Com o objetivo de reunir e possibilitar o acesso fácil e intuitivo a informações confiáveis sobre o bioma Cerrado, além de oferecer dados sobre uso de solo, biodiversidade e socioeconomia, o Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG/UFG), lança a Plataforma de Conhecimento do Cerrado na próxima segunda-feira, 16/11, às 10h. A transmissão será feita pelo canal da Plataforma de Conhecimento do Cerrado no YouTube e foi possível graças à parceria com o Critical Ecosystem Partnership Fund (CEPF - Cerrado). Os participantes podem se inscrever para receber certificado. Também no dia 16/11, às 14h, será realizada uma capacitação para utilização da plataforma. 
A ferramenta permite que pesquisadores de todo o mundo possam colaborar com a plataforma, inserindo dados, mapas, ou informações geoespaciais que irão oferecer conhecimento sólido para subsidiar políticas públicas ou programas de conservação para a preservação do ameaçado bioma Cerrado. Além de permitir o compartilhamento de informações, a plataforma mune a sociedade com uma visão unificada e organizada sobre o bioma, promovendo a conscientização sobre o tema.
Manuel Ferreira, professor e coordenador geral da Plataforma de Conhecimento do Cerrado, explica que existem várias plataformas de dados que disponibilizam informações geográficas sobre diversos biomas. Contudo, muitas das vezes esse enorme volume de informações de instituições públicas, privadas, organizações não governamentais não se comunicam. “Por isso a importância de incentivar esse compartilhamento, para evitar a duplicação de esforços em um mesmo sentido. Queremos que essas informações auxiliem projetos no Cerrado, reunindo dados e favorendo o acesso", destacou.
A expectativa do professor é que a Plataforma se estabeleça de maneira permanente para receber dados oriundos das mais diversas pesquisas e instituições. “Essa colaboração entre pesquisadores e instituições promove uma cultura de colaboração que de fato gera um resultado positivo para a conservação do bioma Cerrado”, concluiu.

Mudança de cultura
Além de ser uma ferramenta que oferece os dados de forma aberta e de fácil acesso, para munir a sociedade com informações confiáveis sobre o bioma Cerrado, a plataforma valoriza a cooperação e difusão da ciência entre a sociedade em geral.
A ferramenta já será lançada contando com informações do bioma oriundas do banco de dados do Lapig e de instituições parceiras do laboratório. "À medida que a plataforma trouxer informações na forma de mapas, gráficos e tutoriais, acreditamos que poderemos também sensibilizar gestores, programas governamentais, para reverter processos ligados à redução dos recursos hídricos, perdas de biodiversidade, ou contaminação de solos, por exemplo”, afirmou.
Por fim, Manuel Ferreira reforçou a necessidade de que haja a colaboração de mais e mais parceiros para o fortalecimento da Plataforma e sua efetiva atuação. “Nosso objetivo maior é proteger o bioma Cerrado que é seriamente ameaçado de extinção e que tem enfrentado tantos danos”, defendeu. Segundo ele, a permanente alimentação do banco de dados é fundamental para o impacto social e o sucesso do projeto.

Proteção de biomas ameaçados
O CEPF atua mundialmente favorecendo a transferência de recursos, visando a promoção de transformações na sociedade, com o objetivo de proteger biomas ameaçados. No Brasil, o CEPF atua por meio do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).
O Lapig concorreu em 2018 ao edital da instituição com a proposta de agregar informações produzidas no Bioma Cerrado e para a sua preservação. “A plataforma terá grande utilidade também para auxiliar outros projetos financiados pelo CEPF, que precisam de um ambiente computacional com estrutura suficientemente robusta para receber e disponibilizar os dados e informações produzidas. Nosso objetivo é evitar que as informações fiquem literalmente perdidas ou engavetadas nas instituições”, finalizou.

 

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Fonte: Secom/UFG

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