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UFG estuda o uso de tecnologias em atividades acadêmicas durante a pandemia

Criada em 27/04/20 12:46. Atualizada em 05/05/20 16:54.

Grupo de trabalho analisa a possibilidade de utilizar Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) em atividades de ensino, pesquisa e extensão

Texto: Caroline Pires
 
A Universidade Federal de Goiás (UFG) estabeleceu Grupo de Trabalho com o objetivo de realizar um diagnóstico da viabilidade de expansão de atividades acadêmicas mediadas por Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs). Para isso, foram estabelecidas quatro frentes de ação com.a criação de sub grupos : Ensino Básico e Graduação, Pós-graduação e Pesquisa, Tecnologias e Suporte e Extensão e Cultura. Por meio de um mapeamento da realidade da Universidade, o grupo analisa a viabilidade de estabelecer estratégias para a incorporação da Educação a Distância e das TDICs em projetos e atividades acadêmicas na UFG, durante a pandemia da Covid-19. A ideia para a criação do Grupo de Trabalho surgiu em reunião de diretores de Unidades Acadêmicas, realizada no dia 8 de abril, e conta com a contribuição de quase 40 professores das mais diversas áreas do conhecimento.

O Grupo de Trabalho é coordenado pela vice-reitora da UFG, profa. Sandramara Matias Chaves. " Nossa Universidade tem feito essa discussão com muito bom senso, de forma responsável e compromissada, considerando as especificidades da comunidade acadêmica. Esse momento é novo para nós e esse grupo tem sido fundamental, agradecemos o intenso trabalho desenvolvido", afirmou a vice-reitora.


A frente das discussões quanto a área de Educação Básica e Graduação, a professora Jaqueline Civardi, pró-reitora de graduação, explica que o grupo tem trabalhado para delinear o potencial do uso dessas tecnologias. Segundo ela, estão sendo mapeados os objetos de aprendizagem disponíveis na UFG, bem como discutido como o ensino a distância pode ser utilizado do ponto de vista de estudantes e professores. A expectativa é analisar a médio prazo os dispositivos legais estabelecidos pelo Ministério da Educação no início do ano que permitem o cumprimento de até 40% da carga horária de cursos presenciais a distância. "Temos trabalhado de forma simultânea em várias frentes para atender as emergências com relação ao ensino e conseguir implementar estratégias adequadas diante da condição atual de pandemia", afirmou.  


No que se refere a Pós-graduação e Pesquisa, o professor Laerte Guimarães, destaca que desde o início da pandemia grande parte das atividades da área continuam mantidas, como a realização de reuniões administrativas e de orientação de estudantes, defesas, produções de artigo, entre outras. Para chegar a essa conclusão, os coordenadores de curso Lato e Stricto sensu preencheram um formulário que além de demonstrar a manutenção das atividades, apontou futuras ações do grupo de trabalho. "A conclusão que chegamos é que a Pós-graduação da UFG não parou e  seguimos avançando com nossas pesquisas", destacou o pró-reitor.
Segundo ele, o questionário deixou claro a intenção da quase integralidade dos programas de Pós-graduação em manter o seu funcionamento, de forma remota. Contudo, ele ressalta que para isso deve ser levando em conta as particularidades de cada área. "A realização das atividades de forma remota deve ser feita por adesão e de maneira consensual pelos programas", frisou. O professor adiantou ainda que em breve professores e estudantes dos programas de pós-graduação da UFG também serão convidados a preencher um questionário para que possam ser estabelecidas novas estratégias para a continuidade das ações. 

 

Já o grupo que trata da Extensão e Cultura realizou um levantamento junto aos coordenadores de ações para avaliar as demandas por uso de TDICs durante o período de isolamento social. O questionário demonstrou um interesse de 75% dos participantes em desenvolver atividades da área em ambiente virtual. "Adotaremos como projeto piloto no Projeto de extensão Oficina de Música da EMAC, que já havia mostrado interesse pelo diretor e coordenador", adianta a Pró-reitora de Extensão e Cultura, Lucilene Sousa. Segundo ela, o próximo passo do sub grupo de trabalho é estabelecer um fluxograma de orientação aos coordenadores de ações de extensão e cultura que desejem aderir ao uso das TDICs para sua atividades.


Tecnologia e suporte


Para que as TDICs possam ser utilizadas de forma mais ampliada pela universidade é necessário o levantamento de dados e informações sobre o acesso da comunidade acadêmica da UFG a essas tecnologias. Para isso, a Secretaria de Tecnologia e Informação (SeTI) apresentou dados dos anos de 2019 e 2020 que foram obtidos pelo Analisa Dados UFG e o Questionário do Módulo Processo Seletivo Consolidação de Dados (DGT/Prograd). Neste ano, um total de 89.14% da comunidade acadêmica respondeu ao formulário que concluiu que entre eles 93% possuem acesso a internet e 84% tem computador em casa. 
O Secretário de Tecnologia e Informação da UFG, Leandro Oliveira, reforça que pelo GSuite toda a comunidade de estudantes, técnicos-administrativos e docentes tem uma série de ferramentas úteis para que sejam mantidas grande parte das atividades administrativas e acadêmicas. "Nosso objetivo é apresentar ao Grupo de Trabalho principal o que já temos hoje disponível para auxiliar na implementação desse processo", explicou. Ele lembra ainda que, além das várias funcionalidades do GSuite, o portal do serviço de conferência web da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (MConf/RNP) pode ser utilizado para defesas pelos programas de Pós-graduação. 

No final de abril foi realizada uma nova reunião por teleconferência com todo o Grupo de Trabalho para definição dos próximos passos relativos ao uso das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação pela UFG durante o período de isolamento social.

Fonte: Secom/UFG

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