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Artista e Professor da FAV/UFG é um dos premiados no Troféu Tiokô 2019

Artista e Professor da FAV é um dos premiados no Troféu Tiokô 2019

Criada em 02/12/19 14:29. Atualizada em 02/12/19 17:47.

Edgar Franco, conhecido também como Ciberpajé, recebe uma das mais importantes premiações culturais goianas

O artista e professor da Faculdade de Artes Visuais (FAV/UFG), Edgar Franco, também conhecido como Ciberpajé, foi contemplado com a premiação Troféu Tiokô 2019, considerado uma das mais importantes premiações culturais goianas, destacando personalidades que se dedicam à promoção da cultura no estado. A distinção é outorgada pela Seção de Goiás da União Brasileira de Escritores, e na área das artes plásticas já premiou nomes como Siron Franco, Iza Costa e Antônio Poteiro.

O artista e professor receberá em 2019 a "Medalha de Artes Plásticas Frei Confaloni", premiação para os nomes de destaque nas artes visuais que homenageia o notório Frei Giuseppe Confaloni (Viterbo Itália 1917 - Goiânia GO 1977), pintor, muralista, desenhista e professor.

Artista e Professor da FAV/UFG é um dos premiados no Troféu Tiokô 2019

A premiação Troféu Tiokô 2019 é aberta ao público e acontecerá no dia 03 de dezembro de 2019, no Auditório Costa Lima da Assembléia Legislativa do Estado de Goiás, Alameda dos Buritis, 231, Setor Oeste, Goiânia - GO, a partir das 19:30hs.

Ciberpajé

Nascido a 20 de setembro de 1971, em Ituiutaba, Minas Gerais, a arte entrou cedo na vida de Edgar Franco. Aos 12 anos publicou sua primeira história em quadrinhos (HQ) em um fanzine, desenvolvendo um amor constantemente renovado por esta forma de expressão. Graduou-se em arquitetura e urbanismo na Universidade de Brasília (UnB), onde iniciou suas pesquisas sobre a linguagem dos quadrinhos e suas conexões com a arquitetura. Anos depois o avanço dessa pesquisa veio resultar no livro História em Quadrinhos e Arquitetura, publicado pela editora Marca de Fantasia em 2004, com segunda edição lançada em 2012.

Em seu mestrado em Multimeios na Unicamp estudou as HQs na Internet, batizando essa linguagem híbrida de quadrinhos e hipermídia de HQtrônicas (histórias em quadrinhos eletrônicas), pesquisa que serviu como base para o livro HQtrônicas: Do Suporte Papel à Rede Internet editado em 2005 pela parceria entre as editoras Annablume e a FAPESP, com sua segunda edição publicada em janeiro de 2008. Em 2006 concluiu o doutorado em Artes na ECA/USP. Foi professor dos cursos de Ciência da Computação e Arquitetura e Urbanismo da PUC-MG (Unidade Poços de
Caldas) durante 7 anos (2001-2008), tendo sido dez vezes professor homenageado pelos graduandos daquela instituição. Atualmente é docente Associado II da FAV - Faculdade de Artes Visuais da UFG - Universidade
Federal de Goiás, em Goiânia, onde também é professor permanente no Programa de Pós-graduação - Mestrado & Doutorado - em Arte e Cultura Visual e coordenador do Grupo de Pesquisa Criação e Ciberarte (CRIA_CIBER). Como pesquisador nas áreas de arte e tecnologia, transmídia, arte visionária, desenho e histórias em quadrinhos, possui quatro livros e dezenas de artigos publicados em capítulos de livros e periódicos e tem apresentado suas pesquisas, há mais de vinte anos, em congressos como Intercom, Aspas, Compós, Anpap e SBPC.

Sua pesquisa de doutorado, Perspectivas Pós-Humanas nas Ciberartes, foi premiada no programa Rumos Pesquisa 2003 do Centro Itaú Cultural em São Paulo. Como ilustrador e quadrinhista possui centenas de páginas publicadas em revistas do Brasil e exterior como: Quadreca, Brasilian Heavy Metal, Nektar, Metal Pesado, Quark, Fêmea Feroz, Mephisto (Alemanha), Dragon's Breath (Inglaterra), Ah, BD! (Romênia), além dos álbuns solo Agartha, Transessência e Elegia, publicados pela Marca de Fantasia (UFPB); também Oráculos e Enteogênicos editados pela Criativo (SP) e BioCyberDrama Saga, em parceria com Mozart Couto, editado pela Editora UFG em 2013, com segunda edição em 2016. Em 2009 ganhou o Troféu Bigorna, premiação nacional concedida aos melhores das histórias em quadrinhos brasileiras por sua revista em quadrinhos Artlectos e Pós-humanos # 3. A obra de Franco como artista transmídia envolve também trabalhos criados para suportes hipermidiáticos, entre eles as HQtrônicas Ariadne e o Labirinto Pós-Humano, que integrou a Mostra de Artes - Sesc SP/2005 ; NeoMaso Prometeu, menção honrosa no 13º Videobrasil - Festival Internacional de Arte Eletrônica (Sesc Pompéia/2001) e O Mito Ômega, web arte envolvendo vida artificial e algoritmos evolutivos. Também é mentor do projeto musical performático Posthuman Tantra com o qual realiza performances cíbridas multimídia e que lançou dois CDs oficiais pela gravadora suíça Legatus Records, e três pela gravadora inglesa 412Recordings, sendo o grupo pioneiro no Brasil a utilizar realidade aumentada (RA) em suas performances que já aconteceram em quatro regiões do Brasil em eventos acadêmicos nacionais e internacionais.

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