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Curso de musicoterapia passa a integrar o SiSU no processo seletivo 2020

Criada em 10/09/19 14:40. Atualizada em 10/09/19 14:42.

Retirada a exigência da prova de Verificação de Habilidades e Conhecimentos Específicos (VHCE) aos candidatos

Texto: Fabrícia Vilarinho (Emac/UFG)

Os interessados em cursar a graduação em musicoterapia na UFG devem ficar atentos às mudanças no processo seletivo 2020 (PS 2020). O curso  passa a integrar o Sistema de Seleção Unificada (SiSU), não exigindo mais a realização do exame de Verificação de Habilidades e Conhecimentos Específicos (VHCE).

Com a retirada desse exame, utilizado para conhecer e classificar os candidatos mediante a análise de seus conhecimentos musicais prévios, o processo torna-se mais simplificado. A aprovação no PS 2020 de musicoterapia passa a considerar apenas o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), não havendo necessidade de deslocamento ao local de realização do VHCE, ou classificação nesta etapa.

Outra novidade é que o curso será ofertado no turno matutino e não mais no período integral, como ocorria anteriormente. Essa mudança considerou uma pesquisa realizada entre os discentes apontando a preferência por cursar a graduação em musicoterapia em apenas um período, facilitando a realização de estágios e práticas de atividades extra-curriculares. 

Sobre a retirada do VHCE, Fernanda Valentin, coordenadora da graduação em musicoterapia, explica que o curso da UFG era um dos únicos no Brasil que ainda exigia o exame como pré-requisito para aprovação dos candidatos. “Há uma carência de investimento em políticas públicas que contemplem a formação em música aos estudantes do ensino básico. Assim, a área de musicoterapia da Escola de Música e Artes Cênicas (Emac) optou por ofertar uma maior carga horária em disciplinas de conhecimentos musicais nos primeiros períodos do curso”.

Projeto Pedagógico

A coordenadora explica que houve uma nova estruturação do Projeto Pedagógico do Curso (PPC) e disciplinas como “leitura e desenvolvimento auditivo” e “linguagem e estruturação musical” tiveram suas cargas horárias expandidas. Outras modificações incluem  “percussão”, “práticas musicais em grupo”, “musicalidade clínica e análise musicoterapêutica” na grade de musicoterapia. É importante destacar que os ajustes no PPC abrangeram outras necessidades que visam auxiliar o aluno e futuro profissional a ingressar no mercado de trabalho, como a inclusão das disciplinas “empreendedorismo” e “saúde digital”. 

A maioria das disciplinas da graduação em musicoterapia da UFG são oferecidas pela Escola de Música e Artes Cênicas (Emac), já que a área de música é basilar na estrutura curricular do curso. Sendo a formação em musicoterapia interdisciplinar, outras unidades como Faculdade de Medicina (FM), Faculdade de Enfermagem (FEN), Instituto de Ciências Biológicas (ICB), Faculdade de Educação (FE) e Faculdade de Educação Física e Dança (FEFD), também oferecem disciplinas que integram a vivência acadêmica do estudante de musicoterapia.

Participantes do Núcleo Livre “Corpomente,música e princípios da musicoterapia”,  sob coordenação das professoras Eliamar Fleury (Emac) e Lucielena Lima (FL)

Participantes do Núcleo Livre “Corpomente,música e princípios da musicoterapia”,  sob coordenação das professoras Eliamar Fleury (Emac) e Lucielena Lima (FL)

É oferecido ao aluno uma formação interdisciplinar, adquirindo conhecimento musical específico, conhecimentos da saúde e ciências humanas, necessários à fundamentação teórico-científica do exercício profissional, além de vivências na área de sensibilização e relacionadas aos efeitos do som e da música no ser humano. Em quatro anos é disponibilizado ao aluno de musicoterapia da UFG conhecimentos na área musical, médica e de sensibilização, que o capacita a atuar na saúde. 

Sobre a importância da aprendizagem musical na constituição do futuro musicoterapeuta, Fernanda Valentin ressalta que “quanto mais ampla, maior será a capacidade deste em adequar suas intervenções às necessidades das pessoas atendidas, nos níveis primário, secundário e terciário de atenção à saúde”. 

“A concepção de música no fazer musicoterapêutico, se difere da visão do músico, que tem como objetivo principal a performance musical, recitais, interpretações de obras musicais, e do educador musical, cujo objetivo de seu exercício profissional é o ensino da música. O musicoterapeuta tem o foco voltado para a saúde humana utilizando tanto a música quanto os materiais sonoros para ampliar as condições não musicais da pessoa”, esclarece Fernanda Valentin. 

Fonte: EMAC / UFG

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