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Encontro promove integração entre participantes do Programa de Iniciação à Pesquisa da UFG

Em 05/09/19 08:22.

Vice-reitora da UFG, Sandramara Matias Chaves, falou sobre a situação orçamentária da instituição

Texto: Mariza Fernandes

Fotos: Natália Cruz

Os estudantes e professores participantes do Programa de Iniciação à Pesquisa da Universidade Federal de Goiás (UFG) se reuniram, na tarde desta quarta-feira (4/9), em um evento organizado pela Pró-reitoria de Pesquisa e Inovação (PRPI). Além de reforçar as diretrizes do Programa, o encontro teve como objetivo promover a interação entre os discentes e docentes das diferentes áreas e níveis de formação.
O titular da PRPI, Jesiel Freitas Carvalho, disse que o grande número de pessoas participando do evento é um ponto positivo diante do momento de dificuldades na ciência brasileira. “Essa realidade nos dá certeza de que vamos superar essa fase e dar continuidade ao desenvolvimento científico, tecnológico e social”, afirmou. A pró-reitora adjunta, Helena Carasek, aproveitou a ocasião para convidar os estudantes a participar do Congresso de Pesquisa, Ensino e Extensão da UFG (Conpeex). O prazo para submissão de trabalhos encerra hoje.

 

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Situação orçamentária
A vice-reitora da UFG, Sandramara Matias Chaves, participou do evento desejando boas-vindas aos pesquisadores. Ela falou sobre a situação orçamentária da UFG após os cortes de recursos para as universidades federais e para o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). “As universidades estão atravessando um momento extremamente delicado. Encontros como esse são muito importantes porque mostram que vamos continuar, pois a UFG e as pessoas que fazem essa instituição são muito fortes e têm condições de fazer muito pela sociedade”, disse.
A vice-reitora explicou que a UFG está com dificuldades para cumprir compromissos básicos. “Há alguns meses, tínhamos a difícil tarefa de escolher qual das contas pagaríamos. Hoje, não há sequer essa opção. Estamos tentando pagar uma fatura da Enel para que o fornecimento de energia elétrico não seja cortado”. Em relação às bolsas, Sandramara disse que a universidade consegue pagar apenas as de assistência estudantil, cujos recursos vêm do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes).
De acordo com a vice-reitora, na UFG, os cortes atingem cerca de 27 milhões de reais. A verba seria aplicada para custeio da universidade durante o segundo semestre de 2019. “Há uma promessa de liberação de parte desse recurso por volta do dia 20 de setembro, e caso isso ocorra, conseguiremos respirar um pouco”, anunciou.

Em relação ao Programa Institutos e Universidades Empreendedoras e Inovadoras – FUTURE-SE, apresentado pelo Ministério da Educação, Sandramara reforçou o conteúdo da nota publicada pelo Conselho Universitário da UFG (Consuni). “O que há de bom no Future-se, nós já fazemos. No ano passado, a UFG captou 80= milhões de reais, mas essa verba é aplicada em pesquisas. A manutenção da Universidade é uma obrigação do poder público”, afirmou.

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Fonte: Secom/UFG

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