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Comissão Assédio

Comissão realiza primeira reunião do ano sobre assédio moral

Criada em 18/02/19 13:23. Atualizada em 19/02/19 12:51.

Planejamento do seminário anual e prévia dos dados da Ouvidoria sobre denúncias no âmbito da Universidade foram pautas do encontro

Texto: Carolina Melo

Fotos: Vanessa Setúbal

A primeira reunião da Comissão Permanente de Acompanhamento de Denúncias e Processos Administrativos Relacionados a Questões de Assédio Moral, Sexual e Preconceito da UFG ocorreu na manhã desta segunda-feira (18), visando a avaliação e o planejamento de futuras ações. Durante o encontro, o Seminário sobre Assédio Moral, que ocorrerá ainda este semestre, foi discutido tendo em vista atender aos três públicos: gestores,  servidores e estudantes. Também foi apresentado os dados prévios do relatório da Ouvidoria sobre o ano de 2018.

O seminário faz parte das ações anuais da Comissão, que busca discutir o assédio moral no meio universitário. O objetivo do evento é conscientizar sobre como se configura as práticas abusivas, no âmbito da comunidade acadêmica, visando a prevenção e a promoção de mudanças comportamentais e culturais. Este ano, o evento será dividido em dois momentos: um direcionado aos gestores, coordenadores e diretores; outro à comunidade universitária de forma geral. O primeiro terá como tema “Assédio Moral: identificar, evitar e educar”. Já o segundo momento, que também será aberto à comunidade externa, terá como temática “Assédio Moral: o que é, como ocorre, o que fazer?”.

A vice reitora Sandramara Chaves, presidente da Comissão Permanente, chamou a atenção para o pioneirismo da UFG na criação da comissão e nas ações de combate ao assédio moral e sexual no espaço universitário. “Outras instituições vêm nos procurar, pois têm a UFG como um exemplo”, afirmou.

Denúncias na Universidade

A prévia do Relatório da Ouvidoria da UFG de 2018 foi apresentado pela servidora Vanessa Cunha Martins Borges. De acordo com o informado, ano passado a Ouvidoria recebeu 48 denúncias referentes a possíveis casos de assédio ou discriminação. Dessas, 29 são casos relacionados ao assédio moral; 15 são sobre assédio sexual e quatro são sobre preconceito. Dos casos de assédio sexual, as denunciantes são todas mulheres: 13 estudantes, uma funcionária terceirizada e duas por técnico-administrativas. Dos acusados, sete são docentes, cinco são estudantes e dois técnico-administrativos, todos homens.

A professora da UFG, Veridiana Maria Brianezi, representante da Adufg, questionou sobre a existência de denúncias realizadas por professores e destacou que muitos docentes da UFG não têm a informação de que também podem recorrer a Ouvidoria da UFG. Conforme informado ao longo da reunião, o relatório da Ouvidoria será divulgado completo no mês de março. Ainda assim, a totalidade das denúncias de 2018 são de estudantes.

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Fonte: Secom UFG

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