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Pesquisadora fala sobre diplomacia brasileira no início da República

Por Luiz Felipe Fernandes Neves. Criada em 03/12/18 11:50. Atualizada em 06/12/18 18:31.

Nathalia Henrich, diretora da Biblioteca Oliveira Lima (Washington DC, EUA), ministrou palestra com o tema Estados Unidos, Monroe, Roosevelt e o Pan-americanismo: um debate entre Rio Branco, Nabuco e Oliveira Lima

A Universidade Federal de Goiás (UFG) recebeu, no último dia 27 de novembro, a diretora da Oliveira Lima Library, da Catholic University of America, Nathalia Henrich. A biblioteca, localizada em Washington DC (EUA) possui um acervo com 40 mil obras, incluindo livros, manuscritos, mapas, panfletos, fotografias e obras de arte que se dedicam à história e cultura de Portugal e do Brasil.

O evento foi promovido pelo Núcleo de Estudos Globais (NEG) e pelo Grupo de Extensão de Análise de Políticas Públicas e Relações Internacionais (Appri), do curso de Relações Internacionais da Faculdade de Ciências Sociais da UFG, em parceria com o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Estudos sobre os Estados Unidos (INCT-INEU).

A diretora descreveu a trajetória de Barão de Rio Branco, Joaquim Nabuco e Manoel de Oliveira Lima - três diplomatas que tiveram papéis fundamentais na construção da política externa brasileira no início do Republicanismo. Os dois primeiros são mais conhecidos, porém Oliveira Lima teve uma relação bastante próxima com eles.

Nathalia comentou sobre sua pesquisa com as trocas de cartas que estes diplomatas tinham e, a partir de tais fontes primárias, sua investigação retrata os conflitos posicionais gerados diante das relações com os Estados Unidos, que Nabuco e Oliveira Lima tiveram.

Palestra diretora biblioteca

Pesquisa de Nathalia Henrich teve como base cartas, livros e artigos escritos pelos diplomatas brasileiros

Políticas pan-americanistas

Segundo a pesquisadora, o trio homérico da diplomacia brasileira foi fundamental na mudança de uma postura mais pró-EUA nas relações exteriores do Brasil. Nabuco foi um defensor árduo das políticas pan-americanistas idealizadas no âmbito da Doutrina Monroe e encabeçada pelo presidente Roosevelt, na construção de uma América mais unida. Oliveira Lima tinha uma posição mais crítica sobre essa relação, chegando a publicar diversos artigos sobre sua incerteza em relação aos verdadeiros interesses norte-americanos, chamando a atenção e alertando para como se daria essa relação com o governo americano.

A diretora teve um olhar de dentro para fora sobre as relações entre os diplomatas, por meio de pesquisas minuciosas de cartas, livros e artigos. Ela constatou que as divergências entre Nabuco e Oliveira Lima eram em função de um extremismo defensor do pan-americanismo por parte de Nabuco, que tinha como princípio de vida deixar um legado histórico, com o qual Oliveira Lima não concordava.

No dia 28 de novembro, a Biblioteca Oliveira Lima recebeu o prêmio Ordem do Mérito Cultural 2018, promovido pelo Ministério da Cultura (MinC). Essa premiação tem o objetivo de prestigiar pessoas, instituições e grupos artísticos por suas contribuições à cultura brasileira.

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Palestra foi promovida pelo Núcleo de Estudos Globais e Grupo de Análise de Políticas Públicas e Relações Internacionais

Fonte: Secom/UFG

Categorias: Notícias FCS