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Toquinho abre temporada do Música no Câmpus

Por Magno Medeiros. Criada em 12/04/18 20:59. Atualizada em 12/04/18 21:15.

Artista, que recebeu estudantes do Cepae antes do show, emocionou com o público com canções clássicas

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Texto: Silvânia Lima

Fotos: Amanda Oliveira

Um show para todas as idades. Parte significativa do que há de melhor na Música Popular Brasileira foi apresentada nesta terça-feira, 10/04, pelo cantor Toquinho, no Centro de Cultura e Eventos Prof. Ricardo Freua Bufáiçal. O evento, que reuniu 1.500 pessoas, deu início à temporada 2018 do Música no Câmpus, projeto cultural da UFG, com apoio da Unimed Goiânia.

Em pouco mais de uma hora, o público teve a oportunidade de partilhar emoções afloradas por canções como “O caderno”, “Aquarela”, “O velho e a flor”, “Samba em prelúdio”, “Chega de saudade”, dentre outras. O repertório trouxe ainda ao palco os inesquecíveis parceiros Vinícius de Moraes e João Gilberto, e ícones como o mestre Pixinguinha. Ao lado da intérprete goiana Camila Faustino, Toquinho executou sucessos, como “Tarde em Itapuã”, “Regra três” e “Carinhoso”.

Toquinho violonista, Toquinho compositor, Toquinho das crianças. Fases que completam o sucesso de uma carreira que já chega aos 53 anos, iniciada com a paixão pelo violão. Pelo que faz, Toquinho se diz renovado todos os dias. “Sinto que estou começando a minha carreira hoje, isso na minha cabeça, porque tenho a mesma vontade quando vou ensaiar ou me apresentar, é sempre uma vontade revigorada. Sinto-me jovem tocando violão, tenho que tocar sempre melhor do que ontem e toco! Acabei de gravar um blues ontem, uma experiência nova”. Segundo ele, a sua relação com o violão é a “a base de tudo”.

Uma trajetória de artística simples, feita de encontros e conquistas. “Trago os ganhos da convivência com artistas experientes, dos ídolos que viraram amigos, dos shows e isso continua”.  Ele valoriza o acúmulo das experiências transformadas em saberes. “As transformações da música são eternas, peguei muitas fases da MPB, quando o Brasil era grande. Hoje é pequeno... o mundo tá pequeno. A internet com todo seu lado negativo, tem muito de positivo”, analisa o músico.  Para ele, o compartilhamento das redes oportuniza as fusões artísticas.

E isso se reflete também nas novas trajetórias artísticas. “Quando comecei a trabalhar com canções era muito mais simples, não tinha essa pulverização de informações, essa exigência de ter tudo à mão. Nunca tive nenhum método, aprendia tudo de ouvido. Hoje em dia, há facilidade de acesso a um instrumento, de aprendizagem, mas a competitividade é maior e os parâmetros mais rigorosos. Antes, era mais difícil se formar profissional, porém a trajetória artística era relativamente mais fácil. Hoje, facilitou a formação, mas o mercado é mais exigente”, comparou. Na opinião de Toquinho, melhorou a qualidade musical, o nível técnico subiu, os músicos são melhores e há muitos jovens com excelência.

Em conversa com jornalistas, antes do show, o artista falou ainda sobre o período da ditadura que, segundo ele, forçou o artista a ser criativo. “Muitos artistas foram obrigados a encontrar uma saída e tiveram nessa a sua melhor fase”, testemunhou. Sobre a atual política cultural brasileira, Toquinho reafirmou a carência da área, o que não poderia ser diferente, pois “se temos precariedades enormes em áreas como a saúde e a educação, como haveria de ser na cultura?”. Ele afirma que o Brasil ainda acontece mais no eixo Rio/São Paulo, mas elogiou a Lei Rouanet, que ainda ajuda em muitos eventos.  

Sobre a parceria com artistas jovens e consagrados, como Tiê e Camila Faustino, Toquinho vê isso como algo muito interessante, novas descobertas. “A Camila já tem o segmento dela, tem fã clube, canta muito e é bonita.  O principal é que sua tonalidade de voz se adequa ao compositor, tem timbre, afinação. Ela é musical, o que torna o trabalho mais fácil”, afirmou sobre o talento goiano que já desponta país afora.

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Encontro com as crianças

Antes do show, uma surpresa inesquecível para um grupo de crianças do 3º ao 5º ano do ensino fundamental do Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação (Cepae) – escola de ensino fundamental e médio da UFG. Acompanhados pelos pais e sob a orientação de suas professoras, o grupo teve um show à parte com o artista. Em seguida, em um encontro mais reservado, o grupo homenageou o músico, cantando “O Caderno”, com a execução do metalofone. Não houve tempo para um bate papo maior, mas puderam ouvir de perto mais algumas execuções do músico, cuja obra eles estavam estudando nas aulas de música.

Toquinho tem uma antiga relação com as crianças, sendo comum a presença do público infantil em suas apresentações. Gravou quatro discos voltados para o público infantil, sucessos que perduram: “Casa de brinquedos”, “Canções de todas as crianças”, “No mundo da criança” e “Canção dos Direitos da Criança”.

A professora de música Telma de Oliveira Ferreira informou que essa foi uma ação de sala de aula, a partir de uma feliz coincidência da vinda do artista no tempo em que a turma estudava a sua obra. “Eles são levados a conhecer a obra, os proponentes, como nascem as canções, repertório, letra etc. Hoje, aqui, puderam conhecer ainda os processos do show e perceber a importância de todas as etapas e detalhes.

Entusiasmados com Toquinho, de acordo com a professora, os alunos constataram “como toca bem”, mas estranharam um pouco a figura do artista, ao vivo, cuja referência eram as fotos publicadas. “Ele está quase igual ao Vinícius de Morais...”, disseram.

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Fonte : Secom/UFG

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