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Boletim Econômico

Juros mais baixos e combustíveis mais caros influenciam economia

Por Angélica Queiroz. Criada em 22/12/17 10:02. Atualizada em 22/12/17 10:11.

Boletim sobre a economia goiana mostra que a redução dos juros parece estar contribuindo para o aumento das vendas de itens de consumo que dependem mais do crédito

A inflação mais comportada permitiu a sequência do processo de redução da taxa básica de juros da economia brasileira (Selic), cuja meta caiu para 7,0% ao ano, na última reunião do Comitê de Política Monetária realizada em 2017. Até novembro/2017, o IPCA acumulou alta de 2,5% e nos últimos 12 meses bateu em 2,8%, bem abaixo da meta de 4,5%  perseguida pelo Banco Central.

A redução dos juros parece estar contribuindo para o aumento das vendas de itens de consumo que dependem mais do crédito. Em Goiás, as vendas de eletrodomésticos aumentaram 21,0% e as de móveis 8,4% em outubro/2017, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Nesta mesma linha, as vendas de veículos, motocicletas e peças aumentaram 1,5%, depois de terem caído 15,1% em setembro/2017, na comparação com setembro/2016.

Apesar disso, o comércio varejista goiano apresentou queda em outubro/2017, tanto na comparação com o mês anterior (-2,0%) quanto em relação a outubro/2016 (-10,5%). Uma das grandes contribuições para tanto foi dada pelo comércio de combustíveis e lubrificantes, pois suas receitas foram as que mais se reduziram em Goiás, dentre as atividades do comércio varejista acompanhadas pelo IBGE. Na comparação com outubro/2016, a queda em foi de 27,1%, sendo explicada principalmente pelo aumento dos preços praticados pelo setor.

Aliás, a população local tem convivido com expressivos aumentos dos preços dos combustíveis em 2017, os quais, aliados à elevação das tarifas de energia elétrica, tem participação ativa inflação do ano. O IPCA do município de Goiânia está rodando acima do nacional (2,5%) e saltou para 3,26% no acumulado até novembro/2017 e para 3,31% nos últimos 12 meses. A inflação goianiense só não tem sido maior porque os preços dos alimentos e das bebidas tiveram queda de 3,56% até agora.

O setor de serviços também acompanhou o de comércio e apresentou queda em Goiás no mês de outubro/2017. O alento para a economia goiana veio da indústria, cuja produção aumentou 10,7% em outubro/2017, na comparação com o mesmo mês de 2016.

O movimento da indústria em Goiás também tem a ver com o aumento dos preços dos combustíveis e com a redução da taxa de juros. Os preços mais altos dos combustíveis catapultaram a produção goiana de etanol (aumento de 25,8%) e os juros mais baixos estimularam as vendas e, por conseguinte, a produção de veículos no estado, que foi elevada em 13,1%.

Vejamos se as promoções da Black Friday, em novembro, e as compras de final de ano, realizadas em dezembro, contribuem para que o ano de 2017 termine melhor do que começou para a economia goiana.

Boletim de Conjuntura Econômica de Goiás – N. 92/dezembro 2017

Equipe Responsável: Edson Roberto Vieira, Antonio Marcos de Queiroz, Bruna Ramos Azevedo, Igor Nascimento de Sousa, Larissa Emanuelly Alves dos Santos e Mylena Ribeiro Lima.

Fonte: Ascom UFG

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