Weby shortcut
Bandeira Reino Unido
Youtube da UFG
Instagram da UFG
Picasa da UFG
Radio universitária
TV UFG
Prevenção câncer de pele.png

Hospital das Clínicas realiza ação de prevenção ao câncer da pele

Por Caroline Pires. Criada em 05/12/17 08:41.

Campanha foi realizada no último sábado, dia 02/12, com atendimento gratuito à população para a prevenção e o diagnóstico da doença

Texto e fotos: Thalízia Ferreira

 

O verão está chegando e, com ele, os dias de sol quente, que levam tantas pessoas às praias, clubes e piscinas. Atento a isto o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), e a Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Goiás realizaram atividades de prevenção ao câncer da pele no último sábado, 2/12. A 18ª Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele ofereceu atendimento gratuito à população para o diagnóstico e tratamento contra o câncer de pele. A campanha reuniu 80 profissionais da saúde - dentre 60 médicos dermatologistas e uma equipe de enfermeiros e técnicos – que atenderam 356 pessoas, sendo 109 diagnosticadas com suspeita de câncer da pele e encaminhadas para a realização de biópsia.

Uma das pessoas atendidas na campanha foi Júlia Luiz de Oliveira, 73 anos, diagnosticada com câncer de pele na orelha direita. “Eu trabalhei muitos anos na roça, debaixo do sol. Meu pai colocava todos os filhos para trabalharem na enxada”, conta. A pele branca e o relato de muitos anos de exposição ao sol, sem o devido cuidado, levaram Júlia Oliveira a desenvolver um tumor na orelha que a incomodava. Hoje, ela diz que usa o protetor solar todos os dias, mas terá que fazer uma cirurgia para a retirada do tumor que se desenvolveu na orelha.

“O câncer da pele é o câncer mais frequente que acomete as pessoas. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) previu o surgimento de 176 mil novos casos de câncer da pele. Essa campanha visa alertar a população para que as pessoas procurem um médico quando tiverem uma lesão suspeita e também orientar sobre medidas preventivas para que essas lesões não venham acontecer”, explica o coordenador da campanha em Goiás, Samir Pereira.

O Dezembro Laranja será realizado durante todo o mês de dezembro e segue durante o verão, com ações na internet, nas ruas, parques e praias de orientação sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da doença.

 

Prevenção câncer de pele_02.png

Campanha visa prevenir a doença que atingiu 175.760 pessoas em 2016 

 

Prevenção

Samir Pereira explica ainda que, além do uso do filtro solar, é muito importante que as pessoas se previnam usando roupas com mangas longas que cubram os braços e chapéus de aba larga, óculos de sol e evitem o sol entre o horário das 10 e 16 horas.

“Além do uso do filtro solar, é muito importante que as pessoas se previnam usando roupas com mangas longas que cubram os braços e chapéus de aba larga, óculos de sol e evitem o sol entre o horário das 10 e 16 horas”, diz Samir Pereira, que também orienta que nas áreas que não são cobertas, como orelhas e pescoço, é importante que seja aplicado o filtro solar com regularidade. “Para pessoas que nunca tiveram câncer de pele, pode ser aplicado um filtro solar com fator de proteção 30 e, para quem já teve câncer de pele, o fator de proteção deve ser acima de 50, sempre reaplicado a cada três ou quatro horas, três vezes ao dia.”

Já o presidente da SBD-GO, Adriano Loyola, alerta que áreas do corpo não expostas ao sol também podem desenvolver o câncer da pele, como as costas, atrás das orelhas, cabeça e planta dos pés. “Devemos ficar atentos às manchas e pintas de nascença que alteram, que mudam de cor ou de formato, que começam a coçar, ou ainda às lesões que aparecem em áreas do corpo não expostas ao sol e que não cicatrizam, que começam a ferir e a formar cascas, por isso é importante fazer um auto exame no corpo como um todo”, alerta Loyola.

Sinais

Os médicos destacam quais são as características das pintas que devem ser observadas, pois servem de alerta para a doença, o chamado ABCDE da pinta:

Assimetria – A metade da pinta não é semelhante à outra metade. Pintas perigosas ou melanomas tendem a ter uma assimetria de cores e forma;

Bordas – Lesões malignas apresentam bordas irregulares, dentadas ou com sulcos, com interrupção abrupta na pigmentação da margem;

Cor – A coloração não é a mesma em toda pinta. Lesões muito escuras ou que apresentem diferentes tons em uma mesma lesão devem ser avaliadas, pois podem indicar malignidade;

Diâmetro – Lesões que crescem rápido de diâmetros, principalmente aquelas maiores que 6 milímetros levam a uma suspeita maior de lesão maligna;

Evolução – Toda pinta que mudar (mudança de cor, formato, tamanho e relevo) em curto período de tempo (de 1 a 3 meses) deve ser examinada por um dermatologista.

Outra forma de avaliar o risco da doença é por meio da Calculadora de Risco para Câncer da Pele, disponível no site http://www.sbd.org.br/controleOsol/calculadora/ .

Fonte : Ascom/UFG

Categorias : Última Hora

Listar Todas Voltar