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Reitoria - 2

Análise de professor da UFG aponta erros em estudo do Banco Mundial

Por Luiz Felipe Fernandes Neves. Criada em 04/12/17 11:40.

Inferências sem comprovação e conclusões equivocadas demonstram falta de credibilidade do documento que se propõe a analisar a eficiência do gasto público no Brasil

Uma análise realizada pelo professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Nelson Cardoso Amaral, que também é assessor da Reitoria, aponta erros conceituais, inferências sem comprovação e conclusões equivocadas contidas no estudo do Grupo Banco Mundial intitulado Um ajuste justo: análise da eficiência e equidade do gasto público no Brasil, divulgado no último mês de novembro.

Acesse aqui a análise completa feita pelo professor Nelson Cardoso Amaral.

A análise concentra-se no capítulo destinado à educação brasileira, em especial sobre seu financiamento. O professor aponta conceitos e dados utilizados de forma incorreta e que, por isso, levam a conclusões que, segundo ele, beiram a irresponsabilidade. A falta de rigor metodológico e de explicitação das fontes também permite questionar a credibilidade do documento.

Um dos vários exemplos é a afirmação do Banco Mundial de que os gastos públicos com o ensino superior no Brasil são altamente ineficientes e que quase 50% dos recursos poderiam ser economizados. O professor Nelson observa que o estudo não traz comprovações para afirmar que os gastos são "altamente ineficientes" e questiona a conclusão de que metade dos recursos poderiam ser economizados: "Tomando-se as Universidades Federais como exemplo, não considerando as estaduais e municipais, pois a afirmação também as abrange, propõe-se diminuir pela metade os salários dos professores, técnicos administrativos em educação, aposentados e pensionistas? Diminuir os recursos para outras despesas correntes e investimentos também pela metade?".

A análise mostra que o estudo do Banco Mundial possui cunho absolutamente economicista e não considera, em nenhum momento, a complexidade da sociedade brasileira, que apresenta uma das maiores desigualdades sociais do mundo.

Fonte : Ascom/UFG

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